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BAH!rulho

Éverton Luiz Cidade lança Quió, seu novo livro de poesia

Primeiro evento de lançamento será nesta sexta-feira, em São Leopoldo, e contará com show da banda Siléste.

Meu irmão corpo

Logrou êxito

E dilúvio

A fome é didática

Não te procurei

Galhofa

Das coisas tristes

Do telhado

Chovia sabão

Que

Eu irmão do corpo

Tinha jogado

Pra não chover

Em dia de festa

De não morrer.

Giovani Paim/Divulgação
Éverton Luiz Cidade está lançando livro de poesia
Com esses versos, o poeta Éverton Luiz Cidade abre seu terceiro livro, chamado Quió. O lançamento sucede as obras Santo Pó/p (2012), lançado pela Makbo Editora, com ilustrações de Gabriel Renner, e O Bonde Transmutóide (2015), que saiu pela Vibe Tronxa Comix, com ilustrações de Diego Gerlach – além de inúmeros outros zines. Conhecido principalmente pelo seu trabalho como vocalista e letrista das bandas Viana Moog e Siléste, o leopoldense Cidade é uma figura importantíssima para a cena underground da nossa região. Ele atua como uma espécie de catalisador, agregador e incentivador de artistas e bandas independentes. Quió foi lançado pelos selos Ovo e Go Die, de Novo Hamburgo.

E a primeira festa de lançamento do seu novo livro está marcada para a noite desta sexta-feira (14/7), no Atelier De Biba Jacques, em São Leopoldo. O evento ainda terá um show da Siléste, que prepara seu terceiro disco. O livro também terá eventos de lançamento no bar OCulto, em Porto Alegre, no dia 20 de julho; no Museu do Rio, em São Leopoldo, no dia 20 de agosto; e no Studio D-Hope, em Novo Hamburgo, no dia 27 de agosto.

"Minha poesia não é grande poesia. É derivativa, sub-conscientemente copiada. Faço poema mixo, de mix, de mistura. Mas muito mais de mixo mesmo, de poema pobre, de rimas pobres, de rimas fáceis e comuns. De nonsense e sentimentalismo exagerado. Essa é a minha estética, mas o fluxo é mais importante que a estética", destaca Cidade. "Sou um vetor danificado do que me rodeia. Um vampiro da experiência alheia", aponta.

O Bah!rulho conversou com o Cidade pra saber um pouco mais sobre esse novo livro. Dá uma conferida na entrevista – na qual o cara nos brinda com mais algumas doses da sua genialidade beat – e aproveita pra dar play nos clipes da Siléste ali embaixo e entrar no clima do show que vai rolar durante o lançamento do Quió nesta sexta. Se liga aí:

Quais as temáticas abordadas nesse novo livro?

O Quió é um livro de fluxo externo/interno. É menos sobre mim e mais sobre os arredores. O personagem que carrega o livro transita em consciência sonâmbula alheia. É tomar um valium com coca-cola.

O que te inspira no dia a dia para criar?

O que falta nele. O glamour. A riqueza da beleza simples. O transcender sem dor nem culpa. O amor como algo arrebatador. O entender da graça.

Quais as tuas influências na poesia?

A poesia dos meus amigos. HQS. Placas de trânsito. Santinhos. Anúncios de loja. Uma dor imensa e um desconforto por estar ainda de passagem.

É importante pra ti ser compreendido ou reconhecido como um músico/poeta, ou a produção te basta?

Quando menos velho me bastava produzir e exercitar o ego e me aproveitar de tudo ao meu redor que me fosse imediato. Agora que as doenças e a morte são próximas gostaria ao menos de ser aceito. Não gostaria de levar pra outra vida esse desconforto de ser inapto. Eu sempre vi meu trampo/arte como a única parte realmente interessante e valiosa do que sou. Perdi muito por ela e vou continuar perdendo. Porque ela é o amor que me arrebata. Só me sinto vivo no palco ou escrevendo. Meu trampo/arte é uma junção de The Fall/Ronald Golias/Dorival Caymmi. A sinto assim.

Existe diferença entre escrever para letras de música e para a produção poética?

A poesia é brigar com o cosmos. As letras são jogos de armar revoluções para boêmios.

Edu K e Transmikey na Embaixada do Rock

Ex-líder do DeFalla tocará clássicos da antiga banda e da carreira solo, enquanto a Transmikey apresenta releituras do disco Boemia Adolescente após os 30, da Viana Moog.

Divulgação
Cartaz do show foi produzido pelo artista Gabriel Renner
A Embaixada do Rock, em São Leopoldo, recebe no próximo sábado (15/7), shows de Edu K e Transmikey. Edu K irá tocar os clássicos do DeFalla e músicas da sua carreira solo. Apoiado pela banda formada por Z (baixo), Bruno Suman (bateria), Pedro Petracco (guitarra, violão e teclado) e Rod (guitarra), ele também promete versões de clássicos de David Bowie, Lenny Kravitz, Velvet Revolver, Blur, Joan Jett, Guns N’ Roses, Stone Temple Pilots, Faith No More e Red Hot Chilli Peppers. Já a Transmikey, novo projeto de Everton Luiz Cidade, faz uma releitura do disco Boemia Adolescente Após os 30, da clássica Viana Moog. A banda conta com uma dupla de baixistas, Luciano Reis (Spartacus, Astaroth) e Geovane Lacerda (A Sorrowfull Dream), além da bateria de Izaky Grimm (Combustível Free) e da guitarra de Cris Spaniol (Siléste). Os ingressos custam 20 reais. As apresentações ainda ganharam um cartaz caprichado do artista/ilustrador/cartunista Gabriel Renner. Se liga aí:

Vivendo do Ócio faz show em Novo Hamburgo nesta sexta-feira

Baianos estão em turnê pelo Rio Grande do Sul e contarão com abertura das bandas Vírgula Rock, Love Chaleira, Além do Esterno e Sinclaire.

