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  Meu Diário de Canoas Interativo
Bem-vindo ao Meu Diário de Canoas Interativo, um espaço privilegiado no qual você — cidadão-repórter — poderá compartilhar suas histórias através de textos, imagens e sons, interagindo com seus vizinhos e amigos da comunidade. Pelo Meu Diário de Canoas Interativo, você poderá mostrar sua visão particular sobre as coisas que o cercam. Reconhecendo o que é bom, alertando sobre o que poderia melhorar e fazendo parte da Rede dos Leitores do Diário de Canoas, à disposição de milhares de leitores/internautas da nossa região.

Sem limite de conteúdo, este espaço para blogs comunitários estará disponível para você deixar o seu recado. Para postar informações sobre seu clube, suas entidades, seu bairro, sua rua, enfim, sobre assuntos de interesse da comunidade. E que possam, de alguma maneira, interferir positivamente na sua vida e na vida de seus vizinhos. PARTICIPE!

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Crônicas -
15 de março de 2010 - 06h21
O Chefe
É lógico que o grande contingente de eleitores, também chamado de massa de manobra, não tem acesso a esse tipo de informações. Infelizmente, a maioria dos brasileiros é colocada à margem das decisões sobre os melhores rumos que o Brasil precisa trilhar.

São mantidos alienados, com parca ou nenhuma educação, em estado de permanente miserabilidade, sem acesso à saúde, normalmente tendo que viver em locais sem infraestrutura alguma. E recebendo a esmola governamental. Esse é o carro chefe da submissão aos ditames de um governo, que não se preocupa em qualificar essas pessoas para que possam aprender um ofício, que tenham um emprego digno, que sustentem por seus próprios esforços a si e à sua família.

Enquanto tudo isso ocorre, os cidadãos contribuintes, que são os que realmente fazem o Brasil existir, progredir, se manter soberano, vêem que o fruto de seu trabalho é vilipendiado dia após dia.

Algumas informações que corroboram tais palavras, estão contempladas na edição completa do livro O Chefe - de Ivo Patarra. Excelente leitura. (...) Leitura completa pode ser acessada no site: http://www.escandalodomensalao.com.br/index.php Ou o índice em meu blog.

Ilustração de Anamaria Mota, com base em foto de Dida Sampaio/AE, publicada em 18 de fevereiro de 2009


Por Zergui, de Novo Hamburgo | Comentários [5]
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Crônicas -
14 de março de 2010 - 12h29
Igreja - Consumismo - Lucro
Durante a Quaresma é realizado no Brasil a Campanha da Fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Todos os anos um determinado tema é escolhido para a campanha. Este ano o tema é "Fraternidade e Economia", com o objetivo de provocar uma reflexão sobre os excessos da sociedade consumista e a busca pelo lucro. Utiliza para isso uma passagem do Evangelho (Mt 6,24), no qual Jesus, admoesta seus seguidores e opositores dizendo: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro". Não faltaram criticas a proposta da Campanha da Fraternidade, principalmente, do lado dos liberais achando que a Igreja estava voltando a Idade Média quando via o lucro, a usura, como pecado.

Embora não seja mais um católico e me inscreva na categoria de agnóstico e, mais provocativamente, para provocar, me diga, ateu convicto. Acho que a campanha da fraternidade deste ano é também uma provocação a reflexão. É, evidente que vivemos numa sociedade capitalista ultraconsumista. O útil hoje é obsoleto amanhã. É o suprasumo da "obsolocência programada". Nada dura mais que o tempo de dar grandes lucros a poucos.

Se for isso que se esta discutindo nas pregações no interior das igrejas, aplausos (muito embora as igrejas neo-pentecostais preguem aos gritos que todos tem direito ao sucesso, a vitória material).

Os liberais, neo-liberais, socialistas e outros "istas", fazem o que sabem fazer, contestar, dizer que a Igreja não tem que se meter nisso e que, ela mesma, é dogmaticamente, capitalista e rica. Mas isso, são outras conversas.
A reflexão proposta é boa mesmo para um agnóstico como eu.
Por DanielRibeiro, de Estância Velha | Comentários [1]
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Crônicas -
12 de março de 2010 - 16h19
Casamento engorda
Tá, que bela novidade, dessa ninguém sabia. Claro que casamento engorda. Ou vai dizer pra mim que programa de casal é praticar corrida ou ir para a balada no sábado de noite e se acabar de dançar? Óbvio que não... é filmezinho com pipoca, um restaurante novo, uma lasanha para comemorar, uma caixinha de bombons de presente, a receitinha nova que ela aprendeu para fazer aquele agrado. E a dieta fica onde em uma hora dessas? Guardada em cima do roupeiro e que, de preferência, não te atente para a realidade.

