Canoas - 09/03/2010 08h28
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Aula inaugural marca o início do Mulheres da Paz

Cento e cinquenta moradores do bairro Guajuviras receberão treinamento.


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Lílian Patrícia/ Da Redação

Foto: Lílian Patrícia/ Da Redação
Aula inaugural marca o início do Mulheres da Paz em Canoas
Aula inaugural marca o início do Mulheres da Paz em Canoas

Canoas  - "O Guajuviras é conhecido como o lugar mais violento de Canoas. Quero ajudar a reduzir isto. As pessoas mais humildes têm de ter uma chance." Com estas três frases, Rosane Oliveira da Rosa, 48 anos, resumiu o sentimento e a motivação de ser uma das 150 moradoras do Guajuviras a integrar o Mulheres da Paz. A aula inaugural na manhã de ontem, Dia Internacional da Mulher, marcou o início do projeto no bairro escolhido para abrigar o Território de Paz. Serão cinco meses recebendo orientações sobre legislação, direitos humanos e cidadania para que possam atuar junto aos jovens da comunidade considerados em situação de vulnerabilidade social e mulheres vítimas de violência doméstica. O diálogo e o conhecimento serão as únicas ferramentas destas multiplicadoras.

Neste primeiro momento farão o curso de formação ministrado pela ONG Themis - Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero 75 mulheres. As demais estão em fase de seleção. A dona de casa Luciane Sarroso Pureza, 32, não vê a hora de começar a estudar. Moradora do Guajuviras há 20 anos, ela acompanhou a escalada da violência no bairro. Agora a vontade é de ajudar a reduzir os índices de criminalidade. "Quero poder ajudar o próximo que não consegue mudar sozinho. Mas também quero melhorar a minha vida", falou, sobre a expectativa a respeito das aulas.

ABERTURA - Durante a solenidade de abertura das aulas, que contou com a presença do ex-ministro da Justiça e um dos idealizadores do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) ao qual integra o projeto, Tarso Genro, o prefeito Jairo Jorge salientou a importância destas mulheres no processo de redução da violência. Lembrou que elas estão mais próximas do alvo do projeto. "Temos de ter força com mais policiamento e inteligência com a instalação das câmeras e dos detectores de disparos, mas estas mulheres são o terceiro foco de atuação da prevenção. Elas facilitarão, pois estão ali para puxar e recuperar estes jovens."

O secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Alberto Kopittke, reforçou que o diálogo com os jovens será fundamental no trabalho. "Elas vão receber noções gerais de Direito e violência." Será o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a ferramenta mais utilizada por estas mulheres. "Hoje (ontem) estamos inaugurando uma nova época, iniciando o exercício do diálogo e da tolerância. É um novo período com o uso do saber para enfrentar a violência", completou a coordenadora municipal da Mulher, Maria Aparecida Flores.

Foto: Roberto Vinicius-Especial/GES






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