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Ivoti - 08/02/2012 09h49
Atualizado em 08/02/2012 09h58

Município tem verdura fresquinha sem terra e sem agrotóxico. Veja vídeo

Cidade é destaque na produção de alface e rúcula hidropônica em estufas.


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Fagner Marques/ Da Redação

Foto: Néia Dutra/GES
Produção: Tanaka diz que, apesar do alto custo, a hidroponia vale a pena
Produção: Tanaka diz que, apesar do alto custo, a hidroponia vale a pena

Ivoti  - Uma alternativa para quem busca uma alimentação mais saudável e quer ficar longe dos agrotóxicos, é apostar no consumo das verduras hidropônicas. A forma de cultivo, que consiste na criação de plantas em estufas, sem o contato direto com o solo, ainda é pouco difundida no País. Porém, a produção apresenta resultados satisfatórios, com alimentos livres de produtos químicos. Por esse motivo, a Associação Brasileira de Hidroponia acredita que o número de agricultores que utilizam-se desta forma de plantio cresce em torno de 30% ao ano no Brasil.

O casal de produtores rurais Ikuko e Masamichi Tanaka se dedicam à hidroponia há, pelo menos, dez anos, na Colônia Japonesa, interior de Ivoti. Os Tanaka, que já possuem experiência com o cultivo tradicional, decidiram trocar a terra pelas estufas em busca de hortaliças mais saudáveis.

Alto custo compensa

“O investimento é muito alto, mas o resultado compensa”, afirma Tanaka. De acordo com ele, o custo de uma estufa, com produção de cerca de 25 mil pés por mês, gira em torno de R$ 100 mil. O alto investimento fez com que outros dois produtores da região desistissem da hidroponia, restando apenas a famíla Tanaka. O esforço, contudo, rende frutos. Desde o ano passado, os agricultores fornecem alface e rúcula para uma grande rede de supermercados gaúcha.

OS CONTRAS

Embora o calor e a falta de chuva não afetem o crescimento das plantas, uma vez que a irrigação ocorre de forma de forma artificial, a seca e as temperaturas extremas deste verão são inimigas dos produtores hidropônicos. Devido à não utilização de defensivos agrícolas, as plantas ficam mais suscetíveis ao ataque de pragas que destroem a plantação. “O calor e a seca fazem com que os bichos se multipliquem, e eles acabam atacando as estufas e comprometendo a produção”, explica Tanaka, que perdeu todas as verduras produzidas em uma de suas estufas.

Como funciona

1 - As mudas são “plantadas” em pequenos pedaços de esponja e colocadas em canos furados.

2 - A água é retirada de açudes ou poços artesianos e depositada em reservatórios onde são colocados os nutrientes que as plantas receberiam no solo.

3 - A solução é levada até os canos onde estão as mudas, onde elas são irrigadas de forma ininterrupta.

4 - Em torno de 30 dias, as plantas estão prontas para o consumo.






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