
Canoas - O motivo do ato de violência Rodrigo Luciano Luz seria o ciúme que ele sentiria de Josiane Pontes. Eles já estavam separados havia três meses quando Luz resolveu trancafiar a ex-esposa e seus filhos na casa dela, na sexta-feira, e ameaçá-la de morte. Ele portava uma arma calibre 38. Às 5 horas da manhã de sábado, a irmã de Josiane e o namorado, que também moram na residência, foram impedidos de entrar ao retornar para casa.
O casal, então, dirigiu-se ao 15º Batalhão da Brigada Militar, 10 minutos distante do Guajuviras, para avisar que Josiane e os filhos eram mantidos reféns. Acompanhando o casal de volta à casa, uma viatura da BM foi recebida a tiros. O cunhado de Josiane feriu-se de leve no pescoço, devido a estilhaços.
Logo a Polícia isolou toda a rua, e o Gate foi acionado. Com o susto, Josiane, hipertensa, precisou ser medicada. Pouco depois, às 6 horas de sábado, as crianças foram liberadas e encaminhadas para a casa vizinha. Luz oscilava entre momentos em que dizia que se entregaria e outros em que ameaçava a vida de Josiane. Uma amiga, que entrou em contato com o vigilante no sábado, afirmou que ele tinha a arma engatilhada e apontada para o peito da ex-esposa. Nesse mesmo dia, ele pediu um colete à prova de balas e a presença de sua psiquiatra. Familiares foram chamados para conversar com o vigilante por telefone.
Na manhã de domingo, Josiane e Luz comeram pão com margarina entregue pela BM. Dezenas de populares, com sol ou chuva, acompanharam a movimentação atrás da fita de isolamento. Residências vizinhas serviram de guarida para policiais, familiares e negociadores. Ao total, mais de 60 agentes envolveram-se na operação.
Com informações dos repórteres Cláudia Boff, Emerson Machado e Rovani Freitas, do Diário de Canoas
Foto: Edu Andrade/GES