Polícia - 15/11/2009 21h46
Atualizado em 10/04/2011 22h29

Técnica em enfermagem já teria sido afastada do trabalho na UTI neonatal

Jovem suspeita de envenenar pelo menos 11 bebês pode ter histórico com medicação.


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Da redação

Canoas  - Colegas de Vanessa Pedroso Cordeiro que preferiram não se identificar, contaram que há um tempo atrás a jovem trabalhou na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, antes do fechamento da unidade, e que foi afastada. "Alguns bebês que estavam sob responsabilidade dela tiveram problemas com a medicação e teve até óbito de crianças, por isso ela foi transferida para a maternidade", comentou uma técnica em Enfermagem que trabalha no HU.

A diretora do Hospital Universitário da Ulbra, Eleonora Gehlen Walcher, disse que não pode confirmar a informação porque ainda não fez o levantamento da ficha cadastral e profissional da técnica em Enfermagem, Vanessa Pedroso Cordeiro, junto ao setor de RH. "Ouvi comentários sobre a transferência dela pelo noticiário, mas como assumi em maio e isso teria ocorrido antes disso, não sei dizer. Me falaram que ela é uma pessoa doce e atenciosa com os pacientes e familiares, mas não a conhecia. Também sei que ela esteve afastada do HU por estar com suspeita de gripe A (H1N1)".

O pai de um dos bebês que foi intoxicado, Alexandre Fagundes e Silva, 29 anos, contou que a esposa dele teria dito que por pelo menos três vezes a técnica Vanessa esteve no quarto e levou o bebê para fazer exames. "Ela dizia que eram procedimentos comuns do hospital. A gente nunca desconfiou porque achava que era norma do hospital", salientou.

Psicóloga diz que psicopatia poderia ter sido constatada

A psicóloga Rosana Stroff do Amaral, especialista em recursos humanos, disse que os problemas emocionais da técnica em Enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro poderiam ser detectados durante o teste psicotécnico e a entrevista de emprego. Conforme ela, no exame de personalidade e no teste que mostra manchas em papéis e a pessoa precisa dizer o que enxerga é possível traçar as características emocionais da pessoa.

Além disso, Rosana destaca que os profissionais de saúde precisam passam por entrevistas periódicas, pelo menos anualmente. "Nestas entrevistas é preciso resgatar tudo o que a pessoa passou naquele ano, como está o convívio familiar, os relacionamentos particulares. É uma espécie de acolhimento do profissional", disse. Segundo a psicóloga, a técnica de Enfermagem deve ter dado sinais de que algo não estava bem, porque esse tipo de psicopatia não aparece de um dia para o outro. "É algo acumulativo", destacou.

Confira cobertura completa nas edições impressas dos jornais NH, VS e Diário de Canoas desta segunda-feira.

Tags/ palavras-chave:
Canoas , jovem , emprego , Ulbra , trabalho , gripe , saúde , Diário de Canoas , Natal





1 Comentários
Carla
Novo Hamburgo, 16/11/2009 às 22:18
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