São Leopoldo - Uma pesquisa que será publicada na revista Saúde Pública avaliou o desempenho da Farmácia Popular do Brasil. Essas unidades atendem clientes do Sistema Único de Saúde (SUS), convênios e particulares. A economia na compra pode chegar a 90%, já que os medicamentos são vendidos a preço de custo e isentos de impostos. Em São Leopoldo, de acordo com o farmacêutico responsável, Fábio Lunardi, 350 pessoas vão à Farmácia Popular diariamente. O local oferece cem itens, sendo que alguns custam dez centavos cada comprimido. O serviço existe em São Leopoldo desde 2006. O governo federal é responsável pelo medicamentos e a Prefeitura pelo pagamento dos funcionários.
A pensionista Benedita da Silva Almeida, 70 anos, vai pelo menos uma vez por mês à Farmácia Popular para comprar remédios para a pressão, colesterol e coração. ‘‘Nem vou nos outros estabelecimentos, venho direto aqui, principalmente para comprar o Sinvastatina que é bem mais barato’’, conta.
De acordo com Lunardi, o Sinvastatina - usado por quem tem colesterol alto - é um dos remédios mais procurados, ficando atrás apenas do Atenolol (pressão) e do Enalapril (pressão).
Farmácia Municipal faz entrega gratuita de remédios
Apesar de disponibilizarem o mesmo serviço, a Farmácia Popular e a Municipal têm algumas diferenças. A do Município só recebe receitas do Sistema Único de Saúde (SUS) e entrega o medicamente gratuitamente. Antibióticos e antiinflamatórios só são fornecidos uma vez e a prescrição tem validade de dez dias. Para os outros medicamentos, a receita tem validade de seis meses. Além disso, para receber remédios de uso controlado, é necessário fazer um cadastro com a carteira de identidade e a do SUS na Farmácia Municipal.
Medicação de alto custo é responsabilidade do Estado
Para obter medicamentos de médio e alto custo na Farmácia Estadual é necessário buscar no local um formulário que deve ser preenchido pelo médico e entregue novamente à farmácia junto com a receita médica, com a cópia dos exames que comprovem a patologia e cópia do CPF, carteira do SUS e comprovante de residência.
Toda a documentação é enviada para a perícia da Secretaria Estadual da Saúde que se aprovar insere o paciente no sistema. Todo o processo demora cerca de 30 dias.
Compra só com receita médica
Para comprar os medicamentos é necessário a receita médica, mesmo para os remédios mais comuns, como o Paracetamol. Nesses casos a prescrição tem validade de 30 dias. Para medicamentos de uso contínuo, a receita tem validade de seis meses. ‘‘Preferimos entregar para cada dois meses, porque aqui eles estão armazenados de forma adequada, o que normalmente não acontece em casa, onde podem ficar expostos ao sol ou a umidade do banheiro’’, explicou Lunardi.
Quem precisa de remédios de uso controlado, como antidepresivos e de tarja preta, devem levar à farmácia a receita de controle especial, que deve constar o nome, endereço, assinatura e carimbo do médico e dados de quem está comprando. ‘‘A primeira via fica retida e a segunda fica com o paciente ou o responsável por ele.’’