São Leopoldo - Neste ano, os medicamentos poderão ser reajustados em um percentual médio de 4,6%. Os índices foram divulgados na segunda-feira pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quem deseja comprar até o dia 31 para economizar deve ficar atento aos prazos de validade para não sair perdendo. ‘‘Quem usa remédio de uso contínuo, como os hipertensos, deve cuidar para não comprar além do que vai consumir até o vencimento. Não adianta comprar para longo período e não poder usar depois’’, disse o presidente do Conselho Regional de Farmácia do RS Juliano da Rocha.
A diretora de relações sindicais do Sindicato dos Farmacêuticos do RS e presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Célia Chaves, aproveita para alertar sobre o uso indiscriminado de remédios. ‘‘O medicamento não pode ser visto como uma mercadoria qualquer de supermercado.’’ Segundo Célia, o problema da automedicação é mundial. ‘‘Muitas farmácias cobram receita apenas quando ela deve ser retida. Por isso, há projeto até para retenção de antibiótico.’’ Cerca de 20 mil medicamentos comercializados no Brasil poderão sofrer o índice de reajuste.
Preços atuais até 5 de abril
O aumento dos medicamentos está autorizado a partir de 31 de março. Mas o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no RS (Sinprofar), Paulo Kopschina, acredita que o prazo seja mais longo na prática. Como a medida foi publicada segunda-feira, ele explica que o governo fará um caderno de índice de preço máximo para o consumidor que será repassado para as entidades farmacêuticas nacionais. Depois elas vão encaminhar para as farmácias. ‘‘Isso garante que até o dia 5 de abril os preços não aumentam.’’