Novo Hamburgo - Foi por sorte, segundo a Metsul Meteorologia, que o ciclone que se aproximou do litoral norte se deslocou para o oceano e não invadiu o território do Rio Grande do Sul. A tempestade tropical, que está na costa, segue o seu deslocamento para o Leste, distanciando-se do continente. No entanto as consequências dessa tempestade foram sentidas ontem com a instabilidade e o abafamento. Em Novo Hamburgo, nuvens escuras e o sol disputaram o espaço durante todo o dia.
Nesta quinta-feira, o sistema de baixa pressão seguirá se afastando do Sul do País, mas ainda deixa o dia instável. O calor e a alta umidade do ar provocam pancadas de chuva em alguns locais.
A MetSul e a Defesa Civil do Estado informaram que o fenômeno deverá se dissipar em alto mar. O ciclone se deslocou da costa do Espírito Santo até aproximadamente 100 quilômetros do litoral do Rio Grande do Sul.
LITORAL
A Defesa Civil do Estado segue monitorando a evolução do ciclone extratropical na costa gaúcha, que já foi classificado pelos meteorologistas como tempestade tropical. Uma estação móvel de meteorologia foi instalada em Tramandaí para o acompanhamento do fenômeno climático. Está mantido o alerta para que embarcações permaneçam na costa gaúcha. A tendência é que o centro da tempestade fique em mar aberto até a sua dissipação.
CICLONE
Segundo a MetSul Meteorologia, o ciclone se deslocou cerca de 100 quilômetros na direção Leste da costa gaúcha, se encaminhando para alto-mar. Na manhã de ontem, a MetSul rebaixou o status do ciclone de tempestade tropical (com ventos acima de 60 quilômetros por hora) para depressão tropical (com ventos entre 30 e 60 quilômetros por hora). Quando uma tempestade tropical é identificada o fenômeno recebe um nome e tem sua trajetória monitorada.