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Notícias | Rio Grande do Sul Arte

Viúva de Iberê Camargo, Maria Coussirat Camargo, morre aos 98 anos

Velório ocorre nesta quarta, das 14 às 20 horas, no átrio da Fundação Iberê Camargo

Última atualização: 27.02.2014 às 11:10
Foto: Mathis Cramer/Divulgação
Porto Alegre
- A viúva de Iberê Camargo, Maria Coussirat Camargo, morreu na terça-feira (25), aos 98 anos. Ela estava no Hospital Moinhos de Vento e morreu de causas naturais. O velório será nesta quarta-feira (26), das 14 às 20 horas, no átrio da Fundação Iberê Camargo.
 
O sepultamento acontece na quinta (27), às 11 horas, no Cemitério Santa Casa. Maria foi a grande idealizadora da Fundação Iberê Camargo e guardiã do acervo do artista. 
 
Ela esteve ao lado de Iberê Camargo por 54 anos. O casal se conheceu em 1936, quando Iberê mudou-se de Restinga Seca para Porto Alegre. Foi Dona Maria, na época ainda estudante de Belas Artes, que emprestou ao então jovem Iberê os materiais com os quais ele pintou seu primeiro quadro, na Cidade Baixa. O namoro começou e virou casamento em 1939. Ao lado do marido, ela mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1942, de onde voltaram apenas nos anos 1980 para Porto Alegre. Em 1948, o casal viajou para a Europa, onde permaneceu por dois anos, devido aos estudos de Iberê em Roma e em Paris.
 
Até seu falecimento, aos 98 anos, Dona Maria viveu na residência que foi a primeira sede da Fundação Iberê Camargo, no bairro Nonoai, em Porto Alegre. Em 1995, doou para a Instituição todo seu acervo, composto por obras do marido – entre desenhos, pinturas e gravuras –, constituindo a coleção que hoje leva o seu nome e que pode ser vista pelo público durante as exposições.

“Quando eu estiver deitado na planície, indiferente às cores e às formas, tu deves te lembrar de mim. Aí onde a planície ondula, a terra é mais fértil. Abre com a concha da tua mão uma pequenina cova e esconde nela a semente de uma árvore. Eu quero nascer nesta árvore, quero subir com os seus galhos até o beijo da luz. Depois, nos dias abrasados, tu virás procurar a sua sombra, que será fresca para ti. Então no murmúrio das folhas eu te direi o que o meu pobre coração de homem não soube dizer"
Poema de Iberê Camargo à Maria Coussirat Camargo


 
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