Canoas - Donas de casa devem preparar-se para um item mais salgado na cozinha: o preço do gás. O início do mês foi marcado pela data-base (período de reajuste salarial) dos funcionários de companhias que repassam gás para empresas. Até agora, apenas alguns estabelecimentos em Canoas sentiram a diferença no preço. Outras já compraram o produto com o novo valor, porém ainda esperam para repassar aos comerciantes.
A mudança dependerá também da decisão pelo aumento ou não no valor do combustível pelas empresas. O presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras, Comercializadoras e Revendedoras de Gases em Geral no RS (Singasul), Ricardo Tonet, adianta que não há uma tabela específica para o aumento do produto. "Isso diz respeito especificamente a uma questão de mão de obra dessas empresas. Ao atender as reivindicações desses funcionários, eles acabam onerando o valor do produto", explica.
Tonet garante também que a alteração não chegará ao Gás Natural Veicular (GNV), já que a data-base dos funcionários do estabelecimentos dessa área não é na mesma época.
Alta de até R$ 1 no botijão
Das empresas procuradas pela reportagem ontem, algumas já sabiam que haveria aumento de preço, mas não de quanto. Por outro lado, em alguns locais os botijões já começaram a ser vendidos com acréscimos que variam de R$ 0,57 até R$ 1. Atualmente, o preço do botijão convencional, de 13kg, varia de R$ 38 a 40 já com o aumento.
Para Liliane Ávila da Silva, proprietária de uma revendedora de gás do bairro Igara, como o reajuste é baixo ainda não é hora de repassar para os clientes. "Já tivemos dois aumentos esse ano e com certeza terá mais. Então optamos por analisar quando as outras empresas vão mudar para fazermos também", analisa. A novidade, além de pesar no bolso das donas de casa, deverá afetar mais ainda ao comércio. Dona de uma lancheria no Centro de Canoas, Elsa Santos conta que por mês chega a comprar cinco botijões. "Isso com certeza acaba refletindo no preço do produto", conta.