Novo Hamburgo - A recuperação eletromecânica da Casa de Bombas localizada no limite entre São Leopoldo e Novo Hamburgo deve estar concluída em 60 dias. A previsão é do engenheiro técnico do projeto de controle de enchentes, Ricardo Aoki, e do geólogo Antonio Carlos Geske. Os dois são do Ministério da Integração Nacional e acompanham a reforma.
Na próxima semana terá início, segundo Geske, o desassoreamento, a limpeza dos poços. ‘‘No fundo deles há terra, lodo’’, observa o geólogo. ‘‘O trabalho deverá estar concluído em 60 dias, juntamente com a conclusão da recuperação eletromecânica da casa de bombas’’, prevê.
Obra prioritária para cidades
A casa de bombas localizada no limite de São Leopoldo e Novo Hamburgo apresentava problemas. O local recebeu melhorias que somam R$ 2,2 milhões. ‘‘Das sete bombas, apenas uma estava funcionando’’, observa o engenheiro Ricardo Aoki. Na quarta-feira, cinco das sete bombas já estavam totalmente recuperadas. Em outras duas faltam ser instalados os motores que foram reformados. ‘‘Já estão prontos e serão buscados em Canoas’’, diz o engenheiro da empresa contrata para reforma das casas de bombas, Luiz André Mendes.
Entenda as melhorias
Das seis casas de bombas que integram o Sistema de Contenção das Cheias em São Leopoldo, cinco estão localizadas em São Leopoldo e uma no limite com Novo Hamburgo. Embora a administração seja de Novo Hamburgo, a casa também integra o Sistema de Contenção de Cheias de São Leopoldo
Os recursos para a reforma foram buscados por São Leopoldo, que licitou e contratou a empresa para a reforma
A vazão da casa de bombas Brás/Santo Afonso, que tem sete bombas, é de 18 mil litros de água por segundo. Conforme o geólogo Antonio Geske, nunca se precisou ligar todas as bombas de uma só vez. ‘‘As seis casas de bombas juntas têm capacidade de 216 milhões de litros por hora, sendo que 64,8 milhões de litros por hora só na Brás. Dificilmente se terá enchentes em São Leopoldo. As casa de bombas foram projetadas para evitar isso’’, comenta