A banda baiana Vivendo do Ócio chega a Novo Hamburgo para uma apresentação no Rock and Roll Sinuca Bar na noite desta sexta-feira (07/7). A apresentação faz parte da tour dos baianos pelo Rio Grande do Sul, que inclui shows em Caxias do Sul e Sapucaia do Sul. Em Novo Hamburgo, a função inicia pelas 21 horas, com abertura das bandas Vírgula Rock (Sapucaia), Love Chaleira (Sapucaia), Além do Esterno (Novo Hamburgo) e Sinclaire (Novo Hamburgo). Um dos destaques do underground brasileiro, a Vivendo do Ócio está divulgando o seu quinto disco: Selva Mundo (2015). Os ingressos custam 30 reais. O Bah!rulho te deixa com o clipe de Prisma, música do mais recente álbum dos baianos, e com um som de cada uma das bandas de abertura. Se liga aí:

Chico Paz aponta o Caminho em novo disco

Terceiro álbum do músico de Taquara, Caminho, foi lançado nessa semana e está disponível para streaming e também em CD.

Divulgação
Capa de Caminho, o novo disco de Chico Paz
Caminho, terceiro disco do músico Chico Paz, foi lançado nesta semana. Depois de Figurinhas (2009) e Singles (2015), o compositor de Taquara chega com um álbum maduro, que transita de forma fluída pelo pop/rock ao longo das seis faixas. Chico Paz, que já trabalhou com a banda Acústicos e Valvulados, contou com as participações de Rafael Malenotti, na faixa Ela Sabe Bem, e Luciano Leães, ex-integrante da Acústicos e Valvulados, que comanda os teclados na mesma música e também em Aquilo Tudo Que Eu Não Falei e Vício. O primeiro single, A Balada Doce, ganhou um clipe gravado em São Francisco de Paula. O trabalho está disponível em várias plataformas de streaming e também em formato físico. O Bah!rulho bateu um papo com Chico Paz para saber um pouco mais sobre o seu Caminho. Então dá play no disco lá embaixo e confere a entrevista. Se liga aí:

Em quais aspectos esse novo trabalho se parece e se diferencia dos teus primeiros discos?

Com certeza o aspecto que mais diferencia esse novo trabalho dos dois anteriores é a sonoridade mais limpa, principalmente nas faixas A Balada Doce e As Canções. A presença mais forte da influência do blues, tanto nos timbres, mas também na construção rítmica das músicas, grooves mais retos, poucas frases de bateria. Os arranjos vocais e a construção das frases de guitarra também deixa mais evidente essa influência. O ponto de ligação entre os trabalhos acredito que é a faixa Ela Sabe Bem, um rock/pop com uma levada rítmica mais forte e violão pop. O conceito da arte do disco também é uma novidade nos meus trabalhos, tudo mais limpo, predominando a cor branca.

Como foi o processo de produção e gravação do disco?

Todo o processo de produção durou exatamente três anos. Iniciamos em março de 2014 e enviamos o disco para a fábrica em abril desse ano. Após eu escolher as faixar que entrariam para o disco fizemos alguns ensaios de pré-produção no estúdio. Principalmente para definir estruturas e velocidade das músicas. O processo de gravação foi o mais demorado, já que procuramos ter um cuidado grande com a escolha dos timbres, principalmente de bateria e guitarras. Gravamos bateria, guitarras, violões e vocais no estúdio TH Audioworks, em Parobé, do produtor do disco, Thiago Heinrich. Teclados e sopro foram gravados no Estúdio do Arco, em Porto Alegre, do pianista e produtor Luciano Leães. Os vocais da música A Balada Doce foram gravados em Los Angeles no estúdio do guitarrista e produtor Grecco Buratto. O disco foi mixado e masterizado no TH Audioworks pelo Thiago.

O que te inspira a compor?

Atualmente o que me inspira, o que me motiva a compor é o fato de me manter em movimento. Compor é a minha grande paixão e o simples fato procurar fazer uma música melhor me alimenta muito. A inspiração para escrever letras vem de muitas formas, uma história contata, uma frase em um livro, uma fotografia, uma alegria, uma dor pessoal, uma raiva contida. Músicas também me inspiram muito, às vezes o trecho de uma letra, uma frase melódica, um riff de guitarra me desperta ideias para uma música nova.

Quais são as tuas principais influências musicais?

Tenho escutado muito a banda Uruguaia La Triple Nelson, Fito Paez é um compositor sempre presente no meu toca fitas e o bluseiro americano Keb’Mo tem me dado ótimas ideias.

Como foi que aconteceu essa parceria com o Rafael Malenotti e Luciano Leães?

Rafa e Luciano são dois grandes professores. Conheci ambos quando entrei para a equipe técnica da banda Acústicos e Valvulados, no ano de 2007. Rafa é uma das figuras mais queridas do nosso rock, além de dominar como poucos a arte de comandar o palco. Luciano Leães é sem duvida um dos melhores músicos que conheço e já vi tocar. Acompanhar os dois durantes alguns anos mudou a minha vida musical e agora ter eles nesse trabalho é sem dúvida uma honra gigantesca.

Como é trabalhar com música no interior do Estado?

Acho que é como em qualquer região. Vejo que a internet derrubou boa parte da barreira que existia entre capital e interior. Estamos bem mais próximos de tudo, mas temos a vantagem de morar em uma região um pouco mais tranquila.

Quais são as tuas expectativas para esse novo álbum?

Com esse trabalho quero expandir, levar a minha música para lugares que ainda não estive. Esse é o plano e espero que tudo dê certo.

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