Tinha um conhecido meu que dizia: "mulher na hora de comer tem que ser parceira. Que nojo que dá quando a gente leva uma mulher para comer um xis e ela acaba pedindo uma torrada simples com água mineral. E depois fica reclamando que tá estufada". Concordo em parte, porque eu tenho pavor de gente que fica fazendo onda pra comer (deve ser por ser o exato contrário que eu estou desse tamanho. Melhor rever meus conceitos). Só que tem um detalhe, que foge a muitos casais, e que é um fator determinante na hora de ver porque é a mulher quem engorda primeiro. É que o fato de que o homem não só pode, como precisa comer mais do que a mulher (desgraçados).

Aí, acompanha ele naquele sandubinha fora de hora todos os dias pra você ver onde vai parar. Provavelmente rolando, ou sentada na praia de maiô, com vontade de morder a orelha das mulheres que passam em biquínis minúsculos na sua frente.

Eu não reclamo sabe? Mil vezes um homem que te faz aquele agradinho com um docinho ou que prepara aquela macarronada que é receita de família, do que aquele que fica falando em suplementos alimentares, em cargas para o bíceps, o tríceps, e outros íceps. Ninguém merece né?
Por Danieli Cascaes, de Canoas | Comente
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Canoas -
12 de março de 2010 - 15h23
Isto era mesmo necessário?
Todos sabemos que é muito fácil ficar calado. Que é fácil enxergar a realidade, por vezes até espantar-se, e não fazer nada. Eu, entretanto (e sabendo que isso talvez não chegue a nada, como na maioria das vezes), cansei. É triste o que eu vejo da janela do meu apartamento. Isto não é possível enxergar no nível do solo. A cada hora que resolvo dar uma espiadinha, fico boquiaberta. É realmente impressionante a agilidade e rapidez de destruição desses homens. Árvores e mais árvores caem a cada dia.

Pergunto-me: e as pessoas que defendem a nossa cidade? Elas não conhecem a historia de Canoas? Não sabem que esta mata é mais antiga que todos nós? Que em Canoas esse tipo de paisagem é cada vez mais raro? Está certo abrirmos mão da qualidade de vida dos canoenses em prol da construção de um condomínio de luxo? Infelizmente, existem pessoas insensíveis que ainda acham que sim. Que mesmo ouvindo diariamente notícias nos jornais e televisão sobre os desmatamentos não ficam chocadas. Por outro lado existem, sim, aqueles que acreditam no valor e respeitam a natureza. A Vila Mimosa abrigou o carinho de muitas pessoas. Abrigou pássaros. E agora, onde eles estão? Não os ouço mais do meu quarto.

Quero relatar que esse massacre está ocorrendo poucos. As árvores enraizadas mais próximas à rua serão retiradas mais tarde. Tudo para que não choque os olhos de quem passa por ali. Mas o centro do terreno (que só os moradores dos prédios vizinhos vêem) esta sendo desmatado sem piedade. Com mais de 100 anos, elas fizeram parte da construção da nossa cidade. Assistiram a evolução de canoas. Não resistiram a ela. Mesmo sendo um ano de sustentabilidade percebo que é raro quem acredita nisso.
Por Natasha Stefani, de Canoas | Comentários [2]
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Poemas -
10 de março de 2010 - 13h19
Croniquinha: Susto
Assustado, conferi meus dedos. Estavam todos ali. Foi-se apenas o anel. Anel de ouro, 18 quilates, de casamento. Minha mulher, uma santa, acreditou, mas ralhou comigo:
- Eu sempre te disse: cuidado ao cumprimentar um político!
- Querida, lembrei tarde demais. - Respondi compungido.
Por DanielRibeiro, de Novo Hamburgo | Comentários [1]
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Poemas -
9 de março de 2010 - 14h44
Coletivos que roubam
Súcia

