Cotidiano - 22/08/2009 15h18
Atualizado em 10/04/2011 22h28

Apae de SL faz caminhada para marcar uma semana especial

Até a próxima sexta-feira diversas atividades serão promovidas em toda região.


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Da redação

São Leopoldo  - Uma caminhada pelas principais ruas do Centro marcou o início da Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual ontem. Profissionais, pais e os próprios alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Leopoldo (Apae) distribuíram panfletos com informações sobre o trabalho desenvolvido na entidade. Até a próxima sexta-feira, todos estarão envolvidos em exposições de atividades e homenagens em diferentes locais da cidade. Na região, diversas ações também serão promovidas em alusão à semana, que tem o objetivo de ressaltar as dificuldades e conquistas das pessoas com deficiência.

Ontem, a caminhada partiu da sede da Apae, na Avenida Theodomiro Porto da Fonseca e passou pelas Ruas São Caetano, Primeiro de Março, Presidente Roosevelt e Independência. A diretora da Apae, Soraina Rodrigues, ficou satisfeita com a receptividade da população. "Um comerciante que auxilia a associação há muito tempo nas atividades se uniu a nós quando nos viu passando pela Independência’’, disse ela, que avaliou a atividade como positiva.

Na próxima segunda-feira, durante todo o dia, serão apresentados vídeos com as diferenças a serem trabalhadas em sala de aula. Na terça-feira, às 15 horas, será promovida uma sessão solene na Câmara de Vereadores, quando haverá apresentação do grupo de balé e de dança da Apae. Na quarta-feira, será aberta às 10 horas a exposição de trabalhos de alunos e mães da Apae no Bourbon Shopping. O material pode ser conferido até o dia 30 de agosto. No último dia da semana, sexta-feira, para as mães da Apae será dedicada uma palestra sobre a saúde da mulher, na sede da instituição, às 9h30.

PRECONCEITO - Para a dona de casa Rita Ivone Nascimento, 46 anos, a luta da Apae é uma bandeira antiga. Ela está ligada à instituição há mais de 20 anos, pois dois de seus quatro filhos usaram os serviços da Apae. "O Claudio, que tem 26 anos, frequentou muito tempo e ainda hoje vem de vez em quando. A Andrieli, que tem 9 anos, estuda aqui desde bebê’’, contou a mãe, que não vai à escola apenas para buscar e levar a menina. Rita ajuda nos trabalhos na cozinha e no conselho fiscal. "É uma batalha que não tem fim. Já evoluiu muito nesses 20 anos, mas ainda existe preconceito. Muitas vezes no ônibus ouvi pessoas chamando (meus filhos) de loucos. Eles não são loucos, são especiais e muito carinhosos. Não escondo meu filhos. Saio com eles na rua, eles não precisam ficar em casa’’, disse a mãe.






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