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Região - 09/02/2012 10h41
Atualizado em 09/02/2012 15h33

Depois da morte de bebê, Cremers abre sindicância em dois hospitais

Investigações devem apurar indícios de negligência e erro médico.


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Da Redação

São Leopoldo  - Foi aberta ontem, pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), uma sindicância para investigar as circunstâncias da morte de um bebê no Hospital Centenário em São Leopoldo. A jovem Eduarda Natiel Dias, de 18 anos, tinha uma gravidez de risco e, na segunda-feira, depois de entrar em trabalho de parto, não conseguiu leito no hospital do Vale do Sinos nem no São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Porto Alegre.

A investigação deve apurar indícios de negligência e erro médico. O caso já foi registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), em São Leopoldo. O delegado Marco Antônio Duarte de Souza, responsável pelo inquérito, afirma que deve iniciar a coleta de depoimentos no início da semana que vem. “Vamos respeitar o luto da família. No entanto, algumas providências já foram tomadas, como remeter o bebê à perícia. É preciso aguardar o laudo pericial (resultado), pois o documento deve apontar se a demora do atendimento foi a causa ou se concorreu para a ocorrência da morte do feto’’, explica o delegado.

Segundo ele, além de familiares, equipe médica tanto do Hospital Centenário, quanto do São Lucas, de Porto Alegre, serão intimados para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. O pai da criança, o industriário Miguel dos Santos, 35 anos, afirma que a esposa está se recuperando bem e deve ter alta em breve. “Foi um descaso com a vida, com o ser humano. Houve falta de socorro. A gravidez havia sido planejada. Tudo foi feito direitinho: pré-natal, ecografias e tudo mais. Sabíamos que o bebê tinha má formação, era algo delicado, mas não grave. A única orientação é que Eduarda não poderia ser submetida a parto normal. No entanto, não fizeram a cesariana no tempo correto’’, desabafa.

Entenda o caso

A demora no atendimento à gestante, na segunda-feira, terminou com a morte do bebê que estava prestes a nascer. Com nove meses de gestação, a auxiliar de produção Eduarda Dias, grávida de um menino (que apresentava problemas de má formação) teria procurado o Centenário por volta das 2 horas de segunda em razão de que iniciara os sintomas de trabalho de parto.

Em razão da falta de leito na UTI Neonatal, ela teria sido transferida para o Hospital São Lucas, de Porto Alegre. Lá também não conseguiu leito e retornou para o HC. No entanto, ao ser submetida a cesária, o bebê já não tinha mais sinais vitais.






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