
Canoas - Quatro meses após a explosão da base da Ipiranga Distribuidora, no bairro Industrial, o inquérito sobre o acidente está parado na 1ª Delegacia de Polícia de Canoas, responsável pelas investigações. Conforme o chefe do Cartório da delegacia, Paulo Silvan, o servidor que cuida do caso passou o mês de janeiro em serviço na praia e agora está em férias. Os trabalhos devem ser retomados em março, acredita Silvan.
A base ficou interditada durante uma semana entre o final de janeiro e o início deste mês, cumprindo determinação do Ministério do Trabalho e Emprego. O Ministério Público do Trabalho entrou com ação, exigindo que a empresa tenha operadores na plataforma para o abastecimento dos caminhões, serviço feito atualmente pelos motoristas.
Operadores a partir de maio
Desde quinta-feira, dia 2, a base da Ipiranga funciona normalmente, após acordo entre o sindicatos patronais e de trabalhadores do setor. O local já havia sido fechado em outubro, logo após o acidente que feriu seis pessoas, mas a empresa, por meio de liminar, conseguiu reverter a situação. Segundo o presidente do Sindiliquida, Raul Stabel, a Ipiranga tem até 1º de maio para contratar operadores para o abastecimento dos caminhões.
Motorista tem sequelas
Dos seis feridos, o motorista do caminhão que explodiu Valmir Bombagio, 43 anos, ficou em situação mais delicada. Ele esteve internado 30 dias no Hospital de Pronto-Socorro de Canoas, recuperando-se das queimaduras. Bastante abalado, ele não concede entrevistas. Sua mulher, Viviane, conta que a família passa por uma situação difícil, tanto financeira como psicológica. “Antes ele decidia tudo. Agora, depende dos outros, sente muitas dores.” Morador de Osório, no litoral norte, havia 14 anos que Bombagio vinha todos os dias a Canoas buscar combustível para o posto onde trabalha há mais de duas décadas.