São Leopoldo - 05/09/2010 11h13
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Visita inesperada: bebê nasce pelas mãos dos bombeiros

Ontem a criança e a mãe receberam visita no hospital.


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Denise Morato/Da redação

São Leopoldo  - A dona de casa Simone Monteiro, 35, teve um susto na manhã de ontem, ao dar à luz dentro do carro parado sobre a calçada em frente ao Corpo de Bombeiros, na Avenida João Corrêa. Por volta das 7h40, a gestante se dirigia ao Hospital Centenário, mas com fortes dores entrou em trabalho de parto e precisou da ajuda dos bombeiros Joel Francisco da Silva Lindemayer, 44, Neivo Abel Mallmann, 27, César Augusto Rehm, 34, e Paulo Fernando Saraiva Moscope, 37, que realizaram o parto do pequeno Fábio Júnior Monteiro Ferreira.

A dona de casa conta que passou a noite com dores e, às 6 horas, não conseguiu mais dormir. Por volta das 6h30, Simone acordou o marido, o metalúrgico Fábio Ricardo Leite Ferreira, 32, e pediu que ele a levasse para o hospital. "O Fábio ligou para o irmão dele pedindo o carro emprestado, mas o veículo estragou. Daí ele ligou para uma prima, mas não dava tempo dela chegar, porque minha bolsa rompeu. Então o jeito foi pedir ajuda a um vizinho."

O bebê, com 3,2 quilos e 49 centímetros, veio ao mundo pelas mãos do soldado Joel Francisco, que percebeu que a criança já estava nascendo. "Foi tudo muito rápido, eu já estava com as luvas e os meus colegas se aprontando quando o bebê veio ao mundo", destaca. Após o socorro à gestante, os bombeiros acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que removeu mãe e filho ao Hospital Centenário. Ambos passam bem e devem ter alta hoje.

A primeira visita ao pequeno Fábio foi dos quatro soldados do Corpo do Bombeiros que fizeram seu parto. O encontro, na tarde de ontem no Centenário, foi marcado pela alegria da mãe, que agradecida pela ajuda, parabenizou o soldados pelo socorro. "Nunca imaginei passar por uma situação dessa, mas tudo deu certo, eles nos ajudaram e estamos bem", relata. O pai da criança estava eufórico. "Foi pura adrenalina, misturado com medo e felicidade. Tanto eu quanto o vizinho estávamos muito nervosos e não teríamos condições de fazer o parto. Só tenho a agradecer aos bombeiros e a esse vizinho, que para dizer a verdade nem sei o nome. Ele foi um anjo e por esse motivo já o convidei para ser padrinho do meu filho."

Tags/ palavras-chave:
Bombeiros , trabalho , felicidade , Hospital Centenário





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