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Niyama

Ministério da Saúde incorpora ao SUS práticas como yoga e meditação

Ministério levou em consideração o fato da OMS reconhecer as práticas como complementares em seus países-membro.

Foi publicada, nesta terça-feira (28), uma portaria do Ministério da Saúde no Diário Oficial da União que inclui na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares práticas como o yoga, a meditação e o ayurveda. Segundo o texto, o ministério levou em consideração o fato da Organização Mundial da Saúde (OMS) preconizar o reconhecimento e incorporação das Medicinas Tradicionais e Complementares nos sistemas nacionais de saúde. A pasta também considerou que as diversas categorias profissionais de saúde no país reconhecem essas práticas integrativas e complementares como abordagens de cuidado com os pacientes - e destacou que em vários estados do Brasil essas práticas já estão instituídas. 

Inúmeras pesquisas já apontaram os benefícios de práticas como a meditação e yoga para a saúde física e mental - aqui no blog, não canso de falar sobre isso! É bom perceber um esforço maior na área da saúde pela busca pelo bem-estar no dia-a-dia e pela prevenção para conter futuros problemas ou minimizar impactos. Agora, o esforço é - além de melhorar a rede de saúde pública - efetivamente oferecer estes serviços de forma qualificada e organizada. 

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Confira as descrições apontadas pelo Diário Oficial da União sobre cada prática:

Arteterapia 

É uma prática que utiliza a arte como base do processo terapêutico. Faz uso de diversas técnicas expressivas como pintura, desenho, sons, música, modelagem, colagem, mímica, tecelagem, expressão corporal, escultura, dentre outras. Pode ser realizada de forma individual ou em grupo. Baseia-se no princípio de que o processo criativo é terapêutico e fomentador da qualidade de vida. A Arteterapia estimula a expressão criativa, auxilia no desenvolvimento motor, no raciocínio e no relacionamento afetivo.

Através da arte é promovida a ressignificação dos conflitos, promovendo a reorganização das próprias percepções, ampliando a percepção do individuo sobre si e do mundo. A arte é utilizada no cuidado à saúde com pessoas de todas as idades, or meio da arte, a reflexão é estimulada sobre possibilidades de lidar de forma mais harmônica com o stress e experiências traumáticas. 

Ayurveda

É considerado uma das mais antigas abordagens de cuidado do mundo, foi desenvolvido na Índia durante o período de 2000-1000 a.C. Utilizou-se de observação, experiência e os recursos naturais para desenvolver um sistema único de cuidado. Ayurveda significa a Ciência ou Conhecimento da Vida. Este conhecimento estruturado agrega em si mesmo princípios relativos à saúde do corpo físico, de forma a não desvinculá-los e considerando os campos energético, mental e espiritual.

A OMS descreve sucintamente o Ayurveda, reconhecendo sua utilização para prevenir e curar doenças, e reconhece que esta não é apenas um sistema terapêutico, mas também uma maneira de viver. No Ayurveda a investigação diagnóstica leva em consideração tecidos corporais afetados, humores, local em que a doença está localizada, resistência e vitalidade, rotina diária, hábitos alimentares, gravidade das condições clínicas, condição de digestão, detalhes pessoais, sociais, situação econômica e ambiental da pessoa. Considera que a doença inicia-se muito antes de ser percebida no corpo, aumentando o papel preventivo deste sistema terapêutico, tornando possível tomar medidas adequadas e eficazes com antecedência.

Os tratamentos no Ayurveda levam em consideração a singularidade de cada pessoa, de acordo com o dosha (humores biológicos) do indivíduo. Assim, cada tratamento é planejado de forma individual. São utilizadas técnicas de relaxamento, massagens, plantas medicinais, minerais, posturas corporais (ásanas), pranayamas (técnicas respiratórias), mudras (posições e exercícios) e o cuidado dietético. A teoria dos três doshas (tridosha) é o princípio que rege a intervenção terapêutica no Ayurveda. As características dos doshas podem ser consideradas uma ponte entre as características emocionais e fisiológicas. Cada dosha está relacionado a uma essência sutil: Vata, a energia vital; Pitta o fogo essencial; e Kapha está associado à energia mental. A abordagem terapêutica básica é aquela que pode ser realizada pelo próprio indivíduo através do autocuidado, sendo o principal tratamento.

