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Violência | segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010 - 20h41
Chega ao fim cárcere privado de maior duração da história do RS
Rodrigo Luz libertou sua ex-esposa, Josiane Pontes, refém desde as 23 horas de sexta-feira.
Da Redação
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Saiba mais
 Cárcere privado em Canoas: veja fotos da operação policial.
 Vídeo mostra movimentação dos agentes durante negociações de sábado
BM aguarda rendição de sequestrador no Guajuviras, em Canoas
Negociação pode estar chegando ao fim, garante Brigada Militar
Brigada Militar tenta retomar a confiança do sequestrador
Brigada Militar diz que cárcere privado em Canoas está longe de terminar
Vigilante ainda mantém ex-esposa como refém em Canoas
Vídeo de vizinho mostra imagens da movimentação dos agentes do Gate
BM faz novo contato com vigilante e amplia área de isolamento
Negociação evolui e vigilante volta a afirmar que vai se entregar
Cronologia da tensão: veja o que aconteceu durante os três dias de cárcere
Canoas - Chegou ao fim, às 20h25 desta segunda, o cárcere privado de maior duração na história policial do Estado. A rendição do vigilante Rodrigo Luciano Luz, de 32 anos, e a liberação de sua ex-esposa, Josiane Pontes, de 29 anos, foram negociadas durante 69 horas. Ele a manteve como refém desde as 23 horas de sexta-feira, na casa dela, no bairro Guajuviras, em Canoas.

Segundo a BM, Josiane desmaiou ao ser libertada e chegar ao pátio da casa. A Samu a levou para o hospital de Pronto Socorro. Luz foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas. Sua maior preocupação era não sair vivo dali.

De acordo com o subcomandante da Brigada Militar, coronel Jones Calixtrato dos Santos, amigos e conhecidos de Luz ligavam para ele alertando para que o vigilante não saísse da casa. Eles o amedrontavam dizendo que ele seria morto se deixasse a residência. Além disso, familiares de Santa Catarina teriam pedido que Luz não se entregasse até que eles chegassem a Canoas.

A tensão de três dias terminou sem mortes, o que era a principal preocupação da Brigada Militar. Santos enfatizou que a missão da BM foi cumprida com êxito. "Em vez de nos preocuparmos com o tempo que levou, será que não deveríamos comemorar as vidas salvas?".

Os negociadores da BM eram o major Francisco Lannes Vieira e o capitão Rogério Araújo. Segundo eles, o pior momento da negociação ocorreu em torno das 18h30 de sábado, quando Luz disse que mataria a ex-esposa e se daria um tiro depois.

Três dias de cárcere por ciúme

O motivo do ato de violência do ex-marido seria o ciúme que ele sentiria de Josiane. Eles já estavam separados havia três meses quando Luz resolveu trancafiar a ex-esposa e seus filhos na casa dela, na sexta-feira, e ameaçá-la de morte. Ele portava uma arma calibre 38. Às 5 horas da manhã de sábado, a irmã de Josiane e o namorado, que também moram na residência, foram impedidos de entrar ao retornar para casa.

O casal, então, dirigiu-se ao 15º Batalhão da Brigada Militar, 10 minutos distante do Guajuviras, para avisar que Josiane e os filhos eram mantidos reféns. Acompanhando o casal de volta à casa, uma viatura da BM foi recebida a tiros. O cunhado de Josiane feriu-se de leve no pescoço, devido a estilhaços.

Logo a Polícia isolou toda a rua, e o Gate foi acionado. Com o susto, Josiane, hipertensa, precisou ser medicada. Pouco depois, às 6 horas de sábado, as crianças foram liberadas e encaminhadas para a casa vizinha. Luz oscilava entre momentos em que dizia que se entregaria e outros em que ameaçava a vida de Josiane. Uma amiga, que entrou em contato com o vigilante no sábado, afirmou que ele tinha a arma engatilhada e apontada para o peito da ex-esposa. Nesse mesmo dia, ele pediu um colete à prova de balas e a presença de sua psiquiatra. Familiares foram chamados para conversar com o vigilante por telefone.

Na manhã de domingo, Josiane e Luz comeram pão com margarina entregue pela BM. Dezenas de populares, com sol ou chuva, acompanharam a movimentação atrás da fita de isolamento. Residências vizinhas serviram de guarida para policiais, familiares e negociadores. Ao total, mais de 60 agentes envolveram-se na operação.

Com informações dos repórteres Cláudia Boff, Emerson Machado e Rovani Freitas, do Diário de Canoas

Foto: Edu Andrade/GES

Tags/ palavras-chave:Estado, Canoas, BM, chuva, morte, violência, Brigada Militar, vida, tiro, hospital, filhos, mortes
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6 comentários
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Parabéns a BM pela sua atuação, pois podemos comemorar com sucesso, também deixo meu recado para as pessoas que se preocupam com quanto foi gasto com esta operação, pois pergunto o que vale mais: uma vida ou alguns tostões? Que já estão mais do que pagos por nossos impostos.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010- 12:13
Rose, Campo Bom

É muito chato ver a mesma notícia tantas vezes num dia só. Não tem outras notícias para publicar não?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010- 11:13
marta, Osório

A polícia fez um ótimo trabalho, estão de parabéns, pois não é com violência que vamos acabar com a violência tinha vida ali e forão salvas graças a policia militar.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010- 00:18
Beatriz braescher,
+ comentários

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