Taquara - A Polícia Civil ainda não sabe o motivo do homicídio de Marli Rodrigues, 33 anos, assassinada na noite de domingo com um golpe na cabeça na Rua Osvaldo Aranhaa, bairro Empresa, em Taquara. O objeto usado foi um bloco de concreto. O irmão da vítima, Gilmar Rodrigues, 19, foi preso logo depois. Segundo a Polícia Civil, o crime foi descoberto por acaso, já que a intenção do indiciado seria fugir com o caminhão de uma empresa fabricante de artefatos de cimento, mas foi flagrado por câmeras de segurança e rendido por um vigilante, que acionou a Brigada Militar. Ele recebeu voz de prisão antes de deixar o pátio da indústria e teria confessado o homicídio.
A INVESTIGAÇÃO
O crime aconteceu por volta das 20 horas de domingo. Segundo o delegado Luiz Carlos Aguiar de Abreu, os irmãos retornavam de uma festa em comemoração ao Dia do Motorista
O agressor tentou fugir saltando para uma empresa de artefatos de cimento, próximo à RS-239
Ele foi flagrado por uma câmera de monitoramento. Ao vê-lo, um vigia o rendeu até a chegada da Brigada Militar
Conforme a investigação, ao ser questionado sobre a intenção de furtar objetos, o acusado negou dizendo que queria apenas um caminhão para fugir, já que tinha assassinado a irmã
Os policiais ficaram surpresos com frieza do suspeito, que os conduziram até o ponto onde estava o corpo
O setor de investigação da DP de Taquara deve pedir a custódia de Gilmar Rodrigues para interrogatório
Abuso sexual é descartado
Apesar de ter confessado o crime à Brigada Militar, quando chegou à delegacia Gilmar Rodrigues se reservou ao direito de só falar em juízo. A forma como o corpo foi encontrado nu e com as pernas abertas chegou a despertar nos policiais a suspeita de que a vítima tivesse sofrido abuso sexual. O delegado Luiz Carlos Aguiar de Abreu, porém, descartou preliminarmente a possibilidade após receber detalhes fornecidos pela perícia. A motivação do crime é desconhecida. O jovem foi encaminhado ao Presídio Estadual de Taquara e depois à Penitenciária Modulada de Montenegro. O corpo de Marli Rodrigues foi removido ao Posto Médico-Legal de Taquara para o exame de necropsia, cujo laudo deve estar concluído em um mês.