Economia - 27/02/2009 18h03
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Dólar sobe 2,42% no mês e fecha fevereiro cotado a R$ 2,371

Mercado de câmbio doméstico monitorou a oscilação externa da moeda americana e das bolsas.


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Agência Estado

São Paulo  - O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,15%, negociado a R$ 2,371 no mercado interbancário de câmbio. No mês de fevereiro, que se encerrou hoje para o mercado de câmbio, o dólar comercial acumulou alta de 2,42%. No ano, a variação da moeda americana é de 1,54% até hoje.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), nos contratos de liquidação à vista, o dólar subiu 1,09% hoje e fechou a R$ 2,3695. Nesse caso, a alta acumulada em fevereiro foi de 2,27% e no ano está em 2,44%.

O mercado de câmbio doméstico monitorou a oscilação externa do dólar e das bolsas, mas a disputa em torno da formação da taxa Ptax (média de referência publicada pelo Banco Central) de fim de mês concentrou as atenções hoje. Os investidores posicionados na compra em dólar futuro se destacaram nessa briga ao assegurar a oscilação em alta do dólar à vista. A taxa Ptax de hoje liquidará os contratos futuros de dólar com vencimento em março negociados na BM&F e também servirá de base para os ajustes do vencimento de US$ 7,1 bilhões em contratos de swap cambial, dos quais o BC renovou em três leilões 95% desse total ou cerca de US$ 6,787 bilhões. Esses dois compromissos vencem na segunda-feira, dia 2 de março.

"A correção da moeda no mês foi contida em parte pelo fluxo cambial positivo registrado até 20 de fevereiro, de US$ 796 milhões", disse o operador José Carlos Amado, da corretora Renascença. Segundo ele, em meio ao fluxo favorável, o patamar de dólar ao redor de R$ 2,30 parece adequado ao mercado e ao BC. Pelo menos é o que parece tendo em vista que a autoridade monetária não realiza leilão de venda de moeda diretamente ao mercado desde 4 de fevereiro.

No exterior, a revisão em baixa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre de 2008 e o acordo entre o Citigroup e o Tesouro dos EUA para salvar a instituição financeira repercutiram negativamente. Pelo acordo divulgado, será elevado para 36% a participação do governo norte-americano no Citigroup e diluído em quase 75% o valor das ações ordinárias do banco. O Citigroup informou também a suspensão da distribuição de dividendo aos acionistas preferenciais e que as baixas contábeis do balanço já divulgado do quarto trimestre atingiram US$ 10 bilhões, elevando para US$ 27,7 bilhões o prejuízo em 2008.

Paralelamente, o Departamento do Comércio dos EUA informou que a recessão norte-americana se aprofundou mais do que havia calculado anteriormente. O PIB registrou uma queda ajustada de 6,2%, taxa anual, entre outubro e dezembro. O declínio de 6,2% é o pior resultado trimestral desde o declínio de 6,4% no primeiro trimestre de 1982.

Tags/ palavras-chave:
BM , governo , Banco Central , câmbio , EUA , prejuízo , PIB





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