
Pernambuco - Não importa a época do ano – exceto por julho, que é o mês mais chuvoso no Estado – Olinda é sempre uma festa. Evento é o que não falta. Como se sabe, a cidade se destaca pela sua riqueza cultural. Há cerca de 600 agremiações carnavalescas – maracatus de baque solto, de baque virado, afoxés, clubes de frevo, blocos, ursos, troças, entre outras, além do coco, uma manifestação mantida por 14 grupos, que está quase sumida no resto do Estado.
Passados Natal e ano-novo, as agremiações já tomam conta de ruas e ladeiras. E, com a aproximação do carnaval, a movimentação aumenta, porque aos sábados e domingos, sempre tem
bloco, maracatu, batucada, subindo e descendo as ladeiras. Nesta época, eventos como a Noite dos Tambores Silenciosos e a Corrida de Bonecos Gigantes movimentam as ruas da cidade.
Todas as sextas-feiras, depois das 21 horas, tem concentração da Seresta Luar de Olinda, na Praça de São Pedro. Com seus instrumentos de sopro e corda, eles entoam velhas canções e percorrem a parte alta da cidade. Um programa romântico, com certeza, de inverno a verão.
Também às sextas-feiras, o Bloco Flor da Lira faz acerto de marcha no Pátio do Mercado da Ribeira, o que atrai, sempre, uma grande multidão. Passado o carnaval, as agremiações voltam às ruas para comemorar o aniversário de Olinda, no dia 2 de março. Ainda em março, praças e coretos são tomados por músicos do Olinda Jazz e Blues. Nos demais meses do ano, uma série dem outros eventos movimenta a cidade.
Cozinha contemporânea e gostoso sabor regional
Em Olinda há restaurantes que se destacam pela identidade com a cidade. Dois deles oferecem cozinha contemporânea e criativa, que emprestam sofisticação aos sabores regionais. Ficam em
locais privilegiados, com vista para os velhos telhados e quintais da cidade: a Oficina do Sabor (na Rua do Amparo) e o Beijupirá (na mesma rua, mas tem outra entrada, mais convidativa, pela Rua Saldanha Marinho, de onde o acesso é feito em um elevador de vidro). O Beijupirá — que ganhou fama em Porto de Galinhas — instalou-se em Olinda com ar mais sofisticado. Ambos se destacam pelos frutos do mar, que os mesclam com sabores de frutas regionais como caju e a pitanga.
No lado popular, a Casa de Noca é simples e funciona num lugar que lembra um quintal, escondidinho, em uma rua também escondida e pouco conhecida, a Bertioga. É restaurante de um prato só: carne de sol, queijo de coalho e macaxeira (aipim) cozida, bem fofinho, na medida, saboroso. Os proprietários fazem questão de manter o cardápio único.