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Niyama

Meditação: a calma vem de dentro

Conversei com Gita Patel, que ensina e pratica meditação há 38 anos e é coordenadora da Brahma Kumaris em Los Angeles.

Na quinta-feira, fui acompanhar a editora do caderno Viver com Saúde, Gabriela da Silva, para uma entrevista com Gita Patel, coordenadora da organização Brahma Kumaris em Los Angeles (o vídeo com uma entrevista linda você confere na segunda-feira aqui no site do Jornal NH!). Ela pratica e ensina meditação há 38 anos. Gita nos contou a sua história, como saiu da África para estudar na Índia e, na organização e na prática de meditação, encontrou seu propósito de vida. Para Gita, a meditação pode ser usada como uma ferramenta para o autoconhecimento e também para aprender a lidar melhor com as situações do dia-a-dia.

Em tempos conturbados e de muita informação o tempo todo, Gita fala muito em calma. E ressalta: vem de dentro. Diz ela: "o principal foco é o ser interior. Eu sou feliz. Eu sou amor. Eu sou pura. Eu sou alegria. Ao tomar consciência disso e conseguir se manter nesse estado, é possível manter a calma, porque todos os desafios e problemas estão do lado de fora". Para Gita, a maneira como lidamos com as situações do dia-a-dia pode ser uma escolha interna.

A Brahma Kumaris pratica e ensina a meditação raja yoga. É praticada sem rituais ou mantras. Basta, segundo Gita, virar o foco para dentro e concentrar toda a energia no centro da testa, onde, segundo a tradição, o terceiro olho fica localizado. Gita sugere que todos os dias, pela manhã, antes de começar qualquer atividade, possamos sentar em silêncio por 5 a 10 minutos e contemplar sobre o nosso ser. Depois, durante o dia, a cada uma hora, tirar um instante para voltar-se para seu interior e tentar manter a calma.

Segundo Gita, também é importante que possamos filtrar as informações que ingerimos. "Se isso não pertence a mim, se não é necessário para a minha vida, porque devo me preocupar com isso?" Mesmo entrando em contato com várias informações, podemos escolher o que nos serve e o que não nos serve, e o que mantemos ou não mantemos internamente.

A Brahma Kumaris tem sede em São Leopoldo e também em Porto Alegre, e organiza vários encontros para praticar meditação, para quem quiser experimentar. Em São Leopoldo, há encontros às quintas-feiras, 19 horas, com meditação conduzida. Há também, todos os domingos, encontros com meditação às 18h30 e palestra às 19 horas. Confira a programação abaixo: 

JULHO

16 - O feio e o bonito

23 - Automotivação

30 - Mude e seja livre

AGOSTO

06 - Raksha Bandhan - laços do amor eterno com Deus

13 - Servindo o Eu e os outros

20 - Necessidades da alma

27 - Mente quieta e coração em paz

SETEMBRO

03 - O jogo da vida

10 - A chave da paz e felicidade

17 - Pedagogia do amor

24 - Hábitos para manter a espiritualidade

Ainda, a Brahma Kumaris realiza, em São Leopoldo, um curso introdutório de meditação raja yoga em julho (dias 29 e 30), agosto (dias 26 e 27) e em 30 de setembro e 1º de outubro. As inscrições podem ser feitas pelo site da Brahma Kumaris Brasil

Há também workshops. Em agosto, no dia 5, será sobre tolerância, no dia 19, sobre mandalas e em 2 de setembro, sobre compaixão. 

Namaste! _/\_

Aterre-se: pise na grama!

Contato da pele com o solo ajuda a renovar as energias.

Quando foi a última vez que você colocou o pé na grama?

Nesse mundo de concreto em que vivemos, às vezes a resposta é um surpreendente "não me lembro". Existe um processo fantástico chamado de "aterramento" ou "enraizamento". A ideia é melhorar a saúde física, mental e emocional. É impressionante o bem-estar que pisar no chão de pés descalços traz. Aliás, pra muita gente, chegar em casa e tirar os sapatos é quase uma libertação. Outros, também, adoram ir à praia justamente por esse motivo: pisar na areia, no mar, sem barreiras. Aliás, a prática do yoga, por exemplo, é tradicionalmente feita de pés descalços.

Esse processo de aterramento pode ser feito na grama, na terra ou até pisando em pedras. Segundo escreve a professora de Yin Yoga Janice Quirt ao site Yoga International, é uma maneira de nos conectarmos com a natureza de uma forma mais profunda. Há muita energia na terra e essa conexão ajuda a otimizar os nossos próprios fluxos de energia. Além disso, ajuda a desestressar e proporciona uma sensação de calma e relaxamento.

Há várias maneiras para fazer isso. Uma delas é dar uma caminhada de pés descalços. Pode ser no quintal de casa, na grama de um parque, em uma trilha que tenha um solo macio e sem oscilações que possam machucar. A chave mesmo é o contato direto da sua pele com o chão. Uma dica legal é parar um momento e fechar os olhos. Preste atenção no fluxo de energia subindo da terra pelos seus pés e passando pelo seu corpo. Ele começa a se sentir mais ativo e desperto.

Outra alternativa é, se você gosta de jardinagem, ou tem uma horta e precisa mexer na terra, tente fazer sem luvas, sentindo a terra nas mãos. Imagine a energia vindo do solo, subindo pelas suas mãos e passando pelo seu corpo. Se tiver filhos, aproveite experimentar com eles! E tente evitar preocupações com a sujeira. Aproveite a experiência!

Abrace ou toque uma árvore. Sinta a casca da árvore debaixo dos seus dedos, a temperatura da madeira, perceba a cor da árvore. Imagine todos os dias, semanas e anos que acumularam energia na árvore que você está tocando.

Se estiver em algum local com um riacho ou água corrente, experimente caminhar sobre as pedras, se for seguro. Outra alternativa é segurar uma pedra. Há vários tratamentos, terapias alternativas e massagens que envolvem pedras - e há uma razão para isso! As pedras têm um tipo de energia antiga circulando. Faça um exercício parecido com o da árvore! Segure uma pedra, sinta a textura, o peso, pense em como ela chegou nesse lugar e nesse formato.

E se você já pratica yoga, experimente praticar no chão, na grama, sem um tapete. Além de ser uma experiência de aterramento, ajuda a nos concentrarmos ainda mais com as distrações da rua: um inseto, vento ou o barulho das árvores.

Aproveite o fim de semana de tempo bom para pisar na grama, respire fundo e recarregue as energias para os dias que virão a seguir.

*Texto lido no quadro Momento Zen, do programa Carona, apresentado por Cristofer de Mattos na Rádio ABC. 

Não roube a energia e o tempo dos outros

"Roubar" vem da falta de autoconfiança, da certeza de que nós nos bastamos.

*Comentário lido durante o programa Carona apresentado pelo jornalista Cristofer de Mattos nesta sexta-feira (30).

O que faz uma pessoa abrir sua vida quase que completamente para um desconhecido?

Hoje à tarde eu estava em uma parada de ônibus com meu namorado. Quando chegamos, conversando, uma senhora nos deu boa tarde. Achei simpático, afinal, às vezes parece que chegamos em um ponto das nossas vidas corridas que chega a surpreender quando alguém tira dois segundos para desejar um bom dia. Depois de sorrir e responder, virei para continuar a conversa com meu namorado, mas não conseguimos. Poucos instantes depois, a mulher iniciou uma conversa unilateral cheia de reclamações e relatos pessoais.

Em poucos minutos, e sem perguntar, ficamos sabendo o quanto ela estava furiosa com o horário do ônibus, há quanto tempo ela estava esperando, o que ela iria fazer ao longo da tarde, onde estaria e o quanto estava decepcionada com uma loja de móveis e com os montadores que não marcavam hora exata para aparecer. "Paguei tudo na hora", ela disse. "Não pedi pra parcelar nada! Hoje vou ir lá rodar a baiana. Depois a gente chega na loja e chuta alguma coisa e dizem que fomos lá fazer fiasco".

Fiquei me perguntando o que faz as pessoas abrirem suas vidas assim, tão fácil, a dois completos desconhecidos. Me perguntei também a origem de tanta raiva. Cada frase era uma história diferente, não necessariamente ligada à anterior, mas igualmente cheia de negatividade. E sem espaço para estabelecer um diálogo. Era uma derramação de frustrações.

Assim como acho importante dividir a vida com quem amamos e colocar o que estamos sentindo para fora, precisamos pensar bem em quem e como estamos depositando isso. Há um dos preceitos éticos do yoga que gosto muito, que é chamado de asteya. Significa "não roubar". Mas não é apenas não roubar coisas físicas. É não roubar energia. Não invadir o espaço de outra pessoa.

A origem da necessidade de "roubar" vem da falta de autoconfiança, da certeza de que nós nos bastamos. De que vamos conseguir o que precisamos de forma independente. A palavra yoga significa unir, conectar. A prática ajuda a nos sentirmos inteiros. E quanto mais inteiros nos sentirmos, mais vamos nos dar conta que só podemos dar o que nos sobra. E compartilhar com sensibilidade, sem ser invasivo, sem ser tóxico, sem tomar um espaço que não foi conquistado.

Um bom fim de semana pra você e até semana que vem. Tchau!

Neste Dia Internacional do Yoga, faça uma pausa

Data é celebrada nesta quarta-feira. Faça um exercício de respiração quando puder. São alguns minutos que podem fazer a diferença no seu dia.

Nesta quarta-feira, 21 de junho, é o Dia Internacional do Yoga. E que tal celebrar fazendo uma pausa e tirando uns 15 minutinhos para você? 

(Se estiver com o horário apertado, coloque um despertador ou um cronômetro, mas deixe o celular no silencioso e de lado) 

1) Em qualquer momento do dia que conseguir, estenda no chão o seu tapete de yoga, se tiver (se não, pode ser em um tapete qualquer, almofada, ou mesmo em cima de um cobertor estendido - só não dá para sentar no frio!).

2) Sente-se no chão de pernas cruzadas. Se tiver muita dificuldade, pode sentar em uma cadeira, com a coluna ereta. 

3) Coloque suas mãos sobre seus joelhos ou sobre o colo, como ficar mais confortável. 

4) Feche os olhos.

5) Pelo nariz, faça uma inspiração bem profunda e em seguida, exale. 

6) Se concentre na sua respiração, em como ela entra e sai pelas suas narinas. Tente fazer com que sua inspiração e a sua exalação tenham o mesmo tempo. Faça 10 respirações.

7) Deixando a respiração fluir naturalmente agora, permaneça sentado em silêncio, e comece a tentar prestar atenção no seu fluxo de pensamentos. Faça um esforço consciente para que eles simplesmente passem pela sua mente, de forma que você não se atenha a nenhum. 

8) Quando terminar, ainda de olhos fechados, faça mais uma inspiração profunda. Exale.

9) Lentamente, abra os olhos.

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O Dia Internacional do Yoga foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014. A ideia é conscientizar o mundo a respeito dos benefícios da prática, que tem diversas maneiras e formas - e vai muito além do físico. O dia 21 de junho marca o início do Solstício de Verão (para o hemisfério Norte). É a transição para um período de seis meses conhecido como Dakshinayana, quando o sol passa a fazer um movimento em direção ao sul do planeta (tendo o hemisfério Norte como referência). Acredita-se que é um período favorável para práticas espirituais e de autoconhecimento. É um período favorável para tomar atitudes, hábitos melhores. O "contrário" do Dakshinayana é Uttarayan, quando o sol faz um movimento para o norte. É considerada uma época de percepção, de expansão de consciência. 

Quem quiser, também pode praticar a sequência suryanamaskar A. É a "saudação ao sol" - e uma boa maneira de saudar o solstício. :) A Dany Sa, professora de Astanga Yoga, ensina no vídeo abaixo como fazer:

Namaste! _/\_

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