Biodança

É uma prática de abordagem sistêmica inspirada nas origens mais primitivas da dança, que busca restabelecer as conexões do indivíduo consigo, com o outro e com o meio ambiente, a partir do núcleo afetivo e da prática coletiva. Configura-se como um sistema de integração humana, de renovação orgânica, de integração psicofísica, de reeducação afetiva e de reaprendizagem das funções originais da vida. Sua metodologia vivencial estimula uma dinâmica de ação que atua no organismo potencializando o protagonismo do indivíduo para sua própria recuperação. A relação com a natureza, a participação social e a prática em grupo passam ocupar lugar de destaque nas ações de saúde.

É um processo altamente integrativo, sua metodologia consiste em induzir vivências coletivas integradoras, num ambiente enriquecido com estímulos selecionados como músicas, cantos, exercícios e dinâmicas capazes de gerar experiências que estimulam a plasticidade neuronal e a criação de novas redes sinápticas. Nesse sentido, configura-se como um sistema de aceleração dos processos integrativos existenciais: Psicológico, Neurológico, Endocrinológico e Imunológico (PNEI), produzindo efeitos na saúde como: ativar a totalidade do organismo; gerar processos adaptativos e integrativos; através da otimização da homeostase do organismo.

Dança circular

Danças Circulares Sagradas ou Dança dos Povos, ou simplesmente Dança Circular é uma prática de dança em roda, tradicional e contemporânea, originária de diferentes culturas que favorece a aprendizagem e a interconexão harmoniosa entre os participantes. Os indivíduos dançam juntos, em círculos e aos poucos começam a internalizar os movimentos, liberar a mente, o coração, o corpo e o espírito. Por meio do ritmo, da melodia e dos movimentos delicados e profundos os integrantes da roda são estimulados a respeitar, aceitar e honrar as diversidades.

O principal enfoque na Dança Circular não é a técnica e sim o sentimento de união de grupo, o espírito comunitário que se instala a partir do momento em que todos, de mãos dadas, apoiam e auxiliam os companheiros. Assim, ela auxilia o indivíduo a tomar consciência de seu corpo físico, harmonizar o emocional, trabalhar a concentração e estimular a memória. As danças circulares podem criar espaços significativos para o desenvolvimento de estados emocionais positivos, tornando-se um recurso importante no contexto de grupos, uma vez que estimulam a cooperação, despertam o respeito ao outro, a integração, a inclusão e o acolhimento às diversidades. A prática tem o potencial mobilizador da expressão de afetos e de reflexões que resultam na ampliação da consciência das pessoas.

No círculo trabalha-se o equilíbrio entre o indivíduo e o coletivo, o sentimento de pertinência e do prazer pela participação plena dos processos internos de transformação, promovendo o bemestar, a harmonia entre corpo-mente-espírito, a elevação da autoestima; a consciência corporal, entre outros benefícios.

Meditação

É uma prática de harmonização dos estados mentais e da consciência, presente em inúmeras culturas e tradições. Também é entendida como estado de Samadhi, que é a dissolução da identificação com o ego e total aprofundamento dos sentidos, o estado de "êxtase". A prática torna a pessoa atenta, experimentando o que a mente está fazendo no momento presente, desenvolvendo o autoconhecimento e a consciência, com o intuito de observar os pensamentos e reduzir o seu fluxo.

Permite ao indivíduo enxergar os próprios padrões de comportamento e a maneira através da qual cria e mantém situações que alimentam constantemente o mesmo modelo de reação psíquica/emocional. Atrelado a isso, o conjunto de atitudes e comportamentos, aliado aos mecanismos de enfrentamento escolhidos pelo indivíduo diante as diversas situações da vida, tem impacto sobre sua saúde ou doença.

A meditação constitui um instrumento de fortalecimento físico, emocional, mental, social e cognitivo. A prática traz benefícios para o sistema cognitivo, promove a concentração, auxilia na percepção sobre as sensações físicas e emocionais ampliando a autodisciplina no cuidado à saúde. Estimula o bem-estar, relaxamento, redução do estresse, da hiperatividade e dos sintomas depressivos. 

Musicoterapia

É a utilização da música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), em grupo ou de forma individualizada, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e restabelecer funções do indivíduo para que possa alcançar uma melhor integração intra e interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida. 

É importante destacar que a utilização terapêutica da música se deve à influência que esta exerce sobre o indivíduo, de forma ampla e diversificada. No desenvolvimento humano a música é parte inerente de sua constituição, pois estimula o afeto, a socialização e movimento corporal como expressões de processos saudáveis de vida. A Musicoterapia favorece o desenvolvimento criativo, emocional e afetivo e, fisicamente, ativa o tato e a audição, a respiração, a circulação e os reflexos. Também contribui para ampliar o conhecimento acerca da utilização da música como um recurso de cuidado junto a outras práticas, facilitando abordagens interdisciplinares, pois promove relaxamento, conforto e prazer no convívio social, facilitando o diálogo entre os indivíduos e profissionais.

