

Canoas - Colocar a casa em ordem foi a tarefa de centenas de canoenses nesta terça-feira. O dia seguinte ao temporal que castigou a cidade com rajadas de vento de mais de100 quilômetros por hora foi marcado pelo sol forte e pelo recomeço. Moradores dos bairros Olaria e Estância Velha, os que mais sofreram com destelhamento de casas, com a falta de energia elétrica, com quedas de árvores, ruas obstruídas e transporte público interrompido passaram o dia contabilizando perdas. Em toda a Canoas, em torno de 200 casas apresentaram danos.
Família desmonta estrutura que restou
A desempregada Silvana Jordan Freitas, 31 anos, e a família dependem exclusivamente da ajuda da Prefeitura para poder reconstruir a casa. O imóvel de madeira na rua Rosa Cruz, no Olaria, foi arrastado pelo vento. No pátio, parte de um guarda-roupas, a mobília da cozinha e algumas roupas secavam ao sol. "Os eletrodomésticos eu não sei se vão prestar. O grosso da casa estragou todo. Vamos ter de trocar." Durante toda a terça, com a ajuda de vizinhos, a família Freitas desmontava a estrutura que restou em pé. "Estamos vendo o que dá para aproveitar. Telhas que não quebraram, madeira inteira estamos separando", contou Silvana. Mas é a ajuda do poder público que possibilitará à família ter novamente um teto. "Amanhã (hoje) chega o material que a Prefeitura vai nos fornecer."
Bombeiros trabalham no corte de árvores
Quatro equipes do Corpo de Bombeiros estão atuando exclusivamente no corte das árvores que caíram com a força do vento. Para atender os casos mais urgentes a prioridade ontem era a remoção de galhos em cima das casas, fiação elétrica ou que atrapalhassem a passagem de veículos e serviços essenciais. Para dar conta do volume de pedidos os soldados atuam 12 horas por dia.
Na tarde de ontem, mais um chamado foi atendido no bairro Olaria. Por volta das 15 horas a equipe chegou à moradia de Cláudia Regina Sarpa Rodrigues, 50, localizada na rua Ester Rigo. O cenário era o mesmo de muitos vizinhos. A árvore que ficava colada ao muro caiu em cima de parte do telhado e ficou atravessada no pátio. "Levei um susto porque foi bem onde é o meu quarto", disse ela.
Hoje, Bombeiros devem remover galhos de árvores junto à passarela da Tiradentes. O trabalho exigirá um guincho no local.
Foto: Claiton Dornelles/GES