Comportamento - 02/07/2010 14h12
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Brasileiro acredita que é preciso reduzir desigualdade entre homem e mulher

Nigéria foi o único país onde menos da metade dos entrevistados acredita em direitos iguais.


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Agência Brasil

Foto: Agência Brasil
Brasileiro acredita que é preciso reduzir desigualdade entre homem e mulher
Brasileiro acredita que é preciso reduzir desigualdade entre homem e mulher

Brasília  - O Brasil é o segundo país em que mais se acredita que há necessidade de avançar para reduzir a desigualdade entre homens e mulheres. A conclusão da pesquisa do instituto Pew Research Center, dos Estados Unidos, que ouviu 24.790 pessoas em 22 países. No Brasil, 95% dos entrevistados acreditam que as mulheres devem ter direitos iguais aos dos homens, e 84% responderam que é preciso ser feito mais para que isso seja atingido.

As informações são da agência BBC Brasil. No Japão, 89% dos entrevistados afirmaram que são necessárias mudanças para aumentar a igualdade entre os sexos. Em 19 dos 22 países, a maioria dos entrevistados concorda que um casamento em que marido e mulher dividem despesas e responsabilidades domésticas é mais satisfatório do que o casamento em que o homem é o provedor e a mulher cuida do lar.

No Brasil este número chega a 84%, mas em países de maioria muçulmana, a resposta não foi tão unânime. O Paquistão foi o único país onde a maioria dos entrevistados (79%) acreditam que um casamento em que o homem provém e a mulher cuida da casa é melhor.

A pesquisa ocorre no momento em que se comemora os 15 anos da 4ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Mulheres, em Pequim. Na conferência houve a declaração definindo que "homens e mulheres deveriam dividir poder e responsabilidade em casa, no trabalho e nas comunidades nacionais e internacionais". A pesquisa do instituto Pew foi promovida em parceria com o jornal International Herald Tribune.

De acordo com o estudo, a maioria dos entrevistados em quase todos os países pesquisados expressou apoio à igualdade entre homens e mulheres e concordou que as mulheres devem poder trabalhar fora. A Nigéria foi o único país onde menos da metade dos entrevistados acredita na igualdade de direitos (45%).

Em relação à pergunta sobre o direito à igualdade em caso de um mercado de trabalho escasso, aumenta o número de pessoas respondendo que os homens deveriam ter prioridade na busca por empregos.

No Brasil, 37% dos entrevistados concordaram com a afirmação. Em países de maioria muçulmana, este número foi bem mais alto: 74% na Indonésia, 82% no Paquistão, 77% na Nigéria e 75% no Egito. Na Índia, o número chegou a 84%. Na França, onde 75% dos entrevistados acreditam que a vida dos homens "é melhor do que a das mulheres", esse foi o índice mais alto em relação aos outros países desenvolvidos.

No Brasil, 42% acreditam que a vida dos homens é melhor, em comparação com 49% na Alemanha, 45% na Espanha e 39% nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. O Japão e a Coreia do Sul foram os dois países onde mais entrevistados acreditam que a vida das mulheres é melhor – 47% entre os japoneses e 49% entre os sul-coreanos.

Foto: Divulgação




1 Comentários
Carlos Roberto
Novo Hamburgo, 02/07/2010 às 19:14
Vamos buscar a igualdade entre os homens da sociedade e os do governo, em direitos e deveres iguais, sem separar sexo, raça, classe, idade ou qualquer outra diferença, que teremos, aí sim, justiça social. A impunidade e a corrupção são os maiores males do Brasil atual. Os competentes se destacarão.
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