Naturopatia

É entendida como abordagem de cuidado que, por meio de métodos e recursos naturais, apoia e estimula a capacidade intrínseca do corpo para curar-se. Tem sua origem fundamentada nos saberes de cuidado em saúde de diversas culturas, particularmente aquelas que consideram o vitalismo, que consiste na existência de um princípio vital presente em cada indivíduo, que influencia seu equilíbrio orgânico, emocional e mental, em sua cosmovisão. 

A Naturopatia utiliza diversos recursos terapêuticos como: plantas medicinais, águas minerais e termais, aromaterapia, trofologia, massagens, recursos expressivos, terapias corpo-mente e mudanças de hábitos. Cada indivíduo recebe um tratamento individualizado, planejado para suas especificidades, seguindo seis princípios fundamentais: não fazer mal - por meio do uso de métodos que minimizam o risco de efeitos colaterais; identificar e tratar as causas fundamentais da doença - identificando e removendo as causas subjacentes das doenças ao invés de suprimir os sintomas; ensinar os princípios de uma vida saudável e uma prática promocionista - compartilhando conhecimentos com os indivíduos e os encorajando a ter responsabilidade sob sua própria saúde; tratar o indivíduo como um todo por meio de um tratamento individualizado - compreendendo fatores físicos, mentais, emocionais, espirituais, genéticos, espirituais, ambientais e sociais únicos que contribuem para a doença e, personalizando os protocolos de tratamento para o indivíduo; dar ênfase à prevenção de agravos e doenças e à promoção da saúde - avaliando os fatores de risco e vulnerabilidades e recomendando intervenções apropriadas para manter e expandir a saúde e prevenir a doença e, dar suporte ao poder de cura do organismo - reconhecendo e removendo os obstáculos que interferem no processo de autocura do corpo.

Osteopatia

É um método diagnóstico e terapêutico que atua no indivíduo de forma integral a partir da manipulação das articulações e tecidos. Esta prática parte do princípio que as disfunções de mobilidade articular e teciduais em geral contribuem no aparecimento das enfermidades. A abordagem osteopática envolve o profundo conhecimento anatômico, fisiológico e biomecânico global, relacionando todos os sistemas para formular hipóteses de diagnóstico e aplicar os tratamentos de forma eficaz. Desta forma, a osteopatia diferencia-se de outros métodos de manipulação pois busca trabalhar de forma integral proporcionando condições para que o próprio organismo busque o equilíbrio/homeostase. 

Pode ser subdividida basicamente em três classes, a saber: osteopatia estrutural; osteopatia craniana; osteopatia visceral. Esta abordagem para os cuidados e cura do indivíduo, se baseia no conceito de que o ser humano é uma unidade funcional dinâmica, em que todas as partes se inter-relacionam e que possui seus próprios mecanismos para a autorregulação e a autocura. O foco do tratamento osteopático é detectar e tratar as chamadas disfunções somáticas, que correspondem à diminuição de mobilidade tridimensional de qualquer elemento conjuntivo, caracterizadas por restrições de mobilidade (hipomobilidades). A osteopatia diz respeito à relação de corpo, mente e espírito na saúde e doença, enfatizando a integridade estrutural e funcional do corpo e a tendência intrínseca do corpo, direcionada à própria cura.

Quiropraxia

É uma abordagem de cuidado que utiliza elementos diagnósticos e terapêuticos manipulativos, visando o tratamento e a prevenção das desordens do sistema neuro-músculo-esquelético e dos efeitos destas na saúde em geral. São utilizadas as mãos para aplicar uma força controlada na articulação, pressionando além da amplitude de movimento habitual. É comum se ouvir estalos durante as manipulações, isso ocorre devido à abertura da articulação, que gera uma cavitação.

O ajuste articular promovido pela Quiropraxia é aplicado em segmentos específicos e nos tecidos adjacentes com objetivo de causar influência nas funções articulares e neurofisiológicas a fim de corrigir o complexo de subluxação, cujo modelo é descrito como uma disfunção motora segmentar, o qual incorpora a interação de alterações patológicas em tecidos nervosos, musculares, ligamentosos, vasculares e conectivos.

