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Comportamento | domingo, 4 de outubro de 2009 - 11h10 |
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| Sua carreira e você: empresas valorizam quem tem menos rotatividade |
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| Trabalhadores que permaneçam por maior tempo em um emprego são vistos com bons olhos atualmente. |
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Novo Hamburgo - Se você é um profissional que não gosta de "esquentar lugar", é bom reciclar seus conceitos. Cada vez mais os empregadores estão valorizando trabalhadores com um perfil mais estável. A estabilidade está sendo vista como um importante fator para a credibilidade do funcionário.
Quem atesta isso é o consultor de Recursos Humanos Jonas Kaffka. "Atualmente as empresas estão buscando profissionais altamente comprometidos, eficazes e voltados para resultados", diz. Ficar insatisfeito com mudanças dentro do trabalho e deixar a empresa pode ser uma alternativa inadequada. "Como vivemos em um mundo de constantes mudanças, onde as pessoas e as empresas também passam por mudanças, é fundamental entender isso como prática normal no dia-a- dia", avisa Kaffka. Abaixo, leia análise do especialista.
Alta rotatividade:
"PIPOCA"
Pode até parecer um apelido carinhoso. Mas no mundo profissional não é bem assim. O "profissional pipoca" é o modo pelo qual vem sendo chamado aquele que possui rotatividade elevada e acelerada nos empregos. Ou seja, não esquenta lugar. Em outras épocas esse comportamento chegou a ser associado a um perfil arrojado e até empreendedor.
Mas a expressão em tom jocoso já dá uma ideia de que os tempos estão mudando e que este tipo de profissional não vem sendo levado muito a sério pelos empregadores.
Segundo a análise de Jonas Kaffka, o profissional pipoca vem perdendo espaço porque não estimula confiança. E nem mesmo a sua suposta bagagem de conhecimento estimula os empregadores. "Essa alta rotatividade geralmente é vista como instabilidade, falta de comprometimento", explica.
ALERTA
Kaffka até reconhece que há exceções no mercado, mas faz um alerta. "Não como regra, mas um profissional que ao longo de sua carreira não tem estabilidadenos trabalhos certamente tem maior dificuldade numa nova contratação."
Baixa rotatividade:
ESTÁVEL
"Este profissional é visto comoestável, comprometido, que sabe esperar o tempo para as coisas acontecerem", observa Kaffka. Portanto, está na hora de rever alguns conceitos e até injustiças em relação ao funcionário que "cria suas raízes". Criar raízes não é o mesmo que, digamos, "virar mofo".
Cabe traçar a diferença e acabar de vez com as confusões. "Em alguns momentos confunde-se esse perfil como um profissional acomodado, no entanto isso não pode ser levado ao pé da letra", argumenta.
CRESCIMENTO
Existem profissionais que permanecem 20 anos em uma empresa. Mas nem por isso eles são acomodados. O mercado está cheio de bons exemplos de esforçados trabalhadores que crescem verticalmente ou horizontalmente dentro da organização. São eles que demonstram o desejado comprometimento que os empregadores esperam.
NO MESMO LUGAR
Também há exemplos opostos. Há profissionais que permanecem por cinco, dez anos – ou quem sabe mais – realizando exatamente as mesmas atividades, sem buscar novos desafios dentro da organização. Mas é preciso não confundi-los com improdutivos ou sem importância. "Algumas vezes, esse perfil pode ser visto como alguém insubstituível na sua função e não crescer por isso", diz Kaffka.
APERFEIÇOAMENTO
Vale o recado. É importante para qualquer profissional sempre buscar oportunidades internas de desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional. Não deixe as oportunidades passar.
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Tags/ palavras-chave: empregos, alerta, trabalho |
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