
Canoas - Quem passeou pelo Parque Getúlio Vargas neste domingo pôde assistir a diferentes apresentações artísticas. O sol, que manteve a temperatura agradável durante a tarde, fez com que os canoenses saíssem de casa para aproveitar o dia.
Durante cerca de 30 minutos, o grupo teatral popular de rua Pode Ter Inço no Jardim interagiu com as crianças, transformando-as em atores durante a peça A Volta do Camaleão Alface.
O artista e técnico em informática Bruno Prandini, de 19 anos, explica que, mais do que divertir, a apresentação quer transmitir ao público uma mensagem de desprendimento dos bens materiais. "Falamos da busca do tesouro, mas mostramos que o tesouro é mais do que o ouro, são as próprias virtudes, é a própria felicidade", aponta Bruno.
O grupo faz parte do projeto Brincando e Fazendo Teatro, idealizado pelo professor João Máximo. Ele explica que há dez anos utiliza-se do teatro para ensinar conteúdos da Educação Infantil. Mas há pelo menos três anos a iniciativa conseguiu romper os muros escolares e se aproximar da população.
"Eu queria levá-lo da sala de aula para a rua, para a vida das pessoas", comenta. "Com o teatro, ajudamos a desenterrar muitos talentos ocultos", diz. O projeto de oficinas interativas ensina a crianças, jovens e adultos noções básicas que compõem o universo teatral, desde a iluminação e sonorização até a criação do figurino e do cenário.
A garçonete Deise da Silva, de 19 anos, gostou da apresentação, mas reclama do que considera falta de incentivo à cultura em Canoas. "Adorei a peça, mas a cidade está muito parada! São necessárias mais atividades culturais gratuitas para a população", observa a catarinense que passeava com a família.
Conforme o assessor da Diretoria de Linguagens Artísticas da Secretaria Municipal da Cultura, Alex Galhardo, as atividades acontecem desde agosto e devem se estender até dezembro. A iniciativa faz parte do projeto Brique do Corvo, que prevê apresentações de teatro, música e dança sempre aos domingos.