Reflexoterapia

Também conhecida como reflexologia, é uma prática que utiliza estímulos em áreas reflexas com finalidade terapêutica. Parte do princípio que o corpo se encontra atravessado por meridianos que o dividem em diferentes regiões. Cada uma destas regiões tem o seu reflexo, principalmente nos pés ou nas mãos. São massageados pontos-chave que permitem a reativação da homeostase e equilíbrio das regiões do corpo nas quais há algum tipo de bloqueio ou inconveniente. As áreas do corpo foram projetadas nos pés, depois nas mãos, na orelha e também em outras partes do corpo, passando a ser conhecida como microssistemas, que utiliza o termo "Terapias Reflexas", Reflexoterapia ou Reflexologia. 

A planta dos pés apresenta mais de 72.000 terminações nervosas; na existência de um processo patológico, vias eferentes enviam fortes descargas elétricas que percorrem a coluna vertebral e descendo pelos nervos raquidianos, pelas pernas, as terminações nervosas livres, que se encontram nos pés criam um campo eletromagnético que gera uma concentração sanguínea ao redor de determinada área. Quanto maior a concentração de sangue estagnado, mais crônicas e mais graves são as patologias.

Reiki

É uma prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque sobre o corpo da pessoa com a finalidade de estimular os mecanismos naturais de recuperação da saúde. Baseado na concepção vitalista de saúde e doença também presente em outros sistemas terapêuticos, considera a existência de uma energia universal canalizada que atua sobre o equilíbrio da energia vital com o propósito de harmonizar as condições gerais do corpo e da mente de forma integral.

A terapêutica objetiva fortalecer os locais onde se encontram bloqueios - "nós energéticos" - eliminando as toxinas, equilibrando o pleno funcionamento celular, de forma a restabelecer o fluxo de energia vital. A prática promove a harmonização entre as dimensões físicas, mentais e espirituais. Estimula a energização dos órgãos e centros energéticos. A prática do Reiki, leva em conta dimensões da consciência, do corpo e das emoções, ativa glândulas, órgãos, sistema nervoso, cardíaco e imunológico, auxilia no estresse, depressão, ansiedade, promove o equilíbrio da energia vital

Shantala

É uma prática de massagem para bebês e crianças, composta por uma série de movimentos pelo corpo, que permite o despertar e a ampliação do vínculo cuidador e bebê. Além disso, promove a saúde integral, reforçando vínculos afetivos, a cooperação, confiança, criatividade, segurança, equilíbrio físico e emocional. Promove e fortalece o vínculo afetivo, harmoniza e equilibra os sistemas imunológico, respiratório, digestivo, circulatório e linfático. Permite ao bebê e à criança a estimulação das articulações e da musculatura auxiliando significativamente no desenvolvimento motor, facilitando movimentos como rolar, sentar, engatinhar e andar. 

Terapia comunitária integrativa

É uma prática de intervenção nos grupos sociais e objetiva a criação e o fortalecimento de redes sociais solidárias. Aproveita os recursos da própria comunidade e baseia-se no princípio de que se a comunidade e os indivíduos possuem problemas, mas também desenvolvem recursos, competências e estratégias para criar soluções para as dificuldades. É um espaço de acolhimento do sofrimento psíquico, que favorece a troca de experiências entre as pessoas. A TCI é desenvolvida em formato de roda, visando trabalhar a horizontalidade e a circularidade.

Cada participante da sessão é corresponsável pelo processo terapêutico produzindo efeitos individuais e coletivos. A partilha de experiências objetiva a valorização das histórias pessoais, favorecendo assim, o resgate da identidade, a restauração da autoestima e da autoconfiança, a ampliação da percepção e da possibilidade de resolução dos problemas. Está fundamentada em cinco eixos teóricos que são: a Pedagogia de Paulo Freire, a Teoria da Comunicação, o Pensamento Sistêmico, a Antropologia Cultural e a Resiliência. Reforça a autoestima e fortalece vínculos positivos, promovendo redes solidárias de apoio e otimizando recursos disponíveis da comunidade, é fundamentalmente uma estratégia integrativa e intersetorial de promoção e cuidado em saúde. Tendo a possibilidade de ouvir a si mesmo e aos outros participantes, a pessoa pode atribuir outros significados aos seus sofrimentos, diminuído o processo de somatização e complicações clínicas.

Yoga

É uma prática que combina posturas físicas, técnicas de respiração, meditação e relaxamento. Atua como uma prática física, respiratória e mental. Fortalece o sistema músculo-esquelético, estimula o sistema endócrino, expande a capacidade respiratória e exercita o sistema cognitivo. Um conjunto de ásanas (posturas corporais) pode reduzir a dor lombar e melhorar Para harmonizar a respiração, são praticados exercícios de controle respiratório denominados de prânâyâmas.

