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Turismo - 19/01/2012 15h25
Atualizado em 19/01/2012 15h34

Punta Cana já recebe voos semanais do Brasil

Nesse paraíso, o trabalho mais árduo será memorizar o caminho do seu apartamento até a praia.


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Da Redação

Foto: Divulgação
Catamarã: duas horas, contando com a passagem por piscinas naturais; a volta é de lancha
Catamarã: duas horas, contando com a passagem por piscinas naturais; a volta é de lancha

República Dominicana  - Tempos difíceis lhe aguardam no verão em Punta Cana, região de praias ao leste da ilha Hispaniola, que a República Dominicana divide com o Haiti. O trabalho mais árduo será memorizar o caminho do seu apartamento até a praia — o que equivale a decorar o endereço do hotel em uma grande cidade, uma vez que a hospedagem típica ali são os (gigantescos) resorts.

Na terra do "tudo incluído”, onde o frigobar é reabastecido diariamente e não há risco de surpresas no check-out, esses estabelecimentos são tão influentes que é capaz de você passar por ali sem saber em que cidade ficou. Punta Cana é, na realidade, o nome do primeiro complexo imobiliário e hoteleiro, de 1969, que tem entre os sócios o mais famoso dominicano, o estilista
Oscar de la Renta.

Hoje, a área com mais de 50 resorts é conhecida como Punta Cana, também nome do aeroporto que recebe, desde meados do ano passado, os voos semanais da Gol que saem do Galeão. A concorrência é grande, o que torna os preços vantajosos e garante renovação constante. O melhor é que todos os mimos são um bônus, diante da água de variados tons azuis, onde o Mar do Caribe encontra o Atlântico.

Dá para comparar as praias do Mar do Caribe, quando a maioria têm aquela areia branca e fofinha, águas azuis na perfeita temperatura e coqueiros cênicos? Depois de conhecer a ilha Saona, que faz parte do Parque Nacional del Este e fica a 40 minutos de lancha da praia de Bayahibe, a sua resposta certamente será sim.

E a Saona estará no topo da lista. O passeio até lá é o mais popular entre os turistas que estão hospedados em Punta Cana. Para quem está nos resorts desta região, o caminho é longo: 1h30 de estrada até Bayahibe, mais duas de catamarãs na ida e 40 minutos de lancha na volta (os passeios em geral incluem os dois tipos de embarcações).

Mas o esforço é mais que recompensador. Duas razões pesam: primeiro, as belíssimas praias de Punta Cana, onde estão os resorts mais populares, são praias atlânticas, não caribenhas; depois, você vai ouvir falar muito sobre esta ilha, “onde filmaram o filme Lagoa Azul”, o clássico com a atriz Brooke Shields.

O cenário maravilhoso está praticamente incrustado na memória coletiva, depois de tantas reprises
na televisão. Não há chance de sendecepcionar com a paisagem. Só um porém: nossa apuração revelou que o longa na realidade foi gravado nas ilhas Fiji, no Oceano Pacífico — depois de ter passado o dia inteiro imaginando se aquela praia tinha mudado muito desde a década de 1980. O espertinho que inventou essa foi responsável por muitos dias agradáveis para os turistas, certamente.

Há (alguma) vida fora dos resorts
Por mais que os hotéis sejam autossuficientes em Punta Cana, também existe vida fora deles. E haja vida. Imagine é o nome de uma discoteca dentro de cavernas naturais. A ambientação é toda pensada para aproveitar os elementos: o chão é irregular, as subdivisões criam espaços
para DJs de ritmos diferentes e a iluminação ressalta as estalactites.

A noitada em si tem um quê de cafona, a melhor definição para as dançarinas em trajes mínimos se requebrando ao som do reggaeton, o equivalente ao funk por ali. Com bom humor, chega-se à área onde tocam os ritmos universais das casas noturnas.

Vale dizer que a Imagine é um dos poucos lugares onde locais e turistas se encontram. A bachata, a “salsa” local que virou tema de produção cinematográfica dominicana, entra em cena nos resorts
e nas rádios. Shows de fim de tarde lotam as áreas comuns, e valem a pena.

Outro típico momento caribenho é nadar com golfinhos.A não ser que você espere pela sorte de
encontrá-los em um passeio de barco, a melhor opção é a Dolphin Island, na praia Bávaro. O lugar tem a seu favor a estrutura: um deque foi montado no meio do mar, a cinco minutos de lancha da praia. Debaixo d’água, os tanques são divididos por redes, separando a área onde ficam golfinhos, arraias e tubarões-lixa e leões-marinhos.

Paga-se US$ 75 para nadar com os leões-marinhos, e US$ 140, com os golfinhos. De brinde, você pode cair no tanque dos tubarões e das arraias — mas a aventura é mais radical em tese do que na prática.

Tags/ palavras-chave:
cinema , show , praia , trabalho , temperatura , Brasil , Terra , televisão , verão , humor , ONU , aeroporto , Oscar





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