

Novo Hamburgo - Os brasileiros devem gastar em torno de R$ 6,1 bilhões em materiais escolares e papelaria este ano. O valor é resultado de levantamento realizado pelo IBOPE Inteligência, por meio do Pyxis Consumo. Este número é 12,97% maior do que o registrado no ano passado, quando o montante chegou a R$ 5,4 bilhões. Na região Sul, o instituto acredita que cada habitante irá investir, em média, R$ 42,29, superando em quase 5 reais a média do País, que é de R$ 37,62. Parte desse incremento na economia vem do aumento nos preços dos produtos.
Compras - Na manhã de ontem, Maria Barbosa, 45 anos, foi às lojas comprar material escolar para os quatro filhos. “Percebi que este ano os itens estão mais caros”, revela a dona de casa, que ainda não contabilizou o quanto vai desembolsar a mais. “Eu não me preocupo em gastar mais se puder escolher os produtos de minha preferência”.
Conheça seus direitos
Segundo o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor de Novo Hamburgo, é proibido que a escola solicite itens de uma marca específica ou peçam para que as compras sejam realizadas em locais determinados. A diretora do Procon, Gabriela Piardi dos Santos, explica que as instituições não estão impedidas de incluírem nas listas itens como produtos de limpeza ou utensílios para uso coletivo, mas os pais que decidem se querem comprar e qualquer abuso eles podem procurar o Procon.
Fique ligado!
Em Novo Hamburgo, as aulas da rede municipal começam no dia 22 de fevereiro, tanto para a educação infantil quanto para o ensino fundamental. Já as escolas estaduais iniciam o ano letivo em 27 de fevereiro. Nas particulares, a volta às aulas variam entre 16 e 27 de fevereiro.
Dicas
O economista Luís Carlos Yllana Kopschina deixa algumas dicas para os pais fazerem o dinheiro render na hora de comprar material escolar.
1 Verifique o que pode ser reaproveitável. Se a mochila ainda está em bom estado, reutilize-a. A dica também vale para estojos, lápis, canetas e outros produtos.
2 De posse da lista de materiais, pesquise os preços. Um mesmo item pode ter grande variação em dois estabelecimentos diferentes.
3 Pechinche e tente o máximo de desconto possível.
4 Negocie com seus filhos. É uma boa oportunidade de explicar para eles que existem restrições e que nem sempre eles poderão ter os produtos que querem.
5 Confira as embalagens dos produtos para verificar se eles estão em bom estado e não possuem defeitos.
6 Solicite a nota fiscal para poder realizar a troca dos produtos em caso de defeito.