
Porto Alegre - Os três suspeitos detidos na quinta-feira na operação da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Estadual e o de Contas, que investiga suposto desvio de R$ 10 milhões do setor de marketing do Banrisul, tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. Walney Fehlberg, superintendente de marketing do banco; Gilson Stork, da agência SLM e Armando D’Elía Neto, diretor da DCS, estão presos desde a manhã de quinta, quando os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e encontraram R$ 3,4 milhões nas residências dos acusados e nas sedes das empresas. Parte desse valor foi encontrado em um vaso ornamental da residência de Fehlberg. Ontem, mais um foi preso. Ação da PF e do Ministério Público, Davi Antunes de Oliveira, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça à tarde, foi detido no início da noite em Porto Alegre e, segundo a assessoria da PF, ainda estava sendo ouvido na sede por volta das 22 horas.
Todos são suspeitos de participação de um esquema de superfaturamento de ações publicitárias. Conforme a PF, os crimes são de peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Os responsáveis pela investigação ainda analisam documentos e computadores e, segundo o Tribunal de Contas, devido o grande número de material, a inspeção deve seguir até o final do mês, quando o TCE começa a elaborar o relatório que determinará se houve ou não irregularidades. Os pagamentos às empresas sob investigação estão suspensos e o caso continua em segredo de Justiça.