Também, preconiza o autocuidado, uma alimentação saudável e a prática de uma ética que promova a não-violência. A prática de Yoga melhora a qualidade de vida, reduz o estresse, diminui a frequência cardíaca e a pressão arterial, alivia a ansiedade, depressão e insônia, melhora a aptidão física, força e flexibilidade geral. 

Temperos maravilhosos da cozinha indiana

Fáceis de encontrar e muito saudáveis, gengibre, cúrcuma, cravos, pimenta em pó e canela dão muito sabor a vários pratos.

No ayurveda (medicina tradicional indiana), as ervas e temperos retirados da própria natureza têm um papel importantíssimo no equilíbrio dos doshas (biotipos). E para completar, ainda dão um sabor deliciosos a muitas receitas. O site YogaJournal enumerou cinco temperos da cozinha indiana que possuem muitas propriedades saudáveis - além de serem deliciosos e fáceis de encontrar. Tem também dicas de pratos ou bebidas para fazer com cada um deles. Confere aí, que vale a pena!

1. Gengibre

Origem: é nativo da China, mas, hoje, cresce em todo o mundo. O gosto mistura doce e apimentado e é um sabor muito usado na alimentação asiática.

Benefícios: o gengibre tem sido usado nas medicinas tradicionais chinesas, ayurvédicas e antigas da Grécia, Pérsia e Arábia para tratar uma longa lista de doenças. Entre elas, está a náusea. O gengibre pode ajudar a comida a passar de forma mais rápida pelo trato gastrointestinal, aliviando constipações leves ou indigestão. Estudos também indicaram o alívio de cólicas menstruais após a ingestão de gengibre. Além disso, testes feitos com as substâncias que dão ao gengibre o gosto e o cheiro "afiados", os gingerois e shogaols, ajudam a prevenir a propagação de células cancerígenas. 

Quantidade diária: 1/4 a 1/2 colher de chá de gengibre seco por dia, ingerida em pequenas doses, pode ajudar a acalmar a náusea, ajudar a digestão e prevenir constipação. Também é possível ingerir 1 a duas colheres de chá de gengibre ralado por dia, cru ou fervido no chá.

Experimente: o gengibre combinado com alho fica muito gostoso. Chá de gengibre com mel também é uma delícia. Ele também pode ser usado para temperar frango ou peixe,  como complemento para molhos picantes de ervas e em misturas para colocar em alimentos crus antes de cozinhá-los (spice rubs). 

2. Cúrcuma

Origem: a cúrcuma (também conhecida como açafrão-da-terra), seca e fresca, tem sido usada para temperar alimentos na Ásia há pelo menos 2,5 mil anos. A Índia costuma exportar muito.    

Benefícios: muito usada nas medicinas indiana e chinesa, a cúrcuma tem um componente chamado curcumina, que dá ao tempero a cor amarelada, pode ajudar a tratar ou prevenir doenças como diabetes, câncer, Alzheimer e doenças do coração. "Além da curcumina, a cúrcuma tem mais de 100 outros componentes ativos que provalmente agem sinergicamente para beneficiar a sua saúde", diz Sahdeo Prasad, PhD do Departamento de Terapias Experimentais do Centro de Câncer MD Anderson em Houston, no Texas. 

A cúrcuma também ajuda com úlceras, reduz sintomas da síndrome do intestino irritável, e combate alguns agentes cancerígenos presentes no cigarro. O Diário Indiano de Pesquisas Dentais ainda sugere que uma pasta de cúrcuma com sal e óleo de mostarda pode ajudar a tratar gengivite e periodontite. 

Quantidade diária: meia colher de chá por dia é o suficiente. O tempero é solúvel em gordura, por isso, cozinhá-lo com algum óleo ou leite de coco pode ajudar na absorção. Combiná-lo com pimenta preta ou branca também ajuda na velocidade com que ele é absorvido.

Experimente: tempere com cúrcuma pratos como feijão e grão de bico, pratos com arroz, curries vermelhos ou amarelos e vegetais fritos. 

3. Cravo

Origem: é o botão da flor da árvore de cravos, seco. É nativo da Indonésia, mas também são cultivados na Índia e em outros países asiáticos, além da Tanzânia e do Brasil.

