

Estados Unidos - A família do cantor Michael Jackson, morto na quinta-feira passada, anunciou nesta segunda-feira (29) oficialmente que tem intenção de promover um funeral público para o cantor e que a cerimônia será aberta aos fãs. Mas o pai de Michael, Joe Jackson, disse que o funeral está condicionado primeiro à apuração do que aconteceu com seu filho. A intenção foi reafirmada por Janet Jackson, irmã do músico, que disse que a autorização para o funeral virá após a família conhecer o resultado da segunda autópsia que foi feita no corpo do cantor, o que poderá acontecer em dias.
Joe Jackson negou que a cerimônia fúnebre será no rancho Neverland, onde Michael viveu até o final do processo que sofreu por acusação de pedofilia. "Não decidi ainda o que vai acontecer", disse Jackson. "Vai ser de um jeito do qual Michael pode se orgulhar."
Para ajudar a decidir sobre a cerimônia, Joe e Katherine Jackson convocaram um antigo conselheiro da família, o reverendo Al Sharpton, de Atlanta (Geórgia), que esteve hoje (29) na residência dos Jackson em Encino, Califórnia, nas imediações de Los Angeles. O pastor improvisou uma coletiva de imprensa no local, ao lado do pai de Michael, e ponderou que os planos para o funeral deveriam ser cuidadosos, não improvisados.
Muita gente analisou a súbita receptividade do pai de Michael Jackson como uma forma que ele encontrou para dissipar o mal-estar que causou uma entrevista sua à rede de televisão CNN. Na entrevista, Joe Jackson passou a maior parte do tempo promovendo o selo discográfico que está lançando, o Ranch Records. Muitos fãs de Michael Jackson se sentiram ultrajados pelo comportamento do pai do cantor, segundo fóruns travados em pequenos jornais, como o "Examiner", de Encino, e o site "TMZ".
"Estou aqui para assegurar que Michael receba na morte aquilo que nunca teve em vida - ele nunca teve crédito. Ele não era um esquisito, ele era um gênio. Não foi excêntrico, mas um inovador que quebrou barreiras e deve ser dado a ele mais reconhecimento do que teve", afirmou Al Sharpton.
Também hoje, a mãe de Michael Jackson, Katherine, conseguiu na Justiça a guarda provisória dos três filhos do cantor - Prince Michael Jr., de 12 anos, Paris Michael Katherine, de 11, e Prince Michael II, de 7. O juiz Mitchell Beckloff, da Corte de Los Angeles, determinou uma audiência no dia 6 de julho, às 8h30 Os advogados de Katherine defenderam na corte que Debbie Rowe, mãe biológica de duas das crianças, não tem uma relação com os menores e que, se ela tivesse sua custódia, isso poderia ser prejudicial aos filhos do cantor. Em contrapartida, a avó dos garotos já tem uma "longa relação estabelecida" com os netos.
Para a guarda definitiva, segundo observadores, está se anunciando longa batalha. Debbie Rowe, por ser mãe biológica, tem direitos legais que podem ser decisivos no julgamento final pela custódia definitiva das crianças.