Corja

Quadrilha

Matula

Bando

Cambada

Cambo

Piara

Récula

Canalha

Caterva

Mamparra

Malta

Choldra

Gangue

Cainçalha

Pandilha

Chusma

Magote

Coorte


De múltiplas formas,

De coletivos vários,

Contra todas as normas

Rouba-se, neste país, desde sempre, o erário
Por DanielRibeiro, de Estância Velha | Comentários [1]
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Crônicas -
8 de março de 2010 - 10h45
Dia Internacional da Mulher
A distância entre o reconhecimento dos direitos femininos e o efetivo exercício desses direitos nem sempre é curta. A Nova Zelândia deu um bom exemplo ao mundo ao reconhecer, em 1893, o direito de voto às mulheres. Passaram-se 39 anos até que o Brasil fizesse a mesma coisa (1932). Mais 46 anos (1979) para termos uma senadora. Outros 16 para a eleição da primeira governadora (1995). Mais 11 anos para que o Rio Grande do Sul elegesse uma mulher para o Piratini.
Após nove décadas de voto feminino, a presença das mulheres na vida pública nacional ainda é percentualmente pouco expressiva.

Faço esse relato para mostrar que as questões relacionadas à inclusão feminina em certos espaços da vida social obedecem a um ritmo bem diferente do que se pode presumir quando se enunciam preceitos que vedam preconceitos.

Assumi o governo com a convicção de que entre as minhas responsabilidades para com o Estado se contavam deveres específicos em relação à isonomia, à igualdade de direitos e à preparação da sociedade para a recepção das mulheres, de modo pleno, na pluralidade das funções e atribuições da vida social, política, econômica e cultural. Na outra ponta dessa relação, sabia indispensável, também, a adoção de políticas voltadas para a promoção das mulheres, proporcionando-lhes meios para superarem os obstáculos que se antepusessem.

Foi com esse espírito que nasceu a Coordenadoria Estadual da Mulher, com a finalidade de assessorar, assistir, apoiar, articular e acompanhar as ações de governo, gerando políticas voltadas para a mulher. Entre as alternativas possíveis para o enquadramento administrativo dessa estrutura, optei pela que a definia mais próxima a mim, como um órgão do meu Gabinete, porque isso viabilizaria ainda mais sua ação junto aos programas prioritários do governo, num sentido transversal. Nossos objetivos exigiam uma mudança cultural no conjunto do governo e da administração.

Contudo, a cidadania feminina, para ser pauta estadual, tinha que ser pauta municipal. Começaram a surgir, assim, as coordenadorias municipais (que já se aproximam de uma centena) e, no Programa Estruturante Nossas Cidades, o projeto Cidade Amiga da Mulher, baseado nos princípios de transversalidade de gênero e responsabilidade compartilhada. Nasceu, também, o Plano RS Mulher, com seus cinco eixos: autonomia, igualdade no mundo do trabalho e cidadania; educação, inclusiva e não-sexista; saúde das mulheres e direitos reprodutivos; mulheres no poder e enfrentamento à violência contra a mulher. Em relação a este último eixo, encaminhamos projeto para o Pacto Nacional de Enfrentamento a Violência, trazendo recursos federais na ordem de três milhões para os municípios gaúchos.

Nenhum tema especificamente feminino está fora da atenção do nosso governo: na esfera da Saúde, do Desenvolvimento Social, da Segurança Pública, da Educação e da Cultura. É uma tarefa que cumprimos como dever de Estado. Com profundo respeito aos direitos da mulher. E com confiança nas suas potencialidades para a construção do progresso e da harmonia social.
Por Yeda Crusius, de Porto Alegre | Comentários [11]
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Crônicas -
7 de março de 2010 - 12h38
Na China, a ficha já caiu
Pois, falando com um amigo que está trabalhando na China há alguns anos,
relatou-me o orgulho e as atitudes que se fazem no país para quem fala bem a lingua inglesa.

Apesar de todo nacionalismo chinês, o pragmatismo fala mais alto.

Saber inglês é garantia de emprego e de salario melhor. Nunca, diz ele, ouvi ninguem reclamar do "idioma do imperialismo! por aqui."

Estima-se que 100 milhões de chineses estejam estudando o idioma.