Benefícios: cravos ficaram em primeiro lugar em um estudo francês das 100 comidas com maior quantidade de polifenóis, um grande grupo de antioxidantes encontrados nas plantas. Por exemplo: meia colher de chá de cravos contêm tantos antioxidantes quanto meio copo de mirtilos, tidos como uma grande fonte de antioxidantes. Até agora, os testes feitos com cravos não foram realizados em humanos, mas descobriu-se que são uma grande fonte do antioxidante eugenol, que tem se mostrado eficaz em combater a proliferação de melanoma. Também são ricos em ácido gálico, que ajuda na memória e alivia a inflamação cerebral que dá origem ao Parkinson e ao Alzheimer. 

Quantidade diária: ainda não há informações sobre doses recomendadas, mas cuide ao usá-lo, porque somente um pouquinho de cravo já pode fazer o sabor se sobrepor ao resto e se exagerar na quantidade, pode queimar a boca!

Experimente: curries com base de côco ficam deliciosos com cravo. Em líquidos para saborizar frutas também. Ainda é possível usá-lo em chá de ervas com cravo e na receita de arroz indiano. Também é ótimo colocar um pouco no sagu - mas cuidado para não exagerar, porque o sabor do cravo predomina se errarmos a mão. 

4. Pimenta em pó

Origem: no México, as pessoas comem pimentas há 8 mil anos. No século 15, foram levadas para a Europa, mas foi na Índia que se tornaram um tempero adorado. Mesmo que cresçam em todo o mundo, a Índia é um dos maiores produtores.  

Benefícios: as pimentas possuem substâncias chamadas de capsicinóides, sendo a mais comum a capsaicina. Quanto mais forte a pimenta, mais capsaicina ela contém, segundo Krishnapura Srinivasan, PhD e cientista-chefe do Instituto Tecnológico Central de Pesquisa em Comida em Mysore, na Índia. Capsaicina tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e protege de várias coisas. Pode baixar colesterol, o que diminui o risco de doenças do coração e cálculos biliares. O tempero também ajuda a manter o peso por dar uma sensação de saciedade e por aumentar o ritmo do metabolismo. Além disso, a pimenta em pó ajuda a aumentar a absorção de vitaminas. 

Quantidade diária: Srinivasan sugere de 1/2 a 3/4 de colher de chá por dia divididas em várias refeições. Isso equivale de 2 a 4 pimentas secas, metade do que um indiano normalmente ingere por dia.

Experimente: pimenta é um bom tempero para sopas, lentilhas, carnes grelhadas e curries e molhos com base de tomate.

5. Canela

Origem: Feita com a entrecasca de uma árvore de canela, a versão em tempero da canela é cortada, seca e vendida em gravetos ou em pó. É nativa do Sri Lanka, no sul da Ásia. 

Benefícios: é um bom antioxidante e evita o envelhecimento precoce. É fonte de fibra, ferro, manganês e cálcio. Há pesquisas que indicam que a canela possui propriedades que ajudam a diminuir o açúcar no sangue. Além disso, pode ajudar na digestão e no tratamento de artrites e dores de cabeça.

Quantidade diária: uma pesquisa recente, feita pela Universidade Western de Ciências de Saúde, na Califórnia, afirma que pessoas com diabetes tipo 2 que ingerem de 1/4 a 2 colheres de chá por dia diminuem o açúcar no sangue em 25 mg/dL (decilitro). 

Experimente: a canela é excelente para colocar em alimentos assados como biscoitos, bolos ou pães. Também pode ser usadas em curries para bifes, no chai e em pudins ou sorvetes. Colocá-la no café também é uma boa pedida. 

Use a respiração como medidor de emoções

Consciência respiratória ajuda a lidar com a raiva, a ansiedade e a tristeza.

