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Futebol - 10/02/2012 09h25
Atualizado em 10/02/2012 09h23

Técnico Caio Jr. reage a críticas e começa a sucumbir à pressão

Na coletiva após a vitória do Grêmio sobre o Ypiranga, ele deixou o local sem responder a perguntas.


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Luiz Fernando Siqueira/Da Redação

Foto: Diego da Rosa/GES
Técnico Caio Jr. deixou a coletiva após a vitória do tricolor sobre o Ypiranga sem responder a muitas perguntas
Técnico Caio Jr. deixou a coletiva após a vitória do tricolor sobre o Ypiranga sem responder a muitas perguntas

Porto Alegre  - A vida de um treinador de futebol é dura. Para o técnico Caio Jr., no Brasil a função não pode ser desenvolvida por um ser humano. É algo mais que consistente. Talvez deva ser ocupado o cargo por um extraterrestre, um alienígena, um “Sobrenatural de Almeida”, a carinhosa definição dada pelo escritor Nelson Rodrigues aos fatos inexplicáveis do futebol. Mas Caio está impossível. Ele anda impossível. Do jeitão calmo, quieto e dócil de quem entrou pela primeira vez no Estádio Olímpico, em 1980, para se tornar um atleta profissional, até os dias de hoje, foi grande à mudança em sua rotina.

Agora vê em cada declaração contrária às suas convicções um inimigo fortemente armado. E se utiliza de um velho antídoto: agredir antes de ser agredido. Ao retornar para o segundo tempo, no Colosso da Lagoa, Caio foi ríspido com a equipe. “O time tem que mostrar pegada. Sem vontade não se faz nada nesta vida. A defesa bateu cabeça no gol do Ypiranga”, justificou. Pronto! Foi o que bastou para disparar a sua metralhadora para todos os lados.

Azuis

  • Inquieto à beira do gramado com o desenrolar da segunda etapa, Caio Jr. escutava o som intragável vindo da arquibancada e quase uníssono: “burro, burro, burro!!!”
  • Depois da vitória sobre o Ypiranga, com o gol salvador de Douglas Groll, Caio Jr. foi para a entrevista coletiva consciente de que seria cobrado sobre o parco futebol apresentado pelo Grêmio. Quando tentava explicar as dificuldades encontradas pelo time, ele deixou o local sem responder às perguntas. Após alguns minutos, por insistência da assessoria de imprensa tricolor, Caio ressurgiu e pediu desculpas aos jornalistas: “Vocês não sabem o que é ser treinador. É muita pressão”, resumiu o técnico
  • Dias atrás, o técnico gremista já se sentia acuado ao ter afirmado que “Ninguém fala que o Guardiola é Professor Pardal”, forma clássica de explicar às mexidas constantes no time
Tags/ palavras-chave:
Grêmio , Futebol , tricolor , Olímpico , Estádio Olímpico





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