Polícia - 16/11/2009 07h30
Atualizado em 10/04/2011 22h29

"A confissão foi por pressão policial", diz pai de técnica em enfermagem

Vanessa Pedroso Cordeiro está presa por suspeita de envenenar crianças no Hospital da Ulbra.


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Paloma Vargas/ Da Redação

Canoas  - Uma menina amorosa, calma, muito dedicada à profissão. Assim foi descrita Vanessa Pedroso Cordeiro, 25 anos, acusada de ter intoxicado 11 recém-nascidos no Hospital Universitário da Ulbra (HU). Ela foi presa em flagrante na madrugada de sábado, por tentativa de homicídio qualificado e está no Presídio Feminino Madre Pelletier, na Capital. O pai, Haioran Cordeiro, afirma não acreditar que a filha tenha cometido algum tipo de crime, muito menos contra crianças. Amigos não querem acreditar no que aconteceu.

Um amigo, que não quis se identificar, conhece a jovem desde os 14 anos. Eles frequentavam a mesma igreja. "Era tranquila, sempre me pareceu uma boa pessoa". O pai de Vanessa conta que sua relação com a filha sempre foi muito próxima. Há cerca de quatro anos formada no curso Técnico em Enfermagem, a jovem seria muito religiosa e atenciosa. "Acho que ela escolheu a profissão por influência minha. Sou bombeiro e tenho esse sentimento de salvar vidas", disse."

Sobre a relação de Vanessa com sua irmã menor (fruto da relação do pai com a nova esposa), apontada pelo delegado responsável pelo caso, Guilherme Pacífico, como um dos possíveis traumas da técnica em enfermagem, que a teria levado a cometer o crime, o pai não quis comentar. "Isso envolve outras pessoas que não quero expor", lembra.

Vanessa mora há dez dias em uma casa de madeira branca, com grades, portas e janelas verdes, quase em frente a uma parada de ônibus, em uma rua tranquila do bairro Rio Branco em São Leopoldo. Os vizinhos pouco falam sobre o assunto. Alegam não conhecer a suspeita ou tê-la visto apenas algumas vezes. "Não acredito que ela tenha feito isso", disse uma mulher. "Durante a semana cuido de uma criança que tem a Síndrome de Down e há pouco tempo a menina teve que ser internada na pediatria do Hospital Regina, em Novo Hamburgo, onde Vanessa também trabalha. Ela ajudou a cuidar da menina e não teve nenhum problema."

"A confissão foi por pressão policial"

Haioran Cordeiro, pai de Vanessa, não acredita nas acusações que estão fazendo contra sua filha. Diz que a técnica em enfermagemsempre foi muito religiosa, que gosta de crianças e que foi coagida pela Polícia paraassumir as responsabilidades sobre o envenenamentodos recém-nascidos.

Entrevista Haioran Cordeiro

Como era Vanessa profissionalmente?

Haioran Cordeiro - Ela é muito dedicada, organizada, sempre exerceu tudo muito bem. Muitas vezes ela chegou com presentes de pacientes, em agradecimento. Por isso, essa história é absurda.

Sua filha é uma religiosa praticante?

Cordeiro - Sim. Ela foi criada dentro da doutrina, mas isso nada tem a ver com questões médicas. Vanessa casou dentro das nossas convicções e acreditamos que a família é única.

O senhor esteve na delegacia. Como estava Vanessa?

Cordeiro - Ela estava muito assustada e pedia para que eu a tirasse dali. Em um momento de coação, as pessoas respondem tudo o que lhe são perguntadas. Ela queria falar para se livrar da situação.

O senhor visitou Vanessa no presídio?

Cordeiro - Vou no presídio todos os dias, mas não posso vê-la por conta das regras. A única coisa que pude, foi entregar roupas e materiais de higiene pessoal. Também deixei para ela uma Bíblia, por que ela gosta muito de ler, um livro e uma carta minha e de familiares, para que tenha força. Sei que ela não tem desequilíbrio algum. É lá no presídio que vão deixar Vanessa doente, isso sim.

Qual sua expectativa sobre o caso?

Cordeiro - Estou preocupado com o futuro de Vanessa. Com toda essa especulação em cima de sua imagem, a carreira dela ficará comprometida e seus sonhos também. Ela é casada há 3 anos e para o ano que vem me prometeu um neto, mas agora, já não sei. O marido também está abalado com tudo o que aconteceu. Mas vamos provar que esta investigação está equivocada e que minha filha não é culpada de nada.






6 Comentários
Janaina
Novo Hamburgo, 11/02/2010 às 23:33
Já fiz dois processos seletivos e não passei na conversa com a psicóloga, tenho uma filha linda de 10 anos, sou tecnica em enfermagem, fiz duas qualificações em neo e obstetricia, nao sou nenhuma delinquente...e agora vem a pergunta...Quem aprovou este monstro? nem espero resposta. janainammoreira@hotmail.com
ENIO CRUZ GARCIA
Novo Hamburgo, 17/11/2009 às 10:04
Não julgue para não ser julgado, Deus está no controle da situação, se for culpada, será condenada, se for inocente tudo virá a luz da verdade, nada fica impune, aos olhos de Deus.
Adalberto Jardim
Estância Velha, 16/11/2009 às 15:55
Acho que tão errados quanto os que estão defendendo, estão os que estão acusando, antecipadamente... É um caso sério e que deve ser analisado pelos fatos. Se fosse pela emoção até eu mesmo gostaria de estar lá no dia do seu linchamento...
Daniela
Novo Hamburgo, 16/11/2009 às 11:32
Todas essas pessoas que estão defendendo deveriam ser presas tb!! Porque isso torna elas cúmplices dessa (...), por ficarem acobertando, e os cúmplices têm que pagar junto.
Adriana
Novo Hamburgo, 16/11/2009 às 08:42
Comentario aguardando moderação.
Adriana
Novo Hamburgo, 16/11/2009 às 08:26
Comentario aguardando moderação.
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