Sapucaia do Sul - As altas temperaturas e as frequentes chuvas têm aumentado a proliferação de mosquitos, e com isso, intensificado o trabalho da equipe da dengue de Sapucaia do Sul. Desde novembro, o número de larvas coletadas pelos agentes aumentou significativamente, mas até o momento todas as amostras analisadas foram negativas para a presença do Aedes Aegypti, transmissor da doença. Todo material coletado é analisado no próprio Município, no Laboratório de Identificação de Vetores de Sapucaia do Sul – LVS, localizado na sede da Coordenação de Vigilância em Saúde.
O secretário municipal de Saúde, José Wink, destaca a importância de um laboratório para análise de vetores no Município. "Antes todas as amostras eram enviadas para o Lacen, que é o Laboratório Central do Estado, e precisávamos esperar até 15 dias para sabermos o resultado. Agora, com a descentralização das análises, a resposta é imediata", disse. Para colocar o laboratório em funcionamento, o Município adquiriu equipamentos e os técnicos passaram por uma capacitação. No entanto, relatórios e 10% das amostras analisadas na cidade devem ser enviados para o Lacen.
As larvas são coletadas nos 142 Pontos Estratégicos (PEs) cadastrados, como cemitérios, borracharias e floriculturas, e nas 131 armadilhas (uma a cada nove quarteirões), localizadas em residências, estabelecimentos comerciais e postos de saúde. Os PEs são visitados a cada 15 dias, enquanto as armadilhas são monitoradas mensalmente. As ações seguem as normas técnicas federais.