Depois de um fim de ano agitado e um mês de férias, estou de volta e tentando focar em um aspecto importantíssimo do meu dia-a-dia que acabo "esquecendo" com frequência: respirar. Não é engraçado como exalar e inalar para oxigenar nossos pulmões e administrar nosso fluxo de energia são coisas que fazemos durante toda a nossa vida, desde que nascemos, mas quase nunca prestamos atenção nisso?
Emoções negativas têm um efeito direto no modo como respiramos. Em um texto para o site Yoga International, o psicólogo, presidente e diretor espiritual do Instituto Himalaia, Rolf Sovik, afirma que é possível utilizar a respiração como um ponto de referência para nos darmos conta dos nossos sentimentos.
Respirar
Consciência respiratória
Segundo Rolf, formado em filosofia, música, estudos orientais e psicologia clínica, a dor das emoções é tão real quanto a dor física, mas lidar com ela costuma ser bem mais difícil. E algumas emoções deixam turva a nossa visão. Em períodos de ansiedade, por exemplo, pode ser difícil saber pelo que estamos ansiosos. A raiva, normalmente, tem mais a ver com nos defender do que nos focarmos na origem da fúria, e a tristeza por uma relação perdida, por exemplo, pode facilmente ser confundida com amargura ou necessidade de um novo parceiro ou parceira.
Precisamos aprender a nos observar com mais clareza. O problema é que fica difícil fazer isso quando reagimos defensivamente. Segundo Rolf, as duas maneiras mais comuns de lidar com isso - reprimir ou jogar pra fora - trazem apenas alívio temporário.
As emoções negativas podem ser dolorosas, mas são, também, uma oportunidade para examinar áreas da nossa mente e das nossas vidas que costumamos evitar. Evitamos a dor a todo custo (a ponto de enganarmos a nós mesmos, às vezes). Quando ela vem, pode chegar acompanhada de um desespero por não saber o que fazer. Perdemos o chão, a perspectiva.
Por isso, para aprendermos a olhar para as nossas emoções, o yoga sugere a respiração. Ao nos darmos conta de como estamos respirando, podemos reduzir nossas defesas e observar as verdadeiras fontes da dor emocional.
"Calma, respire fundo e conte até dez!"
Lembra da última vez em que ficou com raiva, assustado ou sobrecarregado? Sua respiração mudou. Segundo o yoga, a respiração afeta a energia do corpo e, através da consciência da exalação e da inalação, podemos influenciar nossas reações emocionais. Para ter consciência da respiração, é preciso praticar diariamente.
Quando estamos relaxados, a respiração flui com facilidade e o ar parece inesgotável. Quando estamos estressados, ela fica curta e rápida, sentimos a necessidade de respirar mais intensamente para que os pulmões deem conta - até precisamos bocejar, às vezes, para que mais ar entre no peito.
MeditaçãoPara praticar a consciência respiratória, faça o seguinte exercício:
- Sente-se ou deite de costas;
- Relaxe o abdomen, as costas e os lados das suas costela. Sinta a exalação e a inalação e experiencie a sensação de limpar e nutrir que vem com cada respiração;
- Reconheça que nenhuma respiração precisa ser perfeita - outra logo dá seguimento à anterior para corrigir qualquer sensação de falta de ar;
- Deixe sua respiração se tornar profunda e suave, fluindo sem pausas;
- Observe que, uma vez que sua respiração esteja suave e ininterrupta, não pode ser facilmente perturbada;
- A pressão de pensamentos e emoções na respiração acaba ficando reduzida;
- Sinta a fluidez do tempo. Se concentrando na respiração, você está no presente, não correndo atrás das horas ou se adiantando a elas;
- Perceba que, quando dá atenção à respiração, você assume uma postura mais quieta e observadora - você se torna um observador interno;
- Continue a observar sua respiração por um período entre 5 a 10 minutos, percebendo-a como se seu corpo inteiro respirasse.
Na hora H
Sol
Respirar em meio a uma reação emocional é radicalmente diferente do que durante períodos ou exercícios de consciência respiratória. Com uma prática diária, contudo, você vai descobrir que isso lhe dá a oportunidade de restaurar um estilo respiratório mais normal. Isso reduz os sentimentos de defesa que acompanham padrões de respiração distorcidos, e aquietam o impulso de descarregar ou suprimir uma emoção negativa sem considerar as consequências.
Confira algumas estratégias sugeridas por Rolf para lidar com três fontes comuns de estresse emocional: raiva, ansiedade e tristeza:
Raiva
Trate a raiva com cuidado. Normalmente, é um sinal de dor ou necessidade, mas também pode ser simplesmente um jeito conveniente de fazer você conseguir o que quer. Você pode ser um reator que se aborrece rapidamente, ou um reator frio, cuja raiva raramente atinge um ponto de ruptura. Sua raiva pode se manifestar como impaciência ou explodir, mas seja lá que forma tome, não é efetivo e suga muita energia.
O yoga oferece uma técnica que pode ajudar a administrar a explosão da raiva e dar tempo para processar a situação sem perder o controle. O método é sentir a respiração passando pelas narinas. Experimente agora! Sinta a inspiração e a exalação passando pelas suas narinas por um ou dois minutos e você vai começar a sentir um processo de centramento dentro de você. Quando está com raiva, se concentrar assim lhe dá tempo para ganhar uma perspectiva mais clara sobre a situação em volta de você. Então aprenda a mudar sua atenção para a respiração nas narinas quando sua raiva começa a aumentar. Ajuda a analisar a fonte da perturbação, ver os prós e os contras de liberar sua raiva e ganhar distância suficiente para escolher uma reação apropriada.
Ansiedade
A ansiedade está ligada ao futuro: ficamos ansiosos porque percebemos ou achamos que há perigo à frente. Quando a ansiedade se torna insuportável, leva a um sentimento de impotência. O que podemos fazer quando nos sentimos nervosos por causa da ansiedade?
Uma boa estratégia é mudar a atenção para a consciência respiratória o mais rápido possível - isso vai começar a acalmar sua agitação e a sensação de que você perdeu o controle. Se possível, sente ou deite e observe sua respiração de seis a oito vezes por dia. Tire cinco minutos na sua cadeira para fechar os olhos e observar a respiração. Caminhe pela quadra observando-a. Deixe que as sensações de exalar e inalar mantenham você relaxado e no presente para que possa pensar e agir clara e decisivamente.
Tristeza e depressão
A tristeza é a sensação de perda; depressão é o desligamento de respostas emocionais quando a perda parece esmagadora. Em qualquer um dos casos, a aparência de inatividade e inércia que, frequentemente, caracterizam estes dois estados é enganosa - a mente está ativa, passando por situações e situações e situações para tentar aceitá-las. Isso afeta a respiração criando pequenas pausas - momentos em que estamos perdidos nos pensamentos, momentos durante os quais a energia que precisamos tanto para nos sentirmos completos é sutilmente quebrada.
Você vai se sentir melhor se usar a consciência respiratória para manter um fluxo constante de respiração. Pratique com frequência. Deixe suspiros ou respirações profundas e pesadas alertarem você para o fato de que sua respiração foi interrompida. Não lute consigo mesmo. Encoraje a respiração a fluir sem pausas para que possa deixar sair a fadiga e a tristeza, recuperando sua energia.
A ideia é praticar a consciência respiratória todos os dias para que possamos criar uma rotina diária em que possamos confiar para nos equilibrarmos mais quando eventos perturbadores acontecem. Pratique dez minutos de respiração relaxada uma ou duas vezes por dia e use as dicas acima para tentar lidar com as situações que você encontra! 
Respiremos.
Namaste! _/\_