Cenas que ele já presenciou, tais como, caixas de supermercado com apostilas no colo para os raros minutos em que podem estudar. Tambem operárias de fábricas no sul da China que, após turnos de 12 horas de trabalho, ficam estudando inglês em seus pequenos dormitórios.

A importância do estudo no extremo oriente (incluídos Japão e Coréia) já é bastante conhecida e o respeito a professores e a participação da família no aprendizado são generalizados neste lado do mundo.

Para os chineses "já caiu a ficha" de que o estudo e o aprimoramento pessoal são dever de cada um e não basta ficar esperando o dia em que os governos farão tudo por nós.
Por marcos dresch, de Novo Hamburgo | Comentários [1]
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Crônicas -
5 de março de 2010 - 22h26
Novas e pequenas pérolas para pensar
Quando os assuntos pipocam por todos os cantos sem nos dar tempo de manter o foco em algum ponto, o jeito é otimizar com novas e pequenas pérolas para pensar.

Descoberto o principal culpado pela falta de sorte no caso do bolão premiado (porém, não registrado da Mega-Sena). Ao que parece um tal de abominável homem das neves era um dos participantes do bolão. Ele também é conhecido como o maior pé-frio da monstruosa história da humanidade.

Nova classificação para as palavras derivadas do sal. Agora além do salário, da salada e do soldado, também estão pensando em colocar certos tipos de Arruda na categoria salafrário.

Olimpíadas de inverno (para nós que só conhecemos o gelo que é produzido dentro de nossas geladeiras, este evento é algo literalmente de outro mundo), quando assistidas sob um calor de aproximadamente 40ºC nos fazem pensar que enquanto eles deslizam no gelo, nós é que estamos fritando na maior fria.

Nos Estados Unidos uma orca mata sua treinadora (depois de descobrir que ela era torcedora de outro time), após ver na televisão uma briga de torcidas. Aparentemente a convivência com os seres humanos acaba deixando os animais cada vez mais irracionais. (o texto na integra no site: recantodasletars.uol.com.br/autores/abrasc.

Bagunça no mundo do dinheiro que existe fora de nossos bolsos. Primeiro a Receita Federal multou o presidente da Casa da Moeda após investigação de um suposto enriquecimento ilícito. Agora, outro escândalo envolvendo aquele órgão, onde denúncias de nepotismo confirmam que todas as moedas ali produzidas são cunhadas.
Por Antonio Brás Constante, de Canoas | Comente
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Crônicas -
5 de março de 2010 - 10h21
Ler, refletir, criticar...
Postei um texto no Interativo, sobre uma abordagem diferenciada para o problema do baixo desempenho ou repetência escolar, fazendo uma ligação com uma mudança que deverá ocorrer em relação ao Bolsa Família e disponibilizei o endereço do meu blog para quem quisesse ler na integra. Quem não leu o artigo não deveria opinar, até porque não tem relação com o Bolsa Família, que nasceu no governo FHC.

Tenho o direito de externar minha opinião, tanto sobre o que julgo atitudes corretas de um ou outro partido, quanto daquelas que julgo errôneas, seja pelo conhecimento que disponho, seja pela experiência que acumulei. Também não uso termos vexatórios, seja em que quesito for, para designar qualquer pessoa ou mandatário legalmente eleito, mas posso criticar atitudes, sejam elas moralmente condenáveis, se bem que legais; sejam elas anti-diplomáticas, gerando conflitos pela ausência de diálogo.

Engraçado como se configura a imagem de uma pessoa, já fui taxada de "PT", de "Tucana", de "pmdbista"... e não tenho nem nunca tive ficha assinada em nenhum partido político. Não exerço cargo público de confiança nem nunca exerci. Sou professora contratada há quase 8 anos. Já trabalhei com febre, com dor... Priorizo meus alunos, eles merecem todo meu empenho e dedicação. Ensino a pensar, não concedo o benefício de dar nota. Eles a conquistam.

Tenho queixas a fazer? Claro, adoraria ter menos horas, menos turmas, menos trabalhos e provas para corrigir e mais salário, exatamente como a maioria dos colegas de profissão. Essas reclamações não mudaram ao longo desses quase 8 anos, independente dos diferentes partidos no poder.
Por Angela Maieski, de Novo Hamburgo | Comentários [2]
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