
Novo Hamburgo - Preso no final da manhã de sábado, o foragido Felipe Soares, o Alemão, 21 anos, confessou em detalhes o assalto à advogada Viviane Maris Rieck dos Santos, 47, e disse que ficou abalado com a morte da vítima. Em um lampejo de vaidade, frisou ser criminoso de status e que, por isso, tinha que ir para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). "Sou furioso." Ele acabou sendo conduzido à Penitenciária Modulada de Montenegro, onde já estava o comparsa Carlos Regis Silva dos Santos, 26.
Desde a captura na casa de um ex-presidiário no bairro 25 de Julho, em Campo Bom, até o interrogatório na 1.ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, Alemão se manteve calmo ao ponto de insistir com os agentes que seu verdadeiro apelido era "Pezinho". Revelou que ele e Santos ficaram apavorados com o ataque à advogada na Rua João Pessoa, bairro Pátria Nova, por volta das 13h35. "Não era para matar." Ele confirmou que foi Santos o autor do tiro que entrou pela axila esquerda e atingiu o coração de Viviane.
CAÇADA - Santos, preso duas horas depois do crime em um bar em Canudos, negou envolvimento. Apesar das testemunhas e imagens de câmeras da rua que o incriminam. A caçada a Alemão, conforme o chefe de Investigação da 1.ª DP, comissário Rudimar Costa, fez uma equipe ir a Arambaré, onde parentes têm casa de veraneio. "Fomos checar essa possibilidade e depois descobrimos que ele ficou indo de casa em casa no bairro Canudos até sexta-feira, quando tomou o rumo de Campo Bom."
Alemão, que estava desde 18 de fevereiro foragido do semiaberto da Colônia Penal Agrícola de Charqueadas, onde cumpria pena por assaltos, contou com a ajuda de motoboys tanto na fuga após o crime como na ida a Campo Bom. Ele não contou quem o ajudou. Santos tinha antecedentes. Estava em liberdade condicional desde 2 de julho de 2009, por roubo à mão armada.
Revólver é encontrado no mato
O revólver calibre 38 usado no latrocínio da advogada foi encontrado no final da tarde de sábado em um matagal da Rua Campo Bom, no bairro Canudos, perto das casas dos acusados. "Estava bem escondido", observa o comissário Rudimar Costa. Como Alemão não disse onde foi deixada, os agentes tiveram que chegar à arma por meio de informações colhidas nas imediações.
O revólver, em mau estado de conservação, está registrado em nome de um homem que morreu há 18 anos em Soledade. "Vamos encaminhá-lo à perícia com os três cartuchos intactos e averiguar a procedência." É a prova de balística que estava faltando, pois o projétil que matou Viviane saiu do corpo e não foi encontrado. Alemão se restringiu a dizer que comprou a arma em Porto Alegre logo depois da última fuga.
O CRIME, SEGUNDO ALEMÃO
- Carlos Régis Silva dos Santos e Felipe Soares, o Alemão, combinam "metê um carro" e embarcam em ônibus no bairro Canudos em direção ao Centro de Novo Hamburgo
- A intenção é roubar um veículo para usá-lo em outros assaltos, depois de lucrar com o som e rodas
- Na esquina da Rua Otto Kopschina com Saldanha Marinho, bairro Pátria Nova, os dois avistam um carro saindo de uma garagem, mas desistem do assalto porque o motorista, além de se mostrar alerta, é reconhecido como policial
- O revólver é de Alemão, mas quem carrega a arma é Santos
- Na Rua Tomé de Souza, se interessam por um Clio dirigido por uma mulher
- Santos corre até a janela da motorista, que está aberta, e anuncia o assalto
- A vítima se assusta e acelera
- Santos se agarra na porta com o carro em movimento e dispara
- O carro para, Santos puxa a condutora para fora e Alemão assume a direção
- Apavorados, durante a fuga, os assaltantes só falam "vamo, vamo"
- A dupla chega ao bairro Canudos pela Avenida Victor Hugo Kunz, entra na Ícaro e abandona o Clio na Rua Colúmbia para tentar se livrar da culpa
- Santos pega a bolsa com documentos e celular da vítima
- Na fuga a pé, os dois se separam e não se falam mais
- Alemão vai à casa da mãe na carona de um motoboy e pede que ela lave seu tênis para tirar manchas de sangue da vítima
- Alemão calça chinelos e, com o mesmo motoboy, sai para lanchar em um bar na Rua Vereador Oscar Horn, perto de uma escola
Foto: Sílvio Milani/ GES-Especial
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Eduardo Bento Sica
Porto Alegre, 23/03/2010 às 19:43
A cadeia é escritório de bandido com casa comida etc e tal pago pelo povo... Quando estão prendendo é a mesma coisa que soltar pois lá consomem drogas, telefonam, exercitam poder e aprendem mais crimes, até quando vai ficar assim?... E nós é que estamos reféns cada vez mais presos em casa.
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DANI
Novo Hamburgo, 23/03/2010 às 16:39
Queridos, a pena de morte já existe. Mas é para a população do bem, que trabalha, paga impostos e contribui para a sociedade. Só não tem pena de morte para bandido. Para esse tem advogados, Direitos Humanos e lanche após cometer crime. Proteja-se.
