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Notícias | Região Lixo vira energia

Testes para transformar lixo em gás e carvão

Fepam liberou empresa do Berto Círio a trabalhar por um ano com a chamada "pirólise"

Por Diário de Canoas
Última atualização: 12.11.2019 às 08:12

Empresa opera em fase de testes e resultados são promissores Foto: Fepam/ Divulgação
Parece nome feio, mas não é. Conforme a Divisão de Resíduos Sólidos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), “pirólise” é tão somente o processo de “decomposição da matéria orgânica por altas temperaturas, na ausência de oxigênio”. Essa tecnologia busca a redução da quantidade de resíduos gerados, reutilização e reciclagem, além do perfeito controle de possíveis efeitos ambientais. “Em principio, são utilizados reatores e não usam oxigênio, não são gerados compostos perigosos como numa queina comum, sem fogo, num processo mais lento de transformação”, destaca o secretário municipal de Meio Ambiente, Gustavo Rabaioli. “A pirólise não pode receber clorados, como o PVC, material que hoje é muito importante para o trabalho dos recicladores.” Empresa de Canoas na Berto Círio fazem importam esses reatores de pirólise e transforma resíduos borra e pneus processam num pavilhão. No RS, a Fepam emitiu autorização para dois projetos de pirólise, um empreendimentos em Canoas e outro em Farroupilha. A informação preliminar é a de que não é uma licença de operação, mas um fase de testes por um ano. As operações só estariam liberadas após a aprovação da tecnologia pela Fepam, após o prazo estipulado. 

É cedo para falar em parcerias com a Prefeitura e volume de comercialização da matéria-prima transformada. O potencial de Canoas é grande: o município gera mais de 250 toneladas/dia de resíduos (descontando a parte dos recicláveis). Já existe, no Estado e fora, empresas testando tecnologias de combustão, que a Fepam não aprova. A primeira aprovação é a de agora, graças aos reatores que atenderiam 15 toneladas dias cada um, mais limpos que os outros projetos apresentados até agora ao órgão fiscalizador ambiental gaúcho. “Recebo de maneira positiva a notícia, nossa destinação de resíduos hoje é pelo transbordo à fazenda Guajuviras para Minas do Leão”, aponta o secretário. “Se conseguíssemos produzir valor econômico agregado, com baixo impacto, seria algo muito importante.”

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