Internet - 04/03/2010 15h09
Atualizado em 10/04/2011 22h26

CPI pede explicações ao Google sobre conteúdos pedófilos postados em site

Senado vai requerer quebra de sigilo telefônico de autores de postagens no YouTube.


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Agência Brasil

Brasília  - A comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado que investiga casos de pedofilia determinou nesta quinta-feira ao provedor Google a transferência do sigilo telemático de cerca de 1,2 mil dados e fotos do site YouTube postados em páginas do site de relacionamento Orkut.

O presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), afirmou que, apesar do termo de conduta ajustado com o Google há dois anos para a criação de ferramentas de bloqueio a páginas que contenham material pornográfico com crianças e adolescentes, ainda foram encontrados conteúdos desse tipo em mais de 1,2 mil vídeos no You Tube, comprado pelo provedor.

O Google terá cindo dias, a contar do recebimento da comunicação, para repassar todos os dados. O objetivo é identificar o IP – número de identificação – do computador de onde partiu a postagem dos vídeos e fotografias contendo abusos sexuais a crianças e adolescentes. Magno Malta explicou que, de posse desses números, será possível requerer a quebra de sigilo telefônico ao qual o computador está conectado e saber quem são os autores das postagens.

Quando foi acertado com representantes do Google o termo de conduta, a empresa requereu prazo de um ano para criar as ferramentas necessárias, com o objetivo de coibir o acesso a materiais de pornografia infantil. Um ano e dois meses depois, ainda foram encontrados esses vídeos. "Pode ser que essas ferramentas não sejam suficientes", ressaltou o senador.

Por isso, na próxima terça-feira, a CPI deve convidar representantes da empresa para explicar as ferramentas de proteção em funcionamento e os motivos pelos quais ainda estão ativos materiais pornográficos em sites como o YouTube.

Tags/ palavras-chave:
adolescente , Senado , pornografia , Google , Orkut





1 Comentários
Martim
Novo Hamburgo, 04/03/2010 às 16:09
A CPI investiga o conteúdo telemático, mas com as meninas nas ruas das capitais ninguém parece estar preocupado. Pior ainda, alguns dos filmes ilegais muitas vezes são protagonizados por brasileiras. Assim, a CPI deveira ir às ruas e sair um pouco da Internet.
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