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Marcos
São Leopoldo, 22/03/2010 às 17:51
Excelente a reportagem. Precisamos ter esses alertas para nos precaver. Por isso que o Grupo Sinos tem tanta credibilidade.
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PC1
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 14:22
Como conheço o Sílvio Milani, tenho certeza de que ele fez a matéria com o assaltante justamente para provocar essa discussão e revolta na sociedade. Ele é um dos jornalistas que mais critica a violência e a impunidade.
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PM3
Gramado, 22/03/2010 às 14:13
A mídia vai publicar sempre o que lhe convém. Agora se a sociedade vai comportar-se, como uma marionete alienada é problema de cada um. A mídia não faz o cidadão. O cidadão faz a mídia.
[Nota da Redação]
Comentário repetido.
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PM3
Gramado, 22/03/2010 às 14:13
A mídia vai publicar sempre o que lhe convém. Agora se a sociedade vai comportar-se, como uma marionete alienada é problema de cada um. A mídia não faz o cidadão. O cidadão faz a mídia.
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Anibal
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 14:12
Essa matéria só reforça uma convicção: pena de morte já.
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Any
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 14:08
Acho importante que a mídia divulgue sim esta entrevista, pois só assim saberemos da (...), para que possamos nos precaver e prestar mais atenção ao próximo. Temos que agradecer à Redaçao (...).
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Demagogo
Capitão, 22/03/2010 às 14:05
Quando acontece um crime com repercussão na mídia, surge aquele assunto de pena de morte. Quando PMs entram em ação e matam algum viciado, assaltante, surge o mesmo assunto. Ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém. E agora?
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Aninha
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 13:58
Comentário bloqueado por não estar de acordo com as regras do site.
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Justiça
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 13:49
Comentario aguardando moderação.
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Justiça
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 13:45
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Elen
São Leopoldo, 22/03/2010 às 13:35
O jornalista foi infeliz nas palavras? Só porque escreveu a verdade? Quem critica a reportagem deve ser um desses advogados que libertam criminosos.
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Clodoaldo
Taquara, 22/03/2010 às 13:28
É raro um preso confessar e falar sobre o crime. Eu li e achei interessante (...).
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Castro
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 13:12
Como leitor assíduo deste jornal, não concordo com os moralistas de plantão que criticam a matéria. Deveriam entender um pouco de jornalismo para saber que o depoimento do assassino faz parte do contexto do fato. E o jornal publica fatos.
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Eaine Rodrigues
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 12:59
Comentario aguardando moderação.
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Alexandre Barros
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 12:40
É mais do que claro que a mídia está aí para ganhar espaço. É o meio mais prático e eficaz para convencer a estrutura que comanda as ordens. Deveriam destacar mais, no caso, a vida importante que foi interrompida do que, sem dúvida, o que o (...) pensou antes e durante a ação.
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CELSO
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 12:34
Boa tarde. Penso que os comentários anteriores a este, demonstram com clareza a indignação da população. Talvez fosse a hora de um veículo de comunicação tão prestigiado e influente na nossa região mudar o seu discurso. Nessa matéria, o redator é infeliz na escolha de suas palavras.
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El justicero
Porto Alegre, 22/03/2010 às 12:10
O relato do (...) é interessante para ver como essa gente pensa. Diz que depois do crime foi fazer um lanche, com a maior naturalidade. E se considera criminoso de status. Será que um (...) desse tem cura?
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Elaine
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 11:43
Criminoso de status. Viram que chique? Onde está o status da advogada que morreu? Onde estão os direitos dela? Onde está o que a família dela falou? Vocês não estão dando espaço para o lado errado? Eu acho que sim. Onde já se viu publicar o que um (...) falou. E as pessoas de bem? Ficam como?
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Romeo
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 11:40
Brasil, o último que sair apague a luz. Eta País de (...).
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Ana Paula
São Leopoldo, 22/03/2010 às 11:38
Comentario aguardando moderação.
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geraldo
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 11:21
Depois ainda foi fazer um lanche, matar a fome. (...) Daqui uns dias, estarão novamente por aí, aprontando.
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eloi
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 11:18
Se eu pedir para a minha mãezinha querida lavar o meu tênis sujo de sangue? Priemiro, ela faz eu egolir ele. Depois, chama a Polícia e me deixa apodrecer na cadeia. Isso que aconteceu, se chama falta de estrutura familiar. Estava preso e voltou a aprontar. Cadeia não resolve mais. Pena de morte já.
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paty
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 11:04
E o meu comentario não vai sair?
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vilson
São Leopoldo, 22/03/2010 às 09:45
Sem comentários. (...)
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paty
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 09:43
(...) Senhor...
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Daniel
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 09:24
Ninguém quis saber a opnião dos familiares da advogada, só desses (...). E no mínimo, como de costume, vão cortar meu comentário. Isso é Brasil.
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Cleiva
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 08:16
"O crime, segundo Alemão". Só falta virar filme... Isso é rídiculo... só faltal daqui uns dias esse querido estar solto por aí... esse mundo está perdido! Pelo amor de deus pena de morto já no BRASIL....
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Arlindo Vagistão
Novo Hamburgo, 22/03/2010 às 10:58
Comentario aguardando moderação.
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