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02 de Fevereiro de 2012 - 14h18

O Globalizado time de Dorival Jr.

Por Cristofer de Mattos

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Foto Alexandre Lops/Inter

O Inter de Dorival Jr. é o time mais globalizado do mundo. É um time gaúcho, tem um treinador brasileiro, tem vários argentinos, joga ofensivamente como o moderno futebol europeu e é inconsequente na defesa como o futebol colombiano. O resultado: a cada vez que entrar em campo garantia de emoções. Os colorados que se preparem com doses generosas de antiosiolíticos, porque a Libertadores promete ser um universo de emoções, que nem Freud será capaz de explicar.

Os volantes são acessórios no time de Dorival Jr. Se não atrapalharem e contribuírem de forma simbólica para a defesa, já estarão fazendo algo além de suas tarefas. O futebol para o treinador se divide em: defesa, que parece lhe causar erisipela ao montá-la; e um ataque de profunda inspiração, que lhe proporciona orgasmos múltiplos em conceber as proezas do quarteto fantástico vermelho.

Dorival é brasileiro, mas poderia ser colombiano. Seu time é vocacionado para o ataque e inconsequente na defesa. O Inter contra o Once Caldas foi mais colombiano que a própria seleção da Colômbia, com uma diferença significativa: jogadores brasileiros e argentinos, que garantiram ao colorado a vitória e a vaga na fase de grupos da Copa Libertadores. Garantirão, ainda, muitas emoções nesta temporada. São de puro talento. Quando estiverem bem condicionados fisicamente será difícil pará-los.

Ataque 3D

Do meio para frente o Inter tem tudo para ser infernal. As defesas adversárias cristãs que se armem de crucifixos, água benta e apelem para as preces, porque os demoníacos Oscar, D'Alessandro, Dagoberto e Damião (o ataque 3D do Oscar) deverão protagonizar filmes de terror para os que ousarem impedir suas endiabradas proezas de pura diversão para os vermelhos. 

Como numa milionária produção hollywoodiana, os efeitos especiais têm um custo, pequenos perto do que geram de diversão. O investimento pontual da direção na manutenção de Damião, Oscar e D'Alessandro, além da contratação de Dagoberto, evidencia que uma produção vencedora de prêmios (jogos e títulos, no caso) começa no planejamento do elenco.

A receita é aproveitar para relaxar e descansar agora. Quando a Libertadores começar as emoções deverão ser fortes para os vermelhos, que não terão tempo para as pipocas. Mesmo que o ataque colorado seja de cinema, quem quiser diversão que vá a uma sala 3D, porque os antiosiolíticos serão os companheiros dos torcedores do time mais globalizado que se tem notícia. 

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