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Polícia - 18/03/2010 07h19
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Suspeito de matar advogada nega autoria do crime em NH

"Quero ver essas imagens. Eu não roubei essa mulher que estão falando", afirmou o acusado.


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Sílvio Milani/ Da Redação

Novo Hamburgo  - A advogada Viviane Maris Rieck dos Santos, 47 anos, foi morta com um tiro no peito, por volta das 13h30 de ontem, em Novo Hamburgo, porque hesitou em parar o carro para uma dupla de assaltantes. O crime aconteceu na esquina das Ruas João Pessoa e Tomé de Souza, no bairro Pátria Nova, onde câmeras de vigilância e uma testemunha levaram à identificação de dois suspeitos e à prisão de um deles.

Quase o assalto foi evitado. Eram aproximadamente 13h25 quando o inspetor de Polícia José Lourenço avistou dois suspeitos caminhando nas imediações do local do crime. "Vi que eles estavam lá para assaltar. Deixei um familiar no trabalho e fui para a delegacia, onde peguei um colega e retornamos ao local, onde chegamos uns cinco minutos depois. Deparamos com o cordão de isolamento e uma mulher morta", lamenta. Câmeras de uma empresa captaram, três minutos antes do assalto, a mesma dupla transitando na calçada da Rua João Pessoa. "Estamos aguardando outras imagens que devem mostrar situações ainda mais precisas do fato", declara o chefe de Investigação da 1.ª DP, comissário Rudimar Costa.

Morador da Rua Campo Bom, no bairro Canudos, Carlos Regis Silva dos Santos, 26 anos, foi preso em um bar perto de casa por volta das 16 horas. Outro identificado nas imagens e pelo policial, o foragido Felipe Soares, 21, teria escapado por um beco. Perto dali, meia hora antes, foi encontrado o Clio Sedan da vítima. "A participação deles está comprovada. Vou pedir a preventiva dos dois e autuar o Carlos em flagrante por latrocínio (roubo com morte)", comenta o delegado Nauro Osório Marques.

COMO ACONTECEU

- Depois de tentar escapar dos assaltantes, a advogada é baleada ao reduzir a velocidade em uma esquina

- Ferida no peito por um tiro que entra pela axila esquerda, ela é puxada para fora do carro e jogada no chão

- Os criminosos fogem com o veículo da vítima, que ainda passa sobre as pernas da advogada

PASSO A PASSO

- Um assaltante mata a advogada, por volta das 13h30, e foge com um comparsa no carro dela em direção ao bairro Canudos

- Duas horas depois, o Clio Sedan é encontrado abandonado na Rua Colúmbia, com manchas de sangue e impressões digitais coletadas pelos peritos

- Agentes da 1ª DP vão ao local e recebem informações sobre dois fugitivos

- Em uma casa na Rua Campo Bom, os policiais apreendem dois moletons e um boné, idênticos aos usados no crime, deixados por dois jovens para lavar

- Em outra residência nas proximidades, da mãe do suspeito Carlos dos Santos, era lavado o tênis que teria sido usado no assalto

- Carlos dos Santos é preso em um bar na Rua Campo Bom

- O foragido Felipe Soares, apontado como comparsa de Santos, consegue escapar pelos becos

"Vi ela morrer e não pude fazer nada"

O latrocínio foi visto por um microempresário de 36 anos, que pediu para não ser identificado. Ele está apavorado. O depoimento dele se soma às provas contra os suspeitos captadas pelas câmeras de uma empresa.

O que você viu?

Testemunha - Eles estavam a pé e conseguiram atacar a mulher quando ela reduziu a velocidade no cruzamento. Ela não tinha parado antes. Um deles gritou "sai, sai, sai", com uma voz firme, e atirou. Essa voz não sai da minha cabeça. Depois, o cara puxou a mulher para fora e os dois embarcaram no Clio. Ainda passaram por cima das pernas dela, que haviam ficado embaixo do carro.

Você viu os rostos deles?

Testemunha - Não cheguei a ver. Estava a uns 50 metros de distância.

Você foi o primeiro a socorrê-la?

Testemunha - Sim, mas não havia muito o que fazer. Quando cheguei, ela puxava o último ar dos pulmões. Vi ela morrer e não pude fazer nada. Muito triste.

