

Canoas - A expectativa de que o sequestrador de Josiane Pontes, 29 anos, se entregasse a qualquer momento foi frustada com uma nova exigência. Agora, o vigilante Rodrigo Leandro Luz, 30, acaba de pedir a presença de sua psiquiatra na casa de sua ex-mulher, no bairro Guajuviras, em Canoas, onde foi feito o cárcere da vítima.
Rodrigo foi à casa da ex-mulher na noite de ontem, inconformado com o fim do relacionamento, há cinco meses. Ele fez a ex-mulher e os filhos reféns desde então. A polícia foi avisada por familiares da vítima e, ao chegar ao local, por volta das 5h30, o vigilante mantinha as vítimas sob a ameaça de uma arma de fogo. As crianças já foram libertadas no começo da manhã.
O Grupo de Ações Táticas Especiais da Brigada Militar, unidade acionada para lidar com situações em que vítimas são feitas reféns, segue no local negociando a libertação de Josiane. O subcomandante do 15.º BPM, o coronel Jones Calixtrato Barreto dos Santos, está à frente das negociações com o vigilante, que também exige que não haja movimentação alguma no pátio da casa da ex-mulher.
O homem já disparou tiros contra policiais, que não chegaram a se ferir. O cunhado, no entanto, foi ferido por um tiro de raspão na cabeça. Ainda não se sabe se a arma portada pelo homem é um revólver calibre 38 ou uma pistola.
Segundo o coronel Jones, Rodrigo Leandro Luz está muito abalado emocionalmente. Nem mesmo a conversa telefônica com os filhos, uma menina de 7 anos e um menino de 11, fez com que ele viesse a se entregar. Por enquanto, o objetivo da BM é convencê-lo a libertar a vítima sem que seja necessário invadir o cárcere. Há pouco foi dada a ordem de desligar a energia elétrica da residência e uma equipe técnica já está no local.
O negociador tenta fazer contato com a psiquiatra do sequestrador, mas seu paradeiro ainda é desconhecido. O cumpadre de Rodrigo foi acionado para ir até o local intermediar, a fim de estimulá-lo a se entregar.
Foto: Vinícius Carvalho/GES
Com informações da repórter Lílian Patrícia, do Diário de Canoas