Canoas - Para as pessoas que acompanharam o depoimento de Vanessa Pedroso Cordeiro, 25 anos, moradora de Esteio, técnica em enfermagem há cerca de dois anos no Hospital Universitário da Ulbra (HU), parecia estar claro que a mulher passa por transtornos psiquiátricos. "Usando como base o pouco que sabemos sobre a área forense, já dá paranotar que ela deve ter uma doença psiquiátrica séria", relatou o delegado titular do caso, Guilherme Pacífico, em coletiva à imprensa na manhã de ontem.
Conforme o médico sanitarista da Vigilância Sanitária de Canoas, Paulo Uzubaran – que estava rabalhando na investigação interna do caso e acompanhou a Polícia e a suspeita até a delegacia – "o que a fazia feliz era poder ajudar no atendimento das crianças, após elas apresentarem os sintomas". "Ela afirmava que
não queria matar os bebês, e sim salvá-los." Mais tarde, o chefe de investigações Sérgio Zolim relatou que Vanessa teria lhe dito que fazia as crianças passarem mal "para então presenciar um milagre de Deus".
Tanto o delegado Pacífico, quanto Uzubaran, descrevem o comportamento de Vanessa dividido em dois momentos. O primeiro, no carro, enquanto era encaminhada à delegacia, como uma pessoa muito calma. Já, quando foi mostrada a seringa e sua pochete, ela teria começado a chorar e mudado totalmente a
expressão serena. "Ela confessou que dava os medicamentos aos bebês,mas após a chegada do advogado, seu discurso mudou e ela negou", afirmou Pacífico.