
Salvador - Salvador teve uma madrugada violenta nesta sexta-feira. Com a greve dos Policiais Militares, ocorreram assassinatos, assaltos e saques. O governador do estado, Jaques Wagner (PT), deve se pronunciar sobre o assunto hoje, às 20 horas.
Entre a 1 hora e as 6h45 da manhã foram 17 mortes. Além disso, pelo menos cinco lojas tiveram seus estoques saqueados. Em uma delas, criminosos usaram um carro para invadir a joalheria e roubar uma grande quantia em joias em menos de um minuto. Oito pessoas teriam participado da ação.
O sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo ameaça paralisar as atividades ainda hoje. Os empresários do setor se opõem à paralisação. Ontem, motoristas foram rendidos por policiais grevistas armados. Eles foram obrigados a entregar os veículos, que foram usados como barricadas no acesso ao Centro Administrativo da Bahia, no centro de Salvador, onde ficam os edifícios do Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado.
A Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), que iniciou a greve na terça-feira, não foi chamada para negociações. A entidade ainda não é reconhecida pelo governo. Manifestantes ligados à Aspra estão acampados em frente da Assembleia Legislativa.
Agentes da Força Nacional de Segurança e militares das Forças Armadas desembarcaram nas ruas de Salvador hoje para tentar controlar a situação.