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Polícia - 11/02/2012 13h35
Atualizado em 11/02/2012 13h37

Ações conjuntas devem frear furto de animais na zona rural de Portão

BM registrou 16 casos no ano passado, com 30 cabeças de gado levadas.


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Fernanda Bassôa e Anne Ledur/ Da Redação

Portão  - É a partir de um questionário, disponibilizado aos produtores e criadores de gado de Portão e Capela de Santana, na última quarta-feira, que a Polícia Civil portonense deverá traçar ações em conjunto com a BM e prefeitura para combater o crime de abigeato (furto de gado) na região. Atualmente o município tem um rebanho de 12 mil cabeças de gado e, segundo a soldado da 4.ª Cia do 25.º Batalhão da Polícia Militar de Portão, Beatriz Leonardi Silva Gonçalves, em 2011 a BM registrou 16 ocorrências, total de 30 cabeças furtadas. “Neste ano, apenas um caso foi registrado em janeiro.’’

Saiba Mais

1 A soldado da BM portonense, Beatriz Leonardi Silva Gonçalves, ainda comenta que os furtos ocorrem em áreas bem rurais como, por exemplo, nos bairros Boa Vista e Sanga Funda.

2 Os crimes seriam cometidos entre as Estradas do Carioca e do Socorro. Em 2011 os registros ocorreram nos meses de março, abril, novembro e dezembro.

3 O sargento Cléo dos Santos Gonçalves diz que a criação da patrulha rural, em Portão, foi em 2003. ``O patrulhamento rural é feito 24 horas. Em breve estaremos colocando mais dois PMs, em hora-extra, para reforçar o policiamento.’’

Venda EM AÇOUGUES

O problema tomou grandes proporções não só pelo furto em si, mas pela insatisfação dos pecuaristas quanto ao descontrole da origem da carne comercializada nos açougues e supermercados, bem como a carência de fiscalização da entrada e saída de cargas no município. De acordo com o pecuarista Salmeron Leopoldino de Souza e o administrador de uma fazenda, Gilberto Oliveira, há dois anos que os criadores da região (leia-se Portão, Capela, Nova Santa Rita e Sapucaia) sofrem com o furto por clandestinos. “Todos os meses há ocorrências. No último dia 27, me roubaram duas vacas puras valiosas, doadoras de embriões, da raça Abardeen Angus, de R$ 18 mil cada uma. O prejuízo foi enorme’’, contou Salmeron.

Delegado quer focar ações e investigações

O titular da Polícia Civil local, delegado Clóvis Nei da Silva, comenta que o questionário disponibilizado às vítimas tem como finalidade principal levantar dados para montar uma espécie de diagnóstico de trabalho. “Que tipo de gado fora levado, se os criadores têm um dispositivo de segurança (além do cercado), se eles têm rotas de fuga para apontar, quais os modos de ação dos bandidos, assim como a quantidade de animais levados. A partir da reunião destas informações, será possível montar uma investigação mais focada’’, esclarece o delegado de Portão, completando que existe ainda a `cifra negra’ - denominação para casos não registrados oficialmente na Polícia. Clóvis Nei garante que deve trocar informações com outras DPs da região.

“Todos os estabelecimentos estão regulares’’

A titular da Secretaria de Saúde portonense, Francisca Machado, observa que há cerca de sete meses, quando a prefeitura tomou conhecimento da quantidade de ocorrências, foram intensificadas as visitas aos estabelecimentos comerciais. “As vistorias, feitas pelas equipes da Vigilância Sanitária, são rotina no município. Todos os estabelecimentos foram vistoriados e todos estão regulares. Não encontramos nenhuma irregularidade.’’ A secretária comenta que a partir de segunda-feira mais um fiscal se unirá a equipe que já faz este trabalho junto ao comércio de Portão.

Pistas somem pelo rio 

Oliveira pontua que todos os dias há relatos de abigeato. Na fazenda em que administra, foram levados, em uma única noite, uma vaca de leite e 32 touros. “Dois dias depois, mais seis; e em seguida, mais quatro. O pessoal já não registra mais ocorrência, pois não há resultado.’’ Seguindo rastros, segundo Souza e Oliveira - que participaram da reunião ocorrida na última quarta-feira, na Câmara de Vereadores -, o gado tem sido levado para o lado de Sapucaia do Sul, mas as pistas desaparecem no rio. “Em outros casos, os clandestinos matam o animal no pasto mesmo, levando a carcaça e deixando só a cabeça apodrecendo.’’ Os criadores têm suspeitos para os furtos, mas a legislação os protege. Enquanto não há flagrante, não pode-se fazer nada. “É necessário que haja uma maior fiscalização nos açougues que recebem a carne clandestina’’, revelou Souza.






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