
Pará - O Inter pode anunciar um novo reforço para o ataque, mas depende de uma grande briga que ocorre no Pará. Segundo o jornal Diário do Pará, o clube gaúcho estaria acertando o empréstimo do atacante revelação Moisés, do Paysandu, que disputa a Série C. No entanto, a situação está muito complicada, e ganhou um capítulo tenso neste domingo, 5, quando o presidente do clube fez duras críticas as atitudes do atleta, que desejaria jogar no Santos.
O presidente Luiz Omar Pinheiro viajou para São Paulo nesta segunda-feira, 6, para tentar fechar o empréstimo, e afirma que se o jogador não aceitar, entrará na justiça por quebra de contrato. "Eu quero dedicar essa vitória àquele que foi ídolo e hoje se tornou o inimigo dessa grande torcida, que é o Moisés", ironizou, após o clube vencer o São Raimundo no domingo e garantir a classificação para a próxima fase do campeonato. "Ele pensa que é o Pelé, mas está longe disso e pode ir para onde bem entender, mas de graça ele não vai. Os empresários não vão ganhar dinheiro. A proposta está em pé, o jogador está pronto para viajar. O clube vai pagar pelo empréstimo dele, de um ano, com um salário compatível".
Um dos problemas em relação a situação do jogador seria a interferência de empresários, que segundo o presidente querem 15% do valor da negociação. E sobrou também para o time da Vila Belmiro. "Eu já ouvi falar que os advogados disseram que ele não vai. O certo é que existe uma proposta concreta para ele jogar lá, entre o Paysandu e o Internacional, sem intermediários no meio. A proposta é bem melhor do que a do Santos e, se fosse igual, ele iria para o Internacional, pois é o Santos que está por trás de toda essa palhaçada que estão fazendo com o Paysandu. Quando a gente mais precisa dele, ele não faz uma partida pela Série C?", questiona.
Caso a negociação com o Inter for concluída nesta segunda, Luiz Omar já avisou que enviará a passagem para que Moisés viajasse à tarde. "Se ele não for isso vai caracterizar quebra de contrato. Ele é um ingrato", exclamou.
Moisés pede sua rescisão com o Paysandu, com a alegação de que o clube não recolheu corretamente o FGTS e INSS descontados do salário, e quer R$ 2.096.631,89 na ação. O atleta pretende se transferir para o Santos, que oferece 100 mil reais para tê-lo até o fim do ano. Mas a direção considera a oferta irrisória, e só aceita liberá-lo se receber 2,5 milhões, referentes a quebra de contrato.