"Eu não roubei essa mulher"

Mesmo reconhecido por duas testemunhas e identificado em imagens de câmeras de vigilância de uma empresa da Rua João Pessoa, Carlos Regis Silva dos Santos nega participação no crime. Em liberdade condicional, tem carta de emprego em um ateliê de calçados, mas não foi trabalhar ontem.

Foi você ou seu parceiro quem atirou?

Carlos dos Santos - Eu não fiz nada. Eu não estava lá.

Onde você estava?

Santos - Cheguei em casa meio-dia e não saí mais.

Mas há imagens e testemunhas que o identificam no local do crime.

Santos - Não pode ser. Quero ver essas imagens. Eu não roubei essa mulher que estão falando.

E as roupas apreendidas?

Santos - Aquele moletom azul e o preto são meus. O boné também. Mas eu não usei essas roupas hoje.

Tem irmão gêmeo?

Santos - Não, mas Novo Hamburgo é muito grande. Talvez tem alguém muito parecido por aí.

Fumou crack hoje?

Santos - Parei de fumar na cadeia.

Conhece o Felipe Soares?

Santos - Se não me engano, é parente do (nome do dono da casa onde as roupas eram lavadas).

O que você já roubou?

Santos - Assaltei uma padaria. Estou pagando por isso.

Se você tem uma carta de emprego para a condicional, por que não foi trabalhar hoje?

Santos - Não fui hoje ao ateliê porque machuquei o dedo (Santos mostra um corte no indicador da mão direita).

A VÍTIMA

Viviane Maris Rieck dos Santos advogava há 20 anos, principalmente na área cível, e era do Conselho de Ética da Subseção da OAB de Novo Hamburgo. Divorciada, deixa uma filha de 13 e outra de 15 anos.

O PRESO

Carlos Regis Silva dos Santos, 26 anos
Cumpria pena por assalto à mão armada e estava em liberdade condicional desde 2 de julho de 2009

O PROCURADO

Felipe Soares, o Alemão, 21 anos
Detento do regime semiaberto por roubos, está há um mês foragido da Colônia Penal Agrícola de Charqueadas






27 Comentários
Gino
Novo Hamburgo, 19/03/2010 às 18:32
Comentário bloqueado por não estar de acordo com as regras do site.
Rodrigues
Estância Velha, 19/03/2010 às 10:43
Ao Justiça: estás confundindo as coisas. Uma milícia criada por PMs para fazer justiça com as próprias mãos é diferente da pena de morte que estamos falando. Não misture as coisas. Se és contra a pena de morte, apresente outro argumento mais convincente.
Angélica
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 19:38
Comentario aguardando moderação.
silvana kreling
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 12:52
Lamentável a morte dessa mãe. É impressionante como estão matando as pessoas por banalidades. Imagino agora a dor dessa familia. Espero que os culpados sejam presos, julgados e condenados ao maior tempo possível de prisão.
Vinícius Stimamiglio
São Leopoldo, 18/03/2010 às 12:39
É sempre assim. Cada vez mais, presos em liberdade condicional, presos que deixam o presídio, cometem os mesmos erros. Tirou a vida de alguém? Pena de morte. Se cada um desses fosse morto, o mundo estaria muito mais limpo.
ANTONIO
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 12:37
Hoje aconteceu com uma advogada. Eu fico imaginando, quantas vezes por dinheiro, os advogados tiram maginais da cadeia, para roubarem e matarem novamente. Sei que todos têm direito às defesa, mas tem casos que os advogados inventam provas falsas para libertarem criminosos perigoso.
Caterine
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 12:12
É lamantavel uma defensora da lei perder a vida desta forma. Triste destino. O que resta é encontrar o segundo suspeito e receberem a punição cabível para este crime. Com registro de outros crimes, fica mais fácil os sujeitos ficarem presos de verdade. A justiça seja feita.
Justiça
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 11:39
Como são as coisas, no caso dos PMs, todo mundo falou mal da ação, "ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém". Alguns queriam saber os nomes dos PMs, para cruzifica-los. E agora querem pena de morte? Mas ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém.
LS
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 11:34
Comentário bloqueado por não estar de acordo com as regras do site.
NEVES
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 11:16
Matar uma mãe com duas filhas jovens. Esses devem viver bastante para pagar na carne o mal que fizeram.
Ruthi
Porto Alegre, 18/03/2010 às 11:09
Estou apavorada com os constantes atos de brutalidade que vêm ocorrendo em nosso Estado. O que será que as autoridades, nossos representantes, estão esperando para tomar uma providência? Será que enquanto não acontecer com os familiares deles, vão ficar só discursando para a imprensa?
Andre
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 11:05
As únicas pessoas que estão salvas são os bandidos, pois existem os Direitos Humanos. O que os Direitos Humanos vão fazer por essa família? Pena de morte é o mais correto. Chega de impunidade. Temos que rever nosso Codigo Civil.
Dinara Paz
São Leopoldo, 18/03/2010 às 10:59
Chega dessa palhaçada. Matou, deve ficar na cadeira pelo resto da vida, sem essa de liberdade condicional.
Luis Cardoso
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 10:24
Pena de morte para crimes hediondos é o mínimo que os políticos poderiam fazer para reparar um pouco a reputação. Este País não tem mais jeito.
Rodrigues
Estância Velha, 18/03/2010 às 10:08
Prisão perpétua e pena de morte já. Enquanto continuarmos com essas leis podres, que só beneficiam os infratores, a coisa só vai piorar. Por pior que seja o crime, a pena máxima é de 30 anos. E cumprindo um sexto disso, em bom comportamento (quem controla?), o cara já pode sair para a rua.
Dilson
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 09:24
Comentario aguardando moderação.
Fernando Dantas
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 09:03
Comentario aguardando moderação.
Estela
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 08:50
Enquanto não acabar a palhaçada de progressao de regime para crimes bárbaros como esse, a sensação de impunidade vai fazer com que continuem matando. Lamentável que nossos deputados não se sensibilizem e apresentem leis nesse sentido. Chega de semiaberto para esses assassinos.
regina
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 08:49
Triste demais esta história. Poderia ser qualquer um de nós. O que as autoridades estão aguardando para aumentar as penas no Brasil? Não dá mais.
Marco ANtônio Gonçal
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 08:47
De dia, no centro da cidade e com a calma de quem vai atacar um indefeso para abatê-lo. Estas coisas não aconteciam quando os cidadãos possuíam armas e cada vez mais irão acontecer, pois a escória se sente poderosa quando empunha uma arma com a certeza de que não será revidada. A sociedade é a caça.
Denise
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 08:46
As filhas dessa senhora, brutalmente assassinada, está tendo apoio dos Direitos Humanos? E também estão sob proteção policial, como o caso dos fumadores de crack? Outra coisa, o cara teve uma oportunidade, estava ou deveria estar trabalhando. Essa criatura tem solução? Acho que não.
Júnior
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 08:45
Regime semiaberto, condicional. É só isso que ouvimos após a captura de bandidos. Todo santo dia. É revoltante.
sinara
Canoas, 18/03/2010 às 08:45
O que falta pra ser implantada a pena de morte. Somos reféns de marginais que matam e ficam libertos. Onde está a Justiça? Só será feita quando matarem algum familiar dessas autoridades.
Esteio, 18/03/2010 às 08:17
Comentario aguardando moderação.
Ana
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 08:12
Infelizmente a omissão de um inspetor colaborou com a tragédia. Como ele desconfiou dos indivíduos, deveria ter acionado a BM para checar! Não o fez! Uma cidadã, mãe de família, está morta. E daqui uns dias, eles estão soltos. É triste e lamentável! Rezemos por todos!
Camila de Souza
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 08:12
Pelo amor de deus isso nmão pode mais acontecer! Senhor prefeito, estado, autoridades, sei lá a quem implorar.... queremos justiça... me revolto com isso, amanhã pode ser alguém da minha ou da sua família. Por favor nos ajudem. Meus sentimentos a essa família. E cadeia nesses bandidos!
Andre Scheffel
Novo Hamburgo, 18/03/2010 às 07:56
É por isso que o Brasil, tem que implantar a pena de morte!
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