

Enviar por e-mailSó mesmo um casal de pombinhos, em fase inicial de namoro, para ficar trocando carinhos e juras de amor em plena sexta-feira, às 8 horas, dentro do ônibus. Pois, é! Para quem costuma ficar contando os minutos para a chegada do fim de semana e não aguenta ver ninguém na sua frente porque a semana foi complicada, o casal de jovens mostra que a paixão resiste a tudo.
Quando embarquei no buzum sentei na poltrona que fica ao lado da porta dos fundos. E lá, nos útlimos bancos do lado direito, estavam os dois. Fiquei discretamente admirando o casalsinho. O motivo da minha olhadinha não era porque eles estavam se agarrando. O casal estava muito feliz e não parara de alisar um o rosto do outro, além de cochichar segredos ao ouvido. Na realidade, eu fiquei com um pouquinho de inveja, relembrando o início do meu namoro.

Nossa! Como tudo é lindo e emocionante. É um encantamento pelo outro que às vezes até nos cega. Mas o melhor desse sentimento é experimentar a sensação de ser feliz mesmo que o mundo inteiro se exploda. E era exatamente essa sensação que tinha ao olhar o casal de namorados. Aliás, na hora de desambarcar, ele quase perdeu a parada. Foram três longos beijos de despedidas.
Certa vez assisti uma palestra da psicóloga Maria Inês Siebel e ela dizia o seguinte. Se a gente vivesse uma paixão intensa durante toda a vida, o nosso coração simplesmente não aguentaria. E a constatação não é no sentido figurativo. Talvez ela tenha razão. Mas a paixão transformada em amor também é linda e, a vantagem, é que pode durar a vida toda. Mas de qualquer maneira, é bom ter o momento apaixonite.
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