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Contatos Imediatos faz 40 anos. Veja filmes sobre UFOs

Filme foi o segundo grande sucesso de bilheteria de Steven Spielberg.

Divulgação
Imagem promocional de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, filme de Steven Spielberg lançado em 1977
Há exatos 40 anos era lançado Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind), de Steven Spielberg. A première foi em 15 de novembro de 1977 e o lançamento nos cinemas dos EUA foi em 16 de novembro. No Brasil, só estrearia em fevereiro de 1978.

Contatos Imediatos marcou época, embora hoje quase não seja lembrado. Era uma história sobre ufologia. Um pai de família avistava um disco voador na estrada, e a partir daí tinha visões que não conseguia explicar. Ele estava recebendo uma espécie de chamado, o que o levaria a um local secreto onde militares e cientistas estavam tentando entrar em contato com os tripulantes de uma nave extraterrestre. Eles usavam uma combinação musical para tentar falar com os alienígenas. Além de uma onda de interesse por assuntos ufológicos, o filme celebrizou o acorde usado para contato e a própria expressão "contatos imediatos", que hoje muita gente usa sem saber de onde saiu.

Foi o segundo grande sucesso de bilheteria de Spielberg, que já tinha lançado Tubarão, mas ainda não havia feito E.T. nem Indiana Jones. O elenco tinha Richard Dreyfuss e, em ponta especial, o ídolo de Spielberg, o diretor francês François Truffaut.

A expressão Contatos do Terceiro Grau faz parte de uma teoria ufológica. Contato do primeiro grau seria um avistamento, contato do segundo uma evidência de extraterrestres e contato do terceiro grau o encontro presencial com alienígenas.

Contatos Imediatos também mostrava o talento de Spielberg para capitalizar temas do imaginário popular. A ufologia andava em alta nos EUA desde o caso Roswell, no final dos anos 40, e Contatos Imediatos fazia sensação traduzindo em imagens impactantes muito da mitologia associada.


Aproveitando a deixa, veja abaixo filmes e séries de tevê com UFOs (unidentified flying objects, em inglês), OVNIs (objetos voadores não identificados) em português. 




Vem aí seriado de tevê do Senhor dos Anéis

História vai ser ambientada entre O Hobbit e A Sociedade do Anel.

Divulgação
Imagem de divulgação de um dos filmes da série O Hobbitt. A série que acaba de ser anunciada pela Amazon Studios será ambientada após esta história baseada na obra do escritor britânico J.R.R. Tolkien
A Amazon Studios, produtora do grupo da Amazon, de Jeff Bezos, acaba de anunciar que vai fazer um seriado de tevê baseado na saga Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. No cinema, a obra do autor já foi adaptada na oscarizada trilogia Senhor dos Anéis (2001-2003) e na trilogia O Hobbit (2012-2014).

A série, conforme confirmação do próprio Bezos, será ambientada entre os episódios de O Hobbit e A Sociedade do Anel (primeiro título da saga Senhor dos Anéis). A Amazon estaria planejando criar um épico em várias temporadas, nos moldes de séries como Game of Thrones, da HBO. O seriado seria baseado em escritos ainda não adaptados de Tolkien.

Por enquanto, só a decisão de produzir a série foi anunciada. Não há informações sobre elenco, equipe técnica ou datas de gravação e estreia, ou sequer o formato. É provável que se trate de temporadas curtas, como as dos seriados de streaming, com cerca de oito episódios.


Com lucros baixando, Disney anunciou nova trilogia de Star Wars

Continuações virão após o Episódio IX, previsto para 2019. Este ano estreia o Episódio VIII.

Divulgação
Rey e Finn, com o droide BB8 ao fundo, em cena de Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força, filme que abriu a atual trilogia da saga
A Disney anunciou nesta quinta-feira (9) que lançará uma nova trilogia de "Star Wars", elaborada e dirigida por Rian Johnson. O presidente da empresa, Bob Iger, disse em conferência telefônica que a Lucasfilm havia chegado a um acordo com Johnson, diretor do "Episódio VIII: Os Últimos Jedi", para "desenvolver uma nova trilogia de 'Star Wars'".

"Temos grandes ambições para a franquia 'Star Wars' ", disse Iger. "Temos mais filmes de 'Star Wars' planejados para os próximos anos". "Os Últimos Jedi" estreará em em 15 de dezembro nos Estados Unidos e o "Episódio IX", dirigido por J.J. Abrams, em 2019.

Abrams - também diretor de "Episódio VII: O Despertar da Força" (2015) - assumiu a produção depois que Colin Trevorrow saiu por diferenças criativas com o estúdio. O site da Lucasfilm, propriedade da Disney, informou que Johnson escreverá e dirigirá a próxima trilogia, "que é separada da saga de Skywalker".

"Johnson apresentará novos personagens de um recanto da galáxia que 'Star Wars' nunca explorou antes", acrescentou. Johnson também é conhecido por "Looper: Assassinos do Futuro", "A Ponta de um Crime" e "Vigaristas".

"Todos amam trabalhar com Rian", disse a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, citada no texto. "Tem sido uma força criativa e vê-lo criar 'Os Últimos Jedi' do início ao fim foi um dos grandes prazeres da minha carreira". "Rian fará coisas maravilhosas com esta tela em branco para a nova trilogia".

"Tivemos o melhor momento de nossas vidas colaborando com a Lucasfilm e a Disney em 'Os Últimos Jedi'" e "estamos ansiosos para prosseguir com esta nova série de filmes", declarou Johnson em um comunicado com seu produtor Ram Bergman.

O próximo filme, gravado na costa oeste da Irlanda e nos Pinewoods Studios, na região de Londres, mostra Luke ensinando a Rey (Daisy Ridley) os caminhos da força, e especula sobre o destino da princesa Leia (agora general Leia Organa), interpretada pela finada Carrie Fisher.

"Star Wars" é a franquia mais lucrativa e influente da história do cinema. Desde a estreia do primeiro filme, em 1977, se arraigou na cultura 'geek' e impulsionou alguns dos maiores emprendimentos do Vale do Silício.

A Disney apresentou nesta quinta-feira resultados abaixo do esperado para seu quarto trimestre do exercício 2016/2017 devido a lucros menores em seus estúdios de cinema. O lucro líquido baixou 1%, a 1,747 bilhão de dólares, e o volume de investimentos caiu 3%, a 12,779 bilhões, quando eram esperados 13,340 bilhões.

A trilogia anunciada para depois de 2019, em princípio, trará personagens diferentes, não abordando a família Skywalker. Os filmes não devem fazer parte da numeração, ou seja, não serão estes os episódios 10, 11 e 12 da saga principal.



De Waack a Spacey, não perdoamos celebridades, só políticos

Onda de denúncias e acusações contra atores, diretores e jornalistas contrasta com pesquisas eleitorais.

Nicholas Kamm/AFP
Kevin Spacey, um dos mais célebres casos recentes dentro de uma onda de denúncias por assédio. Ele será apagado digitalmente de um filme já pronto de Ridley Scott
Ao longo deste ano, dentro do que parece ser uma epidemia planetária, houve uma série de denúncias (e punições) na esfera da grande mídia. No Brasil, o ator José Mayer, merecidamente, foi afastado da telinha após um episódio de assédio sexual. Nos EUA, também merecidamente, o produtor Harvey Weinstein entrou em desgraça total após múltiplas denúncias. E merecidamente casos parecidos estão rendendo dor de cabeça para Kevin Spacey, Dustin Hoffmann e o diretor Brett Ratner. Agora, o jornalista William Waack vai ter que prestar merecidas explicações após um episódio, parece, de racismo.

Antes que você diga que os perpetradores e acusados são todos homens, vale acrescentar que Mariah Carey também está sendo acusada de discriminação racial e assédio. Tudo bem, é um caso só, e talvez nem seja acusação procedente.

Todas as punições são merecidas, toda a indignação contra quem comete assédio ou racismo é merecida. Dá para dizer que a indignação é merecida mesmo levando em conta os fatos de Waack estar sendo afastado com base em um vídeo viralizado de bastidores com áudio quase inaudível e de Hoffmann estar sendo denunciado por episódios de vinte e trinta anos atrás. E dá para dizer que a punição é merecida mesmo quando se chega a paroxismos como a decisão do diretor Ridley Scott de deletar digitalmente Kevin Spacey de um filme pronto e colar no lugar imagens de outro ator.

Yann Coatsaliou/AFP
Harvey Weinstein, produtor de Hollywood acusado de estupro e abusos. Ele foi isolado pela indústria do cinema ao longo das últimas semanas
Ainda que tudo isso assuste um pouco, a reação ainda é merecida. Racismo e assédio são graves e, merecidamente, deveriam ser considerados imprescritíveis e inafiançáveis. Os agora acusados não foram exatamente enquadrados por afrontar leis ou regras. Pelo contrário, as regras e leis informais dos meios em que trabalhavam endossavam, informal e escandalosamente, suas condutas predatórias. Mas eles foram condenados no tribunal da opinião pública. Sofreram a justiça das ruas. A maior das punições, desde sempre, é aquela dos pares, não a dos juízes.

Só um detalhe incomoda. Por que atores, diretores, produtores e jornalistas - ou seja, gente da mídia - são exemplarmente punidos desta forma, mas outros não? Por que alguns merecem levar, outros não?

Não se trata de defendê-los. Quem assedia ou discrimina não merece mesmo perdão. Porém, o critério deste juízo inflexível não se aplica a outras categorias de acusados.

Duvida? Pense no caso daquele político popular acusado de roubos, de receber propinas, e que até já foi gravado - veja bem, gravado - se dizendo acima da Justiça. Ou o caso daquele outro político, igualmente gravado, que fez declarações racistas e preconceituosas. Estas duas figuras estão na frente das pesquisas de popularidade. Nos EUA, o presidente Trump já foi acusado de racismo, de sexismo e de discriminação social. E tem um largo séquito de apoiadores. Provavelmente será reeleito, quando a hora chegar.

Globo/Reprodução
José Mayer, afastado das novelas este ano após acusação de assédio
Os casos de acusações e até condenações judiciais contra políticos abundam. Ex-candidatos, detentores de altos cargos, ex ou atuais ministros. Se você fizer uma pesquisa sobre se as pessoas acham que são culpados, provavelmente a percepção pública será de que são. E uma pesquisa eleitoral, entretanto, vai absolvê-los. Muitos deles seriam ou serão eleitos.

Aparentemente, o mesmo fórum da opinião pública que está pronto a condenar atores, jornalistas e celebridades ao menor sinal de conduta inapropriada usa uma balança diferente para pesar os delitos de demagogos e políticos em geral. Um paradoxo curioso, porque numa democracia quem deveria ser julgado continuamente são os detentores de cargos eletivos.

Talvez esse ódio seletivo seja uma forma de sublimação. Na hora de votar, a gente releva problemas. Como as celebridades existem em um mundo próprio no qual não temos direito a voto, nós as punimos por serem celebridades e por não terem se comportado como as criaturas divinas e infalíveis que preferiríamos que fossem. São os deuses que nos traíram. Eles não nos merecem.

Divulgação
Mariah Carey também foi acusada. Um ex-segurança a acusa de discriminação racial e de assédio
Talvez haja uma sujeição atávica, ou algo mais psicanalítico. Meu chefe ou meu patrão me explora e até me rouba, mas não vejo problema nisso. É a ordem das coisas, o jeito que o mundo é. Mas quando aquela colega bem-sucedida e bonita fizer algo errado, vou desprezá-la e falar mal dela, talvez até exigir punições. Ela não tem o direito de ser linda, competente e falível. Isso torna seus pecados maiores. Ela não tem o direito de provocar meu desejo, de provocar minha inveja. Eu não mereço isso.

Ou, talvez, toda essa contradição seja a mais pura e simples hipocrisia. Deles e nossa.

E isso, amigo, é o que ninguém merece.

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