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São Leopoldo - 08/02/2012 09h16
Atualizado em 08/02/2012 09h17

Rio está acima do nível normal e garante o abastecimento

Chuva, que já superou média do mês, aumentou nível do rio para 3,1 metros.


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Hygino Vasconcellos/ Da Redação

São Leopoldo  - A possibilidade de racionamento no Município está descartada até segunda-feira, dia 13, conforme o diretor do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), Luiz Antônio Castro dos Santos. O cenário positivo - a chuva dos últimos dias - fez com que fosse desmarcada uma reunião entre o Semae e o prefeito Ary Vanazzi. O encontro iria discutir a retomada do racionamento, suspenso desde segunda. “Acredito que vamos ter uma posição favorável para continuar o abastecimento de água, sem racionamento. Dificilmente vai haver alguma modificação acentuada (no nível do rio) nos próximos dias.”

Conforme a MetSul Meteorologia choveu 125,8 milímetros de quinta-feira até ontem, ou seja, 27,7% acima da média histórica para o mês de fevereiro que é de 98,5 milímetros. “Já pode até parar de chover’’, brinca o meteorologista Eugênio Hackbart. A marcação mais significativa ocorreu no domingo quando foi registrado 48,1 milímetros em cinco horas. Entretanto, 37,6 milímetros foram contabilizados em 33 minutos o que gerou problemas de escoamento e alagou ruas, avenidas e residências. “Não tem boca-de-lobo que aguente’’, diz Hackbart.

Fora da zona de risco

Ontem o Rio dos Sinos marcava 3,1 metros - 60 centímetros acima do nível normal. Segundo as réguas de captação do Semae o curso de água saiu da zona de risco - de 1,5 - em menos de 14 horas. Às 7 horas de domingo se registrava 1,5 metro enquanto às 21 horas o Sinos já tinha alcançado a marcação de 2,5 metros. Uma elevação de 1 metro. Entretanto, o Semae é cauteloso. De acordo com o diretor da autarquia o rio demora cerca de dez dias para decair para 1,5 metro - quando o nível está em 3 metros. “Isso já levando em conta as temperaturas altas e retirada ilegais de água no rio, cenários que a gente tem que estudar.’’ Por isso, está marcado um encontro com o prefeito na segunda-feira, ainda sem horário definido.

Qualidade da água já melhorou com a chuva

O acúmulo de chuva melhorou a qualidade da água fornecida para a população. Conforme o assessor técnico do Pró-Sinos a oxigenação está acima de 3 miligramas por litro, enquanto que a marcação normal é de 5 mg/L. Já a condutividade, que aponta a presença de materiais pesados, está em 120, o normal é 60 a 80 microsiemens por centímetro. “O único parâmetro que permanece bem fora é a cor. Mas nosso rio tem essa característica de ser água barrenta.’’ O diretor do Semae observa que a chuva elevou o nível dos reservatórios para 85% a 100%. A chuva eliminou as constantes manutenções nos crivos das bombas de captação. “Tivemos poucos problemas.’’

Sem racionamento e sem água na Scharlau

Apesar da suspensão do racionamento moradores do bairro Scharlau ficaram sem água. O policial rodoviária federal aposentado, Neuri José da Costa, 67 anos, explica que ficou sem água no sábado, domingo e parte de segunda-feira. “Voltou a pouco, por volta das 14 horas de hoje (ontem).’’ Ele explica que durante o racionamento chegou a ficar três dias durante a semana sem água. “Deixávamos de lavar roupa e louças e tínhamos que tomar banho com água acumulada para dois dias.’’ Ontem, a esposa Célia Finotti, 62 anos, se desdobrava para limpar as roupas acumuladas. Conforme o coordenador de manutenção do Semae, Everson Garbel, houve um vazamento na rede na Rua Ceará e a autarquia foi comunicada às 6h30 de ontem. A rede foi desligada para o conserto que substitui 18 metros de uma rede de cimento amianto para canos de PVC. Ele explica que o estrago pode estar relacionado ao fluxo de veículos no local e ao próprio desgaste do material. O Semae desconhecia o número de pessoas desabastecidas.

Prefeito está otimista com a situação

O prefeito Ary Vanazzi está otimista e acredita que não vai haver racionamento até o dia 25 de fevereiro. “Nessa semana ainda temos a previsão de chuva forte na quinta-feira. Mas vamos continuar o controle do nível do rio.’’ Vanazzi observou que a população foi solidária com a situação e colaborou com o decreto de racionamento. Nos dois períodos do rodízio - 15 de dezembro a 17 de janeiro e 1º de fevereiro a 5 de fevereiro - foram recebidos 1,8 mil denúncias e expedidos 250 notificações e 33 multas.

A perspectiva otimista do prefeito ganha força com interrupção da retirada da água do Sinos por 10 a 15% dos arrozeiros que atingiram o ciclo de enchimento do grão. Conforme o gerente da regional do Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga), José Gallego Tronchoni, as lavouras desses produtores - plantadas na segunda quinzena de setembro - não necessita captar água do Sinos. O dirigente estima que até o dia 15 de fevereiro, 50% das lavouras - que deixaram para plantar a partir de outubro também deixem de utilizar água proveniente do Sinos. “No fim do mês o percentual deve variar entre 80 a 90%. A própria chuva também auxilia e 2 a 3 dias são suficientes para manter as lavouras.’’






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