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Economia - 08/05/2009 14h41
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Consumo de cerveja no Brasil resiste à crise econômica

No primeiro trimestre deste ano, vendas da Ambev avançaram 7,6%.


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Agência Estado

São Paulo  - A crise econômica não afetou a relação entre o brasileiro e a cerveja. A constatação é do diretor geral da AmBev, João Castro Neves, ao dizer que a companhia não está verificando queda no consumo de cervejas no Brasil, apesar da crise financeira mundial. Em outros mercados nos quais a companhia atua, como Canadá e Argentina, a cervejaria já vem verificando retração nas vendas. Segundo Neves, a economia brasileira não foi tão afetada pela crise de crédito como em outros países, mas ressaltou que alguns efeitos da recessão global, como o aumento do desemprego no País, podem afetar a demanda por seus produtos.

No primeiro trimestre de 2009, as vendas de cerveja da AmBev, que responde por aproximadamente 67% do mercado brasileiro, avançaram 7,6%. Neves admitiu, no entanto, que condições climáticas favoráveis e a ocorrência do Carnaval mais tarde este ano contribuíram para esse comportamento, além do crescimento da renda. Mesmo assim, demonstrou otimismo em relação às operações no País.

O executivo lembrou que as condições de mercado permitiram que a companhia promovesse reajustes de preço no início do verão, para compensar os efeitos do aumento na tributação no setor. Segundo ele, alguns concorrentes seguiram o aumento de preço integralmente, o que possibilitou a recuperação da participação de mercado da líder.

Entre outubro de 2008 e janeiro de 2009, a participação de mercado da AmBev passou de 67,8% para 67%, segundo dados da Nielsen. Em fevereiro, a companhia iniciou uma recuperação, atingindo fatia de 67,2% no mercado de cervejas, que foi mantida em março. Segundo Neves, essa foi uma das melhores evoluções de market share da companhia após a promoção de reajuste de preço.

O executivo demonstrou preocupação quanto à possibilidade de um novo aumento de tributação para o setor de bebidas. Ele disse que a direção da companhia vem mantendo conversas com membros do governo federal. "Explicamos que um aumento de impostos adicional reduziria os volumes da indústria, o que impactaria negativamente a arrecadação e seria ruim para todos", disse. Para Neves, o governo pode aumentar a arrecadação ao combater a sonegação no setor, e não por meio de aumento da carga tributária.






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