Polícia - 17/11/2009 07h11
Atualizado em 10/04/2011 22h29

Suspeita de envenenar bebês não resistia à tentação de fazer isto

Conversa informal foi relatada pelo delegado Guilherme Pacífico e será anexado ao inquérito.


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Daiane Poitevin/ Da Redação

Canoas  - A técnica em Enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro, 25 anos, chegou a confessar à Polícia Civil, a caminho da delegacia, na última sexta-feira, que teria intoxicado 11 crianças internadas no Hospital Universitário da Ulbra (HU) em Canoas. A conversa informal foi relatada pelo delegado Guilherme Pacífico, em um Termo de Informação que será anexado ao inquérito. O mesmo material também foi encaminhado à juíza de plantão Adriana Rosa Morosini, que decretou a prisão em flagrante. Ontem, ao meio-dia, o centro obstétrico do HU foi reaberto, após fechado por três dias.

Horas depois, na presença do advogado Sérgio Cadena de Assumpção, a jovem não confirmou o crime em seu depoimento formal e se disse injustiçada com a prisão "por ser uma excelente profissional e gozar da admiração por parte de seus colegas de trabalho". Nos dois documentos, porém, Vanessa dá detalhes sobre sua vida familiar, a religiosidade, o sonho de fazer Medicina e o envolvimento emocional que tinha com os pacientes e familiares.

De acordo com Pacífico, a decisão da juíza não foi só baseada no termo, mas nas provas materiais, como a seringa e o medicamento encontrados em sua pochete. Vanessa permanece detida no Presídio Madre Pelletier, suspeita de tentativa de homicídio qualificado contra 11 bebês. O corpo clínico do hospital canoense teria mencionado que nove crianças morreram no período em que Vanessa trabalhou na casa de saúde. O número não é confirmado pela Polícia, que ainda vai verificar a informação nos prontuários no hospital.

RAZÕES - Depois que a seringa foi encontrada na pochete de Vanessa, já na delegacia, a técnica em Enfermagem passou a expor ao delegado Pacífico, ao médico Paulo Augusto de Reis Zubaran e ao sanitarista Júlio César dos Santos, da Vigilância Sanitária de Canoas, as razões que a levaram a ministrar um miligrama, via oral, de medicamentos tipo morfina e Diazepan nos recém-nascidos. Ela contou que teria dado a substância a seis bebês, quatro deles sob sua responsabilidade, mas não entendia por que teria feito isso.






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