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Polícia - 15/11/2009 11h46
Atualizado em 10/04/2011 22h29

Técnica intoxicaria bebês para provar que poderia salvá-los

Polícia acredita que separação dos pais e frustração com a profissão seriam os motivos do crime.


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Paloma Vargas e Daiane Potevin/Da Redação

Foto: Paloma Vargas e Daiane Potevin/D
Técnica aplicaria remédios em bebês para provar que poderia salvá-los
Técnica aplicaria remédios em bebês para provar que poderia salvá-los

Canoas  - O delegado responsável pelas investigações, Guilherme Pacífico, conta que a técnica em enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro teria relatado problemas de cunho religioso, além de casos de tentativa de suicídio na família, separação dos pais e uma frustração por não ser médica. Moradora de Esteio, a profissional de saúde é casada e não tem filhos. De acordo com a Polícia, são estes os fatores que teriam motivado Vanessa a cometer o crime. "O fato que chama mais a atenção no histórico de Vanessa é a forma com que ela relata a separação dos pais e uma nova irmã, ainda bebê, fruto do casamento do pai com outra mulher. Ela trata o fato como errado e não aceita."

Alguns atos médicos também são relatados como possíveis motivos para que Vanessa recorresse ao envenenamento. "Ela não é estudante de Medicina, mas diz que queria muito ser médica. Ela aplicava os medicamentos com o objetivo de mostrar que era capaz de salvar vidas’’, comentou Pacífico. Conforme o delegado, o fato de nenhum evento parecido ter ocorrido nos dias em que Vanessa não estava no HU contribuiu para aumentar as suspeitas sobre ela.

Segundo a coordenadora da Unidade Materno-Infantil do Hospital Universitário da Ulbra, enfermeira Angélica Bellinaso, "nada foi notado de anormal no seu comportamento". Sobre sua contratação da técnica em enfermagem no HU, o diretor jurídico da Ulbra, Jonas Eietrych, relata que não poderia afirmar ao certo
os procedimentos, por ter mais de dois anos, mas que "via de regra, todos passavam por exames psicológicos’’. "No Direito, quando se trata de psicopata, sabemos que o surto pode ser desencadeado a qualquer momento. Isso explicaria o comportamento normal dessa profissional, até então’’, lembrou.

Foto: Luciano Bergamaschi/GES

Tags/ palavras-chave:
crime , Esteio , casamento , Ulbra , saúde , medicamentos , júri , medicina





2 Comentários
Roseli de Fátima Mar
São Leopoldo, 17/11/2009 às 13:33
Onde estavam as enfermeiras responsáveis que deixaram esta pessoa (...) cometer estas loucuras?
Paulo Ricardo Bobsin
Ivoti, 16/11/2009 às 08:16
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