Sobre papéis em branco: uma anedota sobre colher o que se planta

Neste fim de ano, pense sobre o que você está jogando no mundo.

* Agradecimento especial à colega e amiga Débora Ertel, que ajudou a espalhar esta bela história.
falei aqui no blog sobre karma e sobre colher o que se planta. Na terça-feira, ao fazer uma reflexão sobre conflitos familiares e final do ano, durante a gravação do podcast Mente Viva, surgiu novamente o assunto do que, exatamente, estamos jogando no mundo. Ao falar, nossas palavras confortam ou envenenam? Ao agir, ajudamo-nos a evoluir ou arrastamos as pessoas para baixo? 
Ouvi uma história linda, que conta o seguinte: na escola, a professora resolveu fazer uma reflexão com os alunos. Pediu que eles escrevessem em um papel o nome do colega de quem não gostavam e colocassem em uma caixinha. Quando ela abriu a caixa, ficou assustada, pois viu ali muitos nomes. No entanto, um papel estava em branco.
Papel em branco
"Quem foi que não colocou nada no papel?", perguntou. Uma menina levantou a mão.
Ao observar a caixa novamente, a professora percebeu que não somente a aluna em questão não havia escrito o nome de colegas, mas o seu nome era, também, o único que não estava no papel de ninguém. 
É claro que não precisamos simpatizar com todas as pessoas ou mesmo sermos simpáticos todo o tempo. Aliás, entrar em contato com os nossos sentimentos negativos, ao invés de enterrá-los ou fingir que eles não estão lá, é essencial. Só que há uma diferença entre senti-los e espalhar a negatividade e o ódio por aí. 
Neste fim de ano, espalhe o amor. Foi um 2016 intenso. Complicado, violento e repleto de tensões nos mais diversos âmbitos. Mesmo assim, nem tudo foi ruim. Faça uma lista das coisas positivas que aconteceram no seu ano! Doe-se! Ao invés de presentes, se tiver disponibilidade, dê seu tempo, sua atenção. Aproveite aquele papel em branco para escrever coisas boas. E faça a sua parte para que 2017 seja melhor - nas suas relações, na sua vida profissional, na sua comunidade, na cidade, no estado, no País e no mundo. :) 
Um ótimo final de ano!
Namaste! _/\_

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