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Violência - 16/03/2010 07h10
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Polícia acredita que jovem pode ter sido enterrada viva em Gramado

Nesta segunda, Cássio Adriano da Silva Corrêa, 22 anos, o irmão da vítima, confessou o assassinato.


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Julio Cesar Corrêa/ Da Redação

Foto: Julio Cesar Corrêa/ Da Redação
Polícia acredita que jovem pode ter sido enterrada viva em Gramado
Polícia acredita que jovem pode ter sido enterrada viva em Gramado

Gramado  - Cássio Adriano da Silva Corrêa, 22 anos, confessou ter assassinado a irmã, Janete Silva de Carvalho, 28, a socos, pontapés e asfixia, na tarde de domingo na Travessa dos Pinheiros, no bairro Jardim. Janete foi encontrada pelos vizinhos no início da manhã de ontem, enterrada nos fundos da residência onde vivia com o irmão e a companheira dele, uma menor de 15 anos.

Janete foi vista pela última vez na manhã de domingo, quando retornava para casa para tomar um banho e participar de um almoço na casa de uma amiga. Na tarde de domingo, várias amigas tentaram contato com Janete, mas Cássio dizia que ela tinha saído de casa. Na manhã de segunda-feira, ele foi registrar ocorrência de desaparecimento na delegacia.

Depois que ele saiu de casa, vizinhos realizaram uma busca nas proximidades da residência e avistaram uma cena brutal quando mexeram em uma colcha que estava enterrada. Para espanto de todos, um dos pés de Janete foi descoberto, indicando o crime e o local da ocultação do cadáver. A Brigada Militar foi acionada e com as suspeitas recaindo sobre Cássio, logo foi efetuada a prisão dele e da companheira. Os dois, na DP, assumiram envolvimento. Cássio informou que o crime aconteceu no início da tarde de domingo. A companheira disse que não participou da morte, mas assumiu a colaboração na ocultação do cadáver. Cássio será encaminhado ao Presídio Industrial de Caxias do Sul.

Vítima pode ter sido enterrada viva

O delegado de Gramado, Gustavo Celiberto Barcellos, disse ontem que Cássio Adriano da Silva Corrêa assumiu friamente a morte da irmã, informando detalhes da ação. Segundo o policial, há a hipótese de Janete de Carvalho ter sido enterrada viva.

O crime teria acontecido por volta das 13 horas de domingo, depois de uma discussão dentro da residência de Janete. O jovem contou sua versão, dizendo que a discussão foi iniciada depois que Janete pediu um dinheiro emprestado. Diante da negativa, a irmã teria investido com uma faca diante da companheira de Cássio, o que motivou a fúria do rapaz.

O acusado assumiu que a morte se deu por socos e pontapés, sendo que depois teria asfixiado Janete. O delegado espera o resultado do exame que será realizado pelo Instituto Médico-Legal para saber a causa da morte. "A dúvida que queremos elucidar é se a morte se deu pelas agressões ou pela asfixia", disse Barcellos. O delegado reuniu a imprensa no final da tarde de ontem para repassar as informações sobre o depoimento de Cássio e da companheira, uma menor de 15 anos que está grávida de três meses.

Acusado registra desaparecimento

A frieza do acusado pela morte de Janete Silva de Carvalho chamou a atenção de todos que atuaram no caso. Frieza não só dele, mas também da jovem companheira que acabou assumindo alguma participação no caso.

Segundo o depoimento de Cássio Adriano da Silva Corrêa ao delegado Gustavo Celiberto Barcellos, ele informou que o crime ocorreu por volta das 13 horas de domingo e que a ocultação do cadáver veio em seguida, por volta das 14 horas. Neste período, muitos vizinhos estavam em casa e não avistaram nada. Um deles até viu Cássio mexendo na terra, com pá e enxada, mas o jovem informou que fazia um trabalho no sumidouro da residência. Outros vizinhos chegaram a ir até a residência de Janete, mas Cássio e a companheira informavam que ela não estava em casa. Na manhã de segunda-feira, novamente os vizinhos saíram em procura de Janete e encontraram receptividade no principal suspeito quando noticiaram que iriam acionar a Polícia. Ele mesmo assumiu o compromisso de ir até a DP para registrar o desaparecimento. E o fez, em companhia da namorada, por volta das 9 horas. Depois, os dois voltavam, a pé, ao bairro quando foram detidos pela Brigada Militar.

Suspeito tem antecedentes de agressão

"Sempre acreditei que poderia acontecer algo assim". As palavras do irmão da vítima e, em consequência, do principal acusado, relatam um histórico de muita brutalidade entre os dois irmãos. "Ele já havia batido nela em várias oportunidades", disse Alvori Silva de Carvalho. "Tanto, que eu disse para ela sair de casa e deixar ele viver por conta", lembra.

Em 2005, Cássio assumiu participação em um furto à residência ocorrido na Linha Quilombo, quando, junto com outro homem, atacou e agrediu uma senhora de 63 anos. A vítima era avó de Cássio. Em uma das passagens pela Polícia, Cássio assumiu as agressões na avó.

Segundo informações do irmão, Cássio sempre teve uma vida ligada ao crime e ao consumo de drogas. "A Janete assumiu inúmeras vezes a responsabilidade pelos atos dele", informou. Para a amiga Beatriz Rodrigues dos Santos, o crime foi de uma brutalidade inaceitável. "A Janete era daquelas pessoas que todo mundo gostava", disse. Beatriz informou que notou que algo de errado tinha acontecido pela manhã, quando Janete não apareceu em sua casa para tomar chimarrão antes de ir para a indústria de calçados onde trabalhava, no bairro Avenida Central. "Uma das vizinhas não escutou o volume do rádio, que ela ligava sempre pela manhã", lembrou.

Foto: Sandro Seewald/GES






7 Comentários
Patricia Almeida Car
São José do Ouro, 18/03/2010 às 14:41
O mundo hoje em dia está perdido. Ele foi frio, que coragem. Perdemos uma pessoa muito querida, mas ele vai carregar para sempre essa culpa de ter matado a própria irmã. Ele e a jovem pagarão muito caro por esse crime. Minha tia era uma pessoa adorável. Sentirei muita saudade.
www.mileniomoveis.co
Novo Hamburgo, 17/03/2010 às 11:24
Comentario aguardando moderação.
Adriélly
Novo Hamburgo, 16/03/2010 às 20:20
Que tragédia! Hoje em dia uma conversa só não basta, tudo tem que partir para a agressão! Que mundo é esse que estamos vivendo? Se já está desse jeito agora, imagina como vai ser no futuro? E a vida dos nossos filhos, netos, etc?
Novo Hamburgo, 01/01/2007 às 00:00
Comentario aguardando moderação.
Novo Hamburgo, 01/01/2007 às 00:00
Comentario aguardando moderação.
Renato Gehlen
Novo Hamburgo, 16/03/2010 às 11:45
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Martim
Novo Hamburgo, 16/03/2010 às 09:14
Enterrar vivo, assassinar, soa chocante aos ouvidos das pessoas de bem. Mas quando não há celas e a Justiça alivia as penas, gera uma sensação de impunidade que faz o criminoso achar que pode fazer o que bem entende - que a sociedade é fraca no controle dos crimes. Tolerância zero é a solução.
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