Sapucaia do Sul - Até esta quinta-feira, 650 máquinas caça-níqueis foram desativadas pelas equipes do 33.º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em diversos bairros de Sapucaia do Sul. Este número corresponde a ações efetuadas de janeiro a julho deste ano. Em contrapartida, no mesmo período do ano passado, apenas 304 máquinas haviam sido retiradas de funcionamento, em especial, nas casas especializadas em exploração de jogos de azar. Isso equivale a um aumento de 113,81% nas apreensões de um ano para o outro. Mas não só as apreensões cresceram. A quantidade de Termos Circunstanciados (TCs) também aumentaram de 13 para 94, o correspondente a 623%.
Pulverização - O comandante interino do 33.º BPM, capitão Célio Vargas, comenta que no primeiro semestre do ano passado as apreensões ocorriam em grande número em um mesmo local. ``Com as inúmeras investidas do nosso efetivo, neste ano, percebemos a descentralização do maquinário que agora flagramos em funcionamento em bares, lancherias, apartamentos, mercados, entre outros.´´…
Problema social - Segundo ele, as ações contra os caça-níqueis estão entre as prioridades da BM por conta do problema social que esta contravenção vem acarretando não só em Sapucaia, mas em toda a região. ``Desta forma impedimos que idosos sejam explorados, evitando que eles fiquem sem aposentadoria ou medicamentos. Assim como pais de família e trabalhadores, viciados em jogos, não apostem o dinheiro destinado para o sustento do lar.´´ O primeiro sargento e assessor de comunicação do batalhão, Geverson Ferrari, frisa que as denúncias feitas pelo 190 têm colaborado muito para o êxito nas ações.
Vargas diz que a partir de agora a BM deve atuar sob uma nova dinâmica jurídica. ``O locador do imóvel onde ocorre a contravenção penal também será responsabilizado, por meio do TC, pois entendemos que ele é co-autor da exploração dos jogos de azar. Ou seja, uma pessoa não pode disponibilizar um imóvel, não pode alugar um espaço, para que ali ocorra a prática de um crime´´, ressalta o comandante interino. Questionado sobre os bairros em que a Polícia Militar mais flagra este delito, capitão Vargas